Menu
2019-04-01T10:11:34-03:00
Eduardo Campos
Eduardo Campos
Jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo e Master In Business Economics (Ceabe) pela FGV. Cobre mercado financeiro desde 2003, com passagens pelo InvestNews/Gazeta Mercantil e Valor Econômico cobrindo mercados de juros, câmbio e bolsa de valores. Há 6 anos em Brasília, cobre Banco Central e Ministério da Fazenda.
Mercados

Emergentes receberam US$ 25 bilhões em ingressos de portfólio em março

Resultado apurado pelo Instituto Internacional de Finanças (IIF) é visto como modesto. Brasil segue o mercado com a menor posição de investidor estrangeiro

1 de abril de 2019
10:11
mercados emergentes
Imagem: Shutterstock

Os mercados emergentes receberam US$ 25,1 bilhões em investimento de portfólio no mês de março, segundo as estimativas preliminares do Instituto Internacional de Finanças (IIF). O resultado é tido como “modesto” depois de ingressos de US$ 52,6 bilhões em janeiro e US$ 31,2 bilhões em fevereiro.

Segundo a IIF, os mercados de ações emergentes levantaram US$ 8,1 bilhões, com a China ficando com US$ 1,6 bilhão. Os mercados de dívida captaram US$ 17,6 bilhões, sendo que os emergentes da Ásia ficaram com US$ 10 bilhões e América Latina com US$ 3,9 bilhões.

Para a IIF esse fluxo relativamente fraco reflete um “overhang” ou um “excesso de posicionamento” nos mercados emergentes.

Aqui a IIF considera o fluxo e a variação das posições (valuation) nos emergentes, como valorização/desvalorização do mercado e movimentos cambiais.

Depois de uma década de políticas monetárias estimulativas e grandes fluxos para esses mercados, a IIF acredita que há essa “ressaca” de posicionamento. Os maiores “overhangs” estariam em África do Sul, Chile e México. O Brasil, no entanto, não apresenta esse problema, pois segue como o emergente com menor exposição.

BRL - Brasil - Fluxo mais valuation das posições. - Imagem: IIF

O IIF também tem uma medida ampliada de fluxo estrangeiro, considerando captações bancárias e investimento direto. Os dados referentes ao mês de fevereiro mostram ingresso líquido de US$ 2,4 bilhões.

A China teve fluxo positivo de US$ 14,7 bilhões, depois de oito meses com saídas líquidas nessa métrica ampliada. Tirando a China da amostra, os emergentes tiveram saques de US$ 12,2 bilhões em fevereiro. Rússia e Arábia Saudita seguem liderando a perda de recursos, com US$ 7,1 bilhões e US$ 11,8 bilhões respectivamente.

Os técnicos da IIF ponderam que revisões nas bases de dados podem mudar a avaliação inicial sobre ingressos de US$ 20,9 bilhões em janeiro. De fato, pode ter ocorrido uma pequena saída líquida de recursos dos emergentes.

Comentários
Leia também
UMA OPÇÃO PARA SUA RESERVA DE EMERGÊNCIA

Um ‘Tesouro Direto’ melhor que o Tesouro Direto

Você sabia que existe outro jeito de investir a partir de R$ 30 em títulos públicos e com um retorno maior? Fiz as contas e te mostro o caminho

uma bolada

Bradesco paga R$ 5 bilhões em juros sobre capital próprio

Valor representa R$ 0,416 por ação ordinária e R$ 0,458 por ação preferencial, após o desconto do Imposto de Renda

seu dinheiro na sua noite

Dólar abaixo de R$ 5, Selic de volta aos 7% e o investimento da Petz em página de gatinhos

Apesar dos avanços na vacinação e do relaxamento nas medidas de distanciamento social, o fato de ainda estarmos convivendo com o coronavírus e uma elevada mortalidade pela covid-19 faz com que 2021 tenha um sabor de 2020 – parte 2. Assim tem sido, pelo menos para mim. Imagino que também seja assim para todas as […]

atenção, acionista

Weg e Lojas Renner anunciam juros sobre capital próprio; confira valores

Empresa de fabricação e comercialização de motores elétricos paga R$ 86,1 milhões; provento da varejista chega a R$ 88 milhões

Alívio no câmbio

Dólar fica abaixo dos R$ 5,00 pela primeira vez em mais de um ano — e o empurrão veio dos BCs

O dólar à vista terminou o dia em R$ 4,96, ficando abaixo dos R$ 5,00 pela primeira vez desde 10 de junho de 2020. O Ibovespa caiu

Constitucionalidade em xeque

Autonomia do Banco Central: STF retoma julgamento no dia 25, mas recesso pode estender votação até agosto

A lei em análise restringe os poderes do governo federal sobre a autoridade máxima da política monetária do País

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies