O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Colegiado do Banco Central decide taxa Selic nesta quarta-feira e expectativa é de manutenção em 6,5% ao ano. Reunião pode marcar despedida de Ilan Goldfajn
O Comitê de Política Monetária (Copom) tem sua primeira reunião de 2018 e o consenso de mercado é de estabilidade da Selic em 6,5% ao ano, patamar que vem sendo respeitado desde março do ano passado.
Desde o encontro de dezembro, em grandes linhas, tivemos uma inflação comportada ou abaixo do previsto, atividade econômica ainda em fraco ritmo de recuperação e, mais recentemente, uma melhora de percepção com relação a um desafiador cenário externo depois que o Federal Reserve (Fed), banco central americano, disse não ter pressa e que será paciente na normalização das condições monetárias.
Ainda dentro dos fatores que compõe o balanço de riscos, a percepção com relação à aprovação de reformas parece ter melhorado mais um pouco, já que os acenos do governo e do Congresso parecem alinhados com relação ao tema.
Essa evolução do cenário base pode levar o Copom a dizer que o balanço de riscos para a inflação voltou a ficar simétrico, ou seja, o colegiado está dando o mesmo peso para os fatores que podem deixar a inflação acima ou abaixo das metas.
Em dezembro, o Copom tinha notado uma redução no risco de frustração com as reformas e um aumento na chance de o elevado grau de ociosidade resultar em inflação abaixo do esperado. Uma possível deterioração do cenário externo para emergentes também estava listado, risco que parece ter se reduzido, mas que no momento garantia a assimetria.
Para o BC, a política monetária está estimulativa, com o juro real está abaixo da chamada taxa neutra ou taxa estrutural. O juro real (swap 360 dias descontado da inflação projetada em 12 meses) está na casa dos 2,3% ao ano.
Leia Também
Já as estimativas para o juro de equilíbrio têm ampla variação, com cálculos oscilando entre 4% a 2,5%. Essa discussão sobre o quão estimulativa está a política monetária vem acontecendo desde o fim do ano passado.
Quando questionado sobre o tema, o BC diz que se pauta por mudanças de tendências e não embarca em momentos nos quais os cenários para as variáveis econômicas são mais voláteis para a definição da taxa Selic.
Em 22 de janeiro, em entrevista à “Reuters”, o presidente Ilan Goldfajn reafirmou que, nesse momento, o BC considera a política estimulativa. O quão suficientemente estimulativa, “vamos sempre olhar no momento adequado”. A fala causou reação no mercado de juros, com as agentes entendendo que o BC poderia considerar redução do juro. Mas no mesmo dia, o BC divulgou nota reiterando manutenção da mensagem e da postura de cautela, perseverança e serenidade.
A questão é tentar descobrir se essa postura será mantida ou se o BC pode embarcar em um ajuste fino do juro básico. Se quiser colher frutos ainda em 2019, o quanto antes ocorrer uma redução de juros melhor, já que as ações têm efeito defasado no lado real da economia. Quanto mais avançamos no calendário de 2019, mais a missão do BC para a ser a inflação de 2020.
No lado das projeções, atenção para a possibilidade de alguma redução no chamado cenário de referência que considera Selic estável em 6,5% e dólar constante. Em dezembro, considerando juro estável e câmbio de R$ 3,85, tínhamos IPCA em torno de 4% para 2019 e 2020. As metas são de 4,25% e 4%. O câmbio está mais apreciado desde então, o que pode resultar em breve oscilação para baixo.
No lado das expectativas de mercado, o IPCA esperado para o ano caiu de 4,1% para 3,94%, e se manteve em 4% para 2020. Para 2020 e 2021, o prognóstico está ancorado em 3,75%.
No Focus, a mediana das projeções completou o movimento de ajuste à expectativa de Selic estável em 6,5% para todo o ano de 2019. No mercado, no entanto, já temos projeções de juro básico em 5,75% a 5,5%, o que pressupõe juro real entre 1,7% e 1,5%.
Em relatório, o Goldman Sachs reafirma expectativa de Selic em 6,5%, citando o fraco desempenho da atividade, expectativas nas metas e uma taxa câmbio “ancorada”.
A MCM Consultores também acredita em manutenção da Selic em 6,5% sem espaço para eventuais quedas. Na avaliação dos especialistas da casa, a aprovação das reformas, em especial da Previdência contribuirá para reduzir o juro estrutural, mas é improvável que essa redução ocorra ainda no atual ciclo econômico.
O Banco Fibra fez uma revisão de seu cenário. No câmbio, a projeção para o fim de 2018 é de R$ 3,50, pois a equipe passou a trabalhar com uma interrupção no processo de redução do balanço do Fed no terceiro trimestre e não mais em meados de 2020. Com o câmbio relativamente mais apreciado e fraca atividade (hiato do produto em terreno negativo), o IPCA previsto caiu de 3,95% para 3,45%. Para o PIB, a avaliação segue de crescimento de 2,5% neste ano e 3% no próximo.
