🔴 TOUROS E URSOS: LULA 3 FAZ 3 ANOS, OS DADOS ECONÔMICOS E A POPULARIDADE DO GOVERNO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Eduardo Campos

Eduardo Campos

Jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo e Master In Business Economics (Ceabe) pela FGV. Cobre mercado financeiro desde 2003, com passagens pelo InvestNews/Gazeta Mercantil e Valor Econômico cobrindo mercados de juros, câmbio e bolsa de valores. Há 6 anos em Brasília, cobre Banco Central e Ministério da Fazenda.

Política Monetária

O Copom vai manter a cautela, a serenidade e a perseverança?

Colegiado do Banco Central decide taxa Selic nesta quarta-feira e expectativa é de manutenção em 6,5% ao ano. Reunião pode marcar despedida de Ilan Goldfajn

Eduardo Campos
Eduardo Campos
6 de fevereiro de 2019
10:06 - atualizado às 19:16
Presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn. Esse pode ser o último Copom de Ilan que chegou ao BC em 13 de junho de 2016. - Imagem: Beto Nociti/BCB

O Comitê de Política Monetária (Copom) tem sua primeira reunião de 2018 e o consenso de mercado é de estabilidade da Selic em 6,5% ao ano, patamar que vem sendo respeitado desde março do ano passado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Desde o encontro de dezembro, em grandes linhas, tivemos uma inflação comportada ou abaixo do previsto, atividade econômica ainda em fraco ritmo de recuperação e, mais recentemente, uma melhora de percepção com relação a um desafiador cenário externo depois que o Federal Reserve (Fed), banco central americano, disse não ter pressa e que será paciente na normalização das condições monetárias.

Ainda dentro dos fatores que compõe o balanço de riscos, a percepção com relação à aprovação de reformas parece ter melhorado mais um pouco, já que os acenos do governo e do Congresso parecem alinhados com relação ao tema.

Essa evolução do cenário base pode levar o Copom a dizer que o balanço de riscos para a inflação voltou a ficar simétrico, ou seja, o colegiado está dando o mesmo peso para os fatores que podem deixar a inflação acima ou abaixo das metas.

Em dezembro, o Copom tinha notado uma redução no risco de frustração com as reformas e um aumento na chance de o elevado grau de ociosidade resultar em inflação abaixo do esperado. Uma possível deterioração do cenário externo para emergentes também estava listado, risco que parece ter se reduzido, mas que no momento garantia a assimetria.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Quão estimulativo está o juro?

Para o BC, a política monetária está estimulativa, com o juro real está abaixo da chamada taxa neutra ou taxa estrutural. O juro real (swap 360 dias descontado da inflação projetada em 12 meses) está na casa dos 2,3% ao ano.

Leia Também

Já as estimativas para o juro de equilíbrio têm ampla variação, com cálculos oscilando entre 4% a 2,5%. Essa discussão sobre o quão estimulativa está a política monetária vem acontecendo desde o fim do ano passado.

Quando questionado sobre o tema, o BC diz que se pauta por mudanças de tendências e não embarca em momentos nos quais os cenários para as variáveis econômicas são mais voláteis para a definição da taxa Selic.

Em 22 de janeiro, em entrevista à “Reuters”, o presidente Ilan Goldfajn reafirmou que, nesse momento, o BC considera a política estimulativa. O quão suficientemente estimulativa, “vamos sempre olhar no momento adequado”. A fala causou reação no mercado de juros, com as agentes entendendo que o BC poderia considerar redução do juro. Mas no mesmo dia, o BC divulgou nota reiterando manutenção da mensagem e da postura de cautela, perseverança e serenidade.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A questão é tentar descobrir se essa postura será mantida ou se o BC pode embarcar em um ajuste fino do juro básico. Se quiser colher frutos ainda em 2019, o quanto antes ocorrer uma redução de juros melhor, já que as ações têm efeito defasado no lado real da economia. Quanto mais avançamos no calendário de 2019, mais a missão do BC para a ser a inflação de 2020.

Projeções para inflação e Selic

No lado das projeções, atenção para a possibilidade de alguma redução no chamado cenário de referência que considera Selic estável em 6,5% e dólar constante. Em dezembro, considerando juro estável e câmbio de R$ 3,85, tínhamos IPCA em torno de 4% para 2019 e 2020. As metas são de 4,25% e 4%. O câmbio está mais apreciado desde então, o que pode resultar em breve oscilação para baixo.

No lado das expectativas de mercado, o IPCA esperado para o ano caiu de 4,1% para 3,94%, e se manteve em 4% para 2020. Para 2020 e 2021, o prognóstico está ancorado em 3,75%.

No Focus, a mediana das projeções completou o movimento de ajuste à expectativa de Selic estável em 6,5% para todo o ano de 2019. No mercado, no entanto, já temos projeções de juro básico em 5,75% a 5,5%, o que pressupõe juro real entre 1,7% e 1,5%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em relatório, o Goldman Sachs reafirma expectativa de Selic em 6,5%, citando o fraco desempenho da atividade, expectativas nas metas e uma taxa câmbio “ancorada”.

