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de olho na agenda do governo

Não há alternativa para desonerar folha na reforma tributária, diz secretário do Tesouro

Imposto sobre transações financeiras, que ficou conhecido como uma nova CPMF, acabou sendo descartado, após o Congresso e o próprio presidente Jair Bolsonaro demonstrarem que reprovam a ideia

Mansueto Almeida
Mansueto Almeida - Imagem: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, afirmou nesta quinta-feira (17) em evento na capital paulista, que a equipe econômica ainda não tem uma alternativa para substituir a proposta que foi descartada, na discussão da tributária, de criar um imposto sobre transações financeiras para compensar uma desoneração da folha de pagamentos.

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O imposto sobre transações financeiras, que ficou conhecido como uma nova CPMF, acabou sendo descartado, após o Congresso e o próprio presidente Jair Bolsonaro demonstrarem que reprovam a ideia, resultando na demissão do então secretário da Receita Federal, Marcos Cintra, que vinha defendendo a proposta publicamente.

Já o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, disse que Mansueto está errado. "O acordo que a gente precisa é com a sociedade. O setor produtivo é parte do sistema, mas as pessoas precisam entender que há uma distorção muito grande, sendo que alguns setores não pagam imposto e outros pagam demais", afirmou.

[captacao]

A declaração de Mais foi realizada após reunião com o ministro da Economia, Paulo Guedes, e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), em Brasília.

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Maia voltou a dizer que alguns setores terão que pagar mais impostos para que outros passem a pagar menos, no reequilíbrio proposto ao sistema tributário brasileiro. 'Todos esses setores foram muito patrióticos na reforma da Previdência porque não foram atingidos, agora é normal que se transfira carga tributária no novo sistema, que não pode atender a interesses particulares", completou.

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Plano de Equilíbrio Fiscal

O secretário do Tesouro Nacional disse, em evento em São Paulo, que esteve no Congresso recentemente e que a expectativa é de que o Plano de Equilíbrio Fiscal (PEF), apelidado de Plano Mansueto, seja votado na Câmara nos próximos 30 a 50 dias.

O plano vai permitir que os 14 Estados com nota C no Tesouro consigam empréstimos se provarem que farão o ajuste fiscal nos próximos quatro anos. A ideia é que os empréstimos sejam concedidos em parcela à medida que as ações de ajuste sejam realizadas.

"Tem um desafio de ajuste fiscal nos Estados. Claramente houve um problema de fiscalização do marco de contas fiscais nos Estados. O desequilíbrio fiscal que alguns Estados no Brasil chegou não era para ter acontecido. Mas isso está sendo revisto", disse ele.

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O secretário ainda afirmou que os Estados terão que fazer a reforma da Previdência. "Sem isso, é impossível controlar as despesas."

Segundo ele, os governos do Rio Grande do Sul e de Goiás já enviaram projetos de reforma para as mudanças na aposentadoria, independente da definição do processo na esfera federal.

Mansueto ainda frisou que não há grande risco do problema fiscal dos Estados afetar o equilíbrio macroeconômico do País no curto prazo. Segundo ele, 86% da dívida estadual está concentrada em São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Minas Gerais. "São Paulo está pagando a dívida em dia.

Os outros três não estão pagando a dívida. Um porque está no Regime de Recuperação Fiscal e os outros dois porque têm liminar do STF. Quando eles entrarem no plano, eles vão fazer alguns ajustes mais duros. Então a situação não vai piorar", comentou.

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*Com Estadão Conteúdo 

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