Menu
2019-11-14T17:33:01-03:00
Eduardo Campos
Eduardo Campos
Jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo e Master In Business Economics (Ceabe) pela FGV. Cobre mercado financeiro desde 2003, com passagens pelo InvestNews/Gazeta Mercantil e Valor Econômico cobrindo mercados de juros, câmbio e bolsa de valores. Há 6 anos em Brasília, cobre Banco Central e Ministério da Fazenda.
320% do PIB

Dívida global bate novo recorde a US$ 250 trilhões

Levantamento é do Instituto Internacional de Finanças (IIF) que estima que endividamento vai continuar subindo até o fim do ano

14 de novembro de 2019
17:33
Ratoeira da dívida
Imagem: Shutterstock

O aumento desenfreado da dívida de governos e empresas está no centro das preocupações de grandes gestores mundiais como Howard Marks e Ray Dalio, que recentemente nos disse que “o mundo enlouqueceu e o sistema está quebrado”. E os novos números do Instituto Internacional de Finanças (IIF) nos ajudam a quantificar essa “loucura”.

Ao longo do primeiro semestre, o endividamento global, compreendendo, famílias, empresas e governos, aumentou em US$ 7,5 trilhões, marcando novo recorde histórico de US$ 250,9 trilhões, ou o equivalente a 320% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial.

Sem sinal de desaceleração, o IIF estima que esse montante seguirá crescendo ao longo do segundo semestre, fechando 2019 na casa dos US$ 255 trilhões.

Respondendo a condições financeiras mais frouxas, China e Estados Unidos foram responsáveis por 60% desse crescimento de US$ 7,5 trilhões.

Mas os emergentes também seguem se endividando. O estoque bateu US$ 71,4 trilhões no fim do primeiro semestre, novo recorde equivalente a 220% do PIB dessas nações. Aqui, chama atenção que metade da dívida não financeira está com empresas estatais.

Ao longo da última década o endividamento global subiu em mais de US$ 70 trilhões, puxado pelos governos e pelo setor não financeiro. Nos mercados desenvolvidos, foram os governos que lideram o aumento (de US$ 17 trilhões para US$ 52 trilhões). Enquanto entre os emergentes foram as empresas que elevaram o estoque de US$ 20 trilhões para US$ 30 trilhões.

Limite e riscos

Na avaliação do IIF, com mais de 60% do mundo projetando crescimento abaixo do potencial em 2020, as políticas estimulativas adotadas pelos Bancos Centrais permitem que empresas e governo se financiem a taxas mais baixas.

No entanto, com cada vez menos espaço para redução de juros em muitos lugares do mundo, países com dívidas já muito elevadas ou em trajetória crescente terão dificuldades em achar espaço na política fiscal para estimular o crescimento.

Além disso, o IIF nos lembra que o apetite dos investidores para financiar empresas em países muito endividados varia de acordo com o humor mundial. Qualquer piora de sentimento pode fazer essa fonte secar. Além disso, boa parte da dívida de emergentes é denominada em moeda estrangeira, o que eleva o risco em eventos negativos.

Comentários
Leia também
A REVOLUÇÃO 3.0 DOS INVESTIMENTOS

Quem é a Pi

Uma plataforma de investimentos feita para ajudar a atingir seus objetivos por meio de uma experiência #simples, #segura, #acessível e #transparente.

REFORÇO DE CAIXA

IRB fará aumento de capital de até R$ 2,3 bilhões com garantias de Itaú e Bradesco

egundo o comunicado, o Bradesco e Itaú, que são acionistas da empresa, se comprometeram a acompanhar o aumento de capital com investimento somado de, no mínimo, R$ 615 milhões.

AGRONEGÓCIO

Brasil retoma posto de maior produtor de soja do planeta

o Brasil deverá colher um recorde de 247,4 milhões de toneladas de grãos na safra que se encerra neste ano, 2,5% acima de 2019, conforme o IBGE.

CORONACRISE

Pandemia causou impacto em 57% das companhias exportadoras, revela CNI

Em 42% das empresas afetadas, vendas externas caíram a menos da metade

FII do mês

Os melhores fundos imobiliários para investir em julho segundo 7 corretoras

FII queridinho do mês recebeu quatro indicações, mas outros cinco fundos receberam duas indicações cada um

mp 925

Câmara conclui votação de MP da Aviação e texto segue para Senado

A proposta traz ações emergenciais ao setor de aviação civil para mitigar os efeitos da crise gerada pela pandemia

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu
Advertisements