A MCM Consultores também acredita em manutenção da Selic em 6,5% sem espaço para eventuais quedas. Na avaliação dos especialistas da casa, a aprovação das reformas, em especial da Previdência contribuirá para reduzir o juro estrutural, mas é improvável que essa redução ocorra ainda no atual ciclo econômico.

O Banco Fibra fez uma revisão de seu cenário. No câmbio, a projeção para o fim de 2018 é de R$ 3,50, pois a equipe passou a trabalhar com uma interrupção no processo de redução do balanço do Fed no terceiro trimestre e não mais em meados de 2020. Com o câmbio relativamente mais apreciado e fraca atividade (hiato do produto em terreno negativo), o IPCA previsto caiu de 3,95% para 3,45%. Para o PIB, a avaliação segue de crescimento de 2,5% neste ano e 3% no próximo.

Para a taxa Selic, o cenário base do Fibra é de estabilidade em 6,5%, mesmo com essa visão de inflação abaixo da meta de 4,25%. A justificativa é que o conjunto de informações ainda está incompleto para mudar o “call”.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O Fibra mantém um cenário alternativo, com 40% de probabilidade, no qual o BC retoma o ciclo de queda, caso o governo seja bem-sucedido na aprovação de reformas, notadamente a da Previdência. Assim, esse eventual recuo na Selic nominal seria apenas o reconhecimento da queda na taxa neutra da economia.

Despedida?

Tem grande chance de essa ser a última reunião presidida por Ilan Goldfajn. Agora em fevereiro, deve acontecer a esperada sabatina com o indicado para o posto, Roberto Campos Neto, que dependendo dos demais trâmites estaria apto a comandar o Copom dos dias 19 e 20 de março.

Desde que foi indicado ao posto em novembro do ano passado, Campos Neto optou por não dar declarações. Então, sua ida à Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado deve ser bastante concorrida, já que todos querem saber o que ele pensa, agora como banqueiro central.

Também há chance de o Copom de março ter novos membros na diretoria. Reinaldo Le Grazie já foi exonerado do cargo por razões pessoais e para o seu lugar o indicado é Bruno Serra Fernandes, economista formado pelo Ibmec, com mestrado em Economia pela USP. Fernandes fez carreira no sistema financeiro atuava com responsável no Itaú Unibanco pela mesa de renda fixa proprietária. Enquanto, Fernandes não assume, Carlos Viana responde como diretor de Política Monetária. Tiago Berriel está acumulando as diretorias de Assuntos Internacionais e Política Econômica, que é de Viana. Então, esse Copom será de oito votos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Outro nome indicado a ser sabatinado é João Manoel Pinho de Mello, que foi secretário do extinto ministério da Fazenda. Ele assumira a diretoria de Organização do Sistema Financeiro e de Resolução, com a saída, também a pedido, de Sidnei Corrêa Marques, que estava há oito anos na função.

Pinho de Mello atuou intensamente ao lado do BC quando estava na secretaria de Promoção da Produtividade e Advocacia da Concorrência (Seprac) do Ministério das Fazenda, para aprovação da Taxa de Longo Prazo (TLP) que substituiu a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) nos financiamentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Pinho de Mello também defendeu a aprovação do cadastro positivo de crédito nas audiências públicas ao lado do BC entre outras medidas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
BOA PARA MORAR?

Ponto de virada da cidade com metro quadrado mais caro do interior de São Paulo veio do céu (literalmente)

8 de janeiro de 2026 - 11:38

Pesquisa FipeZap mostra que o metro quadrado dos imóveis em São José dos Campos teve valorização de 9,6% mais em um ano

NO REBOTE

Lotomania aproveita bola dividida na Lotofácil e paga maior prêmio da quarta-feira nas loterias da Caixa

8 de janeiro de 2026 - 7:24

Lotofácil deixou dois apostadores quase milionários, mas não foi páreo para o prêmio principal da Lotomania. Na +Milionária, uma bola na trave impressionante impediu que ela saísse pela terceira vez na história.

MERCADO DE CAPITAIS

CVM sob um novo-velho comando: quem é Otto Lobo, indicado do governo Lula para a presidência da xerife do mercado de capitais

7 de janeiro de 2026 - 19:13

Atual presidente interino associado a decisão polêmica sobre a Ambipar é indicado para liderar a autarquia em meio ao aniversário de 50 anos da instituição

ENTENDA A NOVA LEI

Tributação sobre lucros e dividendos: o que a nova lei muda para empresas do Simples Nacional

7 de janeiro de 2026 - 18:30

Especialistas apontam conflito com a Lei Complementar nº 123/2006, que garante tratamento diferenciado ao regime simplificado

MENINO NEY

O que você faria com R$ 300 milhões? Neymar comprou uma coleção de veículos na ‘estética Batman’

7 de janeiro de 2026 - 16:16

Jatinho avaliado em R$ 250 milhões, helicóptero usado em deslocamentos ao CT e um Batmóvel de R$ 8 milhões compõem a coleção exibida pelo craque

DE NOVO 

Fake news sobre taxação do Pix acima de R$ 5 mil volta a circular; entenda o que diz a Receita Federal

7 de janeiro de 2026 - 15:44

Órgão nega imposto, multa e qualquer cobrança sobre movimentações financeiras, inclusive via PIX, e reforça isenção maior do IR a partir de 2026 

GOLAÇO!

