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Entidade diz que as restrições comerciais entre as economias do G20, grupo que inclui o Brasil, permaneceram historicamente altas nos últimos meses
A Organização Mundial do Comércio (OMC) afirmou nesta quinta-feira que as restrições comerciais entre as economias do G20, grupo que inclui o Brasil, permaneceram historicamente altas nos últimos meses. Segundo um relatório divulgado pela instituição, entre a metade de maio e meados de outubro deste ano, países do grupo introduziram medidas de restrição a importações no valor de US$ 460,4 milhões, um aumento de 37% em relação ao período anterior, de outubro de 2018 a maio de 2019.
Diante dos resultados, a OMC reduziu sua projeção para o crescimento do comércio mundial em 2019 de 2,6% em abril para 1,2% agora, o que representaria o menor avanço desde a crise financeira internacional de 2008.
A maior parte das restrições comerciais implementadas pelas economias do G20 no período, 28 no total, foram aumentos de tarifas, proibição de importações e procedimentos aduaneiros mais rigorosos.
Na avaliação do diretor-geral da OMC, Roberto Azevêdo, os resultados devem ser "uma séria preocupação" para os governos e a comunidade internacional. Ele destaca a necessidade de que as nações do G20 desempenhem uma "forte liderança" com o objetivo de evitar "aumento da incerteza, queda do investimento e um crescimento do comércio ainda mais fraco".
"Historicamente, altos níveis de restrição comercial tem um claro impacto no crescimento, na criação de empregos e no poder de compra no mundo inteiro", afirma Azevêdo.
Durante o período de análise, segundo a OMC, as novas restrições coincidiram com indicadores prospectivos cada vez mais negativos para o comércio e a produção no mundo, incluindo encomendas de exportações contabilizadas pelos índices de gerentes de compras.
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Apesar disso, as economias do G20 também implementaram, nos últimos 5 meses, 36 medidas para facilitar o comércio.
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