Para a taxa Selic, o cenário base do Fibra é de estabilidade em 6,5%, mesmo com essa visão de inflação abaixo da meta de 4,25%. A justificativa é que o conjunto de informações ainda está incompleto para mudar o “call”.
O Fibra mantém um cenário alternativo, com 40% de probabilidade, no qual o BC retoma o ciclo de queda, caso o governo seja bem-sucedido na aprovação de reformas, notadamente a da Previdência. Assim, esse eventual recuo na Selic nominal seria apenas o reconhecimento da queda na taxa neutra da economia.
Tem grande chance de essa ser a última reunião presidida por Ilan Goldfajn. Agora em fevereiro, deve acontecer a esperada sabatina com o indicado para o posto, Roberto Campos Neto, que dependendo dos demais trâmites estaria apto a comandar o Copom dos dias 19 e 20 de março.
Desde que foi indicado ao posto em novembro do ano passado, Campos Neto optou por não dar declarações. Então, sua ida à Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado deve ser bastante concorrida, já que todos querem saber o que ele pensa, agora como banqueiro central.
Também há chance de o Copom de março ter novos membros na diretoria. Reinaldo Le Grazie já foi exonerado do cargo por razões pessoais e para o seu lugar o indicado é Bruno Serra Fernandes, economista formado pelo Ibmec, com mestrado em Economia pela USP. Fernandes fez carreira no sistema financeiro atuava com responsável no Itaú Unibanco pela mesa de renda fixa proprietária. Enquanto, Fernandes não assume, Carlos Viana responde como diretor de Política Monetária. Tiago Berriel está acumulando as diretorias de Assuntos Internacionais e Política Econômica, que é de Viana. Então, esse Copom será de oito votos.
Outro nome indicado a ser sabatinado é João Manoel Pinho de Mello, que foi secretário do extinto ministério da Fazenda. Ele assumira a diretoria de Organização do Sistema Financeiro e de Resolução, com a saída, também a pedido, de Sidnei Corrêa Marques, que estava há oito anos na função.
Pinho de Mello atuou intensamente ao lado do BC quando estava na secretaria de Promoção da Produtividade e Advocacia da Concorrência (Seprac) do Ministério das Fazenda, para aprovação da Taxa de Longo Prazo (TLP) que substituiu a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) nos financiamentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Pinho de Mello também defendeu a aprovação do cadastro positivo de crédito nas audiências públicas ao lado do BC entre outras medidas.
As empresas começam a divulgar os resultados na próxima semana e, como “esquenta”, a Vale (VALE3) publica hoje seu relatório de produção e vendas
Empresas de laticínios estão recolhendo lotes de fórmulas infantis à medida que cresce a preocupação de contaminação por toxina
Calendário de fevereiro 2026 mostra que o Carnaval não é feriado nacional, mas estados e municípios podem decretar folga para trabalhadores
Primeiro hotel de alto padrão da capital federal, o Torre Palace nasceu como símbolo de sofisticação, mas afundou em disputa familiares
Em 2026, com apenas três semanas, o ouro já acumula valorização de 17%
Medida vale para Lima e Callao e prevê multas, pontos na carteira e até apreensão do veículo em meio ao estado de emergência no país
Executivos do Master e do BRB, empresários e ex-dirigentes prestam depoimento à Polícia Federal nesta semana. O que está em jogo?
A estimativa da prefeitura de Congonhas, cidade vizinha também afetada pelo vazamento, é que foram derramados 200 mil m³ de água e lama; incidente ocorreu no aniversário de sete anos do rompimento de barragem em Brumadinho
Avanço da inteligência artificial eleva investimentos e pressiona debate sobre governança, riscos sistêmicos e atuação do Banco Central
Fundo imobiliário negocia com 15% de desconto e pode se beneficiar da retomada dos FIIs de tijolo
25 de janeiro de 1995 por pouco não impediu que o Brasil fosse pentacampeão mundial de futebol, entre outros acontecimentos das últimas três décadas
Em depoimento à PF, controlador diz que o banco sempre operou ancorado no FGC, com ciência do BC, e que a crise de liquidez começou “quando a regra do jogo mudou”
Academias de alto padrão e loterias da Caixa Econômica foram destaque no Seu Dinheiro, mas outros assuntos dividiram a atenção dos leitores; veja as matérias mais lidas dos últimos dias
O “projeto Almere Oosterwold”, nos arredores de Amsterdã, busca uma alternativa ao planejamento urbano tradicional
Segundo a imprensa, o empresário estava internado em um hospital da capital paulista e enfrentava um câncer havia alguns anos
Segundo o cofundador do Linkedin, a maioria dos super-ricos já possui alguma espécie de ‘seguro contra apocalipse’
Data de 25 de janeiro marca os 472 anos da capital, mas feriado municipal no domingo não garante descanso extra para todos os trabalhadores
Propostas iniciais do leilão da Receita Federal começam em R$ 20. O maior valor é de R$ 256 mil.
Ações da Toto subiram 11% na OTC Markets na quinta-feira (22) com aumento de receita com componente de chips
São cumpridos quatro mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro na sede do fundo e também contra gestores