Menu
2020-01-24T10:02:57-03:00
VEM GRINGO

Bolsonaro autoriza entrada do Brasil em acordo que abre licitação a estrangeiros

O ministro da Economia, Paulo Guedes, já havia dito na terça-feira, 21, durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos, que o Brasil entraria no acordo

23 de janeiro de 2020
19:39 - atualizado às 10:02
Presidente da República, Jair Bolsonaro
Presidente da República, Jair Bolsonaro - Imagem: Marcos Corrêa/PR

O presidente da República, Jair Bolsonaro, disse que autorizou a entrada do Brasil no Acordo de Compras Governamentais (PA, na sigla em inglês) da Organização Mundial do Comércio (OMC), em tuíte na manhã desta quinta-feira, 23. O acordo, do qual fazem parte países da Europa, EUA, China e Japão, obriga seus membros a dar condições isonômicas a empresas estrangeiras e nacionais em licitações públicas nas áreas de bens, serviços e infraestrutura.

Em sua conta no Twitter, Bolsonaro escreveu: "Em respeito ao dinheiro do pagador de imposto, buscaremos licitações mais transparentes e com ampla concorrência internacional, abrindo ainda um mercado de US$ 1,7 trilhão por ano para empresas brasileiras."

O ministro da Economia, Paulo Guedes, já havia dito na terça-feira, 21, durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos, que o Brasil entraria no acordo.

Segundo o ministro, a adesão faz parte de uma das promessas de campanha de Bolsonaro de atacar a corrupção. "O Brasil está querendo entrar para primeira liga, para primeira divisão de melhores práticas. Isso realmente é um ataque frontal à corrupção", argumentou. "Um tema importante na campanha de Bolsonaro era acabar com a corrupção, e sabemos que boa parte da corrupção foi permitida realmente em coisas de governo: empreiteiras, obras governamentais, coisas desse tipo."

Ele foi questionado se a decisão, por outro lado, não impediria a promoção de políticas industriais e disse que é preciso "saber o que você quer". "Você quer ter as melhores práticas, receber os maiores fluxos de investimentos, se integrar às cadeias globais de negócio ou continuar sendo o que se disse durante a campanha: 200 milhões de trouxas servindo a seis empreiteiras, seis bancos... Não! O Brasil não pode ser uma fábrica de bilionários às custas de seus consumidores. É isso o que o Brasil é", disse.

O anúncio é o primeiro passo de uma delicada negociação que pode levar anos para ser finalizada. Ao Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), fontes da área econômica explicam que o objetivo, ao abrir as licitações de bens, serviços e obras também a estrangeiros, é que o governo chegue no fim desse processo com um leque mais amplo de fornecedores e preços melhores.

A intenção é que o acordo abarque tudo que o governo compra: de seringas a maquinário e equipamentos em estatais, hospitais e universidades.

Comentários
Leia também
A REVOLUÇÃO 3.0 DOS INVESTIMENTOS

Que pi… é essa?

Eu decidi sair do banco, mas não queria entrar em uma enrascada. Bem, acredito que eu tenha encontrado um portal para fugir dessa Caverna do Dragão das finanças. E cá estou para explicar essa descoberta.

bolso afetado

Para 50%, coronavírus causou impacto na situação financeira pessoal, diz pesquisa

Proporção de pessoas que considera que suas dívidas vão aumentar ou aumentar muito disparou de 25% para 45%

fatia maior para o motorista

Senado eleva rendimento de motorista de aplicativo até outubro

Alteração obriga empresas como Uber, Cabify e 99 a reduzirem em ao menos 15% o valor retido nas corridas

em busca de soluções

Magazine Luiza, GPA e outras empresas promovem movimento #NãoDemita

Grandes bancos, fabricantes de alimentos, empresas de tecnologia, saúde e investimentos estão endossando uma campanha para evitar a demissão

perspectivas

Economia volta à retomada no 2º semestre, diz economista-chefe do Bradesco

Para Fernando Honorato Barbosa, o setor de serviços será o último a se recuperar

Reprovação aumenta

Governo Bolsonaro tem 42% de avaliação ‘ruim’ ou ‘péssima’ em abril, diz pesquisa

É o maior nível de avaliações ruins ou péssimas desde o início do mandato, mas ainda estável no limite da margem de erro

Virada de mão

“Vai faltar real para comprar dólar no preço atual”, diz Márcio Appel, da Adam Capital

Depois de ganhar dinheiro com a desvalorização cambial, gestor deixou de apostar na alta do dólar contra o real e avalia comprar a moeda brasileira

medida anticrise

Senado aprova texto-base de projeto que suspende prazos contratuais até outubro

Medida coloca no papel flexibilizações durante a pandemia do novo coronavírus no País e dependerá agora de chancela da Câmara

Em busca de soluções

Governo Federal é o único que pode emitir dívida e moeda, diz Maia

Sobre o trabalho do Parlamento, Maia disse que as Medidas Provisórias começarão a ser votadas “uma a uma” na próxima semana

A mesa virou?

Sistema bancário dos EUA pode ter problema por excesso de liquidez

Com acesso ao dinheiro, empresas estão guardando os recursos em poupanças, o que, juntamente com a liquidação de ativos de risco, inunda os bancos com liquidez

Reflexos da crise

Empresas alegam ‘força maior’ e já pedem revisão de contratos na Justiça

Com a alegação de “força maior” ou “evento fortuito” – por conta do coronavírus -, o meio jurídico teme que os contratos sejam suspensos em um efeito dominó, com distorções em toda economia

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu
Advertisements