Quina aproveita bolas divididas na Lotofácil e na Dia de Sorte e faz único milionário das loterias da Caixa na terça-feira

7 de janeiro de 2026 - 7:43

Quina foi a única loteria da Caixa a pagar um valor milionário ontem, mas os prêmios de consolação da Mega-Sena, da Timemania, da Lotofácil e da Dia de Sorte deixam pouca margem para reclamação

EM BREVE

Calendário do PIS/Pasep 2026 começa em fevereiro; confira quando o abono cai na conta

7 de janeiro de 2026 - 5:45

Pagamentos do abono salarial seguem mês de nascimento ou número de inscrição e vão até agosto 

AUMENTOU

INSS reajusta piso em 2026: benefício agora parte de R$ 1.621 com novo salário mínimo

6 de janeiro de 2026 - 15:15

Reajuste de 6,79% entra em vigor em janeiro; os pagamentos com o valor reajustado seguem o calendário oficial do INSS 

INVESTIGADO

Banco Central questiona decisão do TCU em relação à investigação do Master, e embate ganha novo capítulo

6 de janeiro de 2026 - 13:43

O BC entrou com um embargo de declaração no TCU, para questionar a decisão de investigá-lo no processo de análise do Banco Master; veja qual o risco da liquidação ser revertida

APENAS EM JANEIRO

Simples Nacional 2026: pequenas empresas podem migrar para o regime neste mês 

6 de janeiro de 2026 - 12:40

O prazo para solicitar o enquadramento termina em 30 de janeiro, último dia útil do mês

SUPERCOMPUTADOR

Jaci, o supercomputador que conecta ciência de ponta e saber ancestral para evitar desastres naturais

6 de janeiro de 2026 - 10:35

Novo sistema do Inpe substitui o Tupã e amplia velocidade e a precisão das previsões metereológicas e climáticas 

BRILHO SOLITÁRIO

Lotofácil deixa 5 pessoas mais perto do primeiro milhão; Mega-Sena volta hoje depois de Mega da Virada conturbada

6 de janeiro de 2026 - 7:11

Lotofácil foi a única loteria a ter ganhadores no primeiro sorteio da primeira semana cheia de 2026. Mesmo com bola dividida, sortudos estão mais próximos do primeiro milhão.

COMEÇA ESSE MÊS

Calendário do BPC/LOAS 2026: veja quando o pagamento do benefício cai

6 de janeiro de 2026 - 5:50

Benefício assistencial segue o calendário do INSS e é pago conforme o número final do BPC 

ATENÇÃO AO PRAZO

MEI já pode entregar a declaração anual de faturamento; veja como preencher o documento

5 de janeiro de 2026 - 16:52

O microempreendedor individual deve informar quanto faturou e se teve algum funcionário em 2025 por meio da DASN-SIMEI

ALÉM DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

Robôs humanoides, data centers gigantes e biotecnologia: as oito teses que definirão a economia e os investimentos em 2026

5 de janeiro de 2026 - 15:29

Relatório da Global X compilou as tendências globais que devem concentrar capital para desenvolvimento nos próximos anos

BOLETO DO MEI

Valor da contribuição mensal do MEI muda em 2026; veja quanto fica

5 de janeiro de 2026 - 10:40

O aumento do salário mínimo para R$ 1.621 também altera a contribuição mensal do microempreendedor individual

PREVIDÊNCIA SOCIAL

Calendário do INSS 2026: confira as datas de pagamento e como consultar

5 de janeiro de 2026 - 9:33

Aposentados e pensionistas já recebem com valores corrigidos pelo novo salário mínimo; depósitos seguem o número final do benefício  

ANOTE NO CALENDÁRIO

Feriados 2026: veja quando caem as primeiras folgas do ano

5 de janeiro de 2026 - 7:01

Calendário de 2026 tem maioria dos feriados em dias úteis e abre espaço para fins de semana prolongados ao longo do ano

BOMBOU NO SD

Vencedor da Mega da Virada que jogou o prêmio no lixo, dividendos sendo tributados e mais: as mais lidas do Seu Dinheiro

4 de janeiro de 2026 - 17:30

Mega bilionária, novos impostos e regras do jogo: o que bombou no Seu Dinheiro na primeira semana do ano, entre a corrida pelo prêmio da Mega da Virada e a estreia da tributação sobre dividendos

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar