Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Quer taxa de juro? Tem cadeira cativa na “dívida” e uma boa alternativa

Juro menor (e ele já caiu muito) convida investidores a explorar outros ativos, sobretudo, ações. As privatizações devem gerar caixa para abater a trilionária dívida pública. Mas isso também leva tempo.

4 de julho de 2019
10:47
taxa de juros
Imagem: Shutterstock

Nessa vida apressada e arriscada, quem não quer proteção 24 horas por dia? Todo mundo quer. Eu quero e você também, não é mesmo? É bem verdade que, apesar da demanda e até da torcida, proteção não aparece todo dia. Um tipo, em particular, demorou a chegar, mas valeu a pena. Ganhou fama. E, embora preparado para agradar às mulheres, um “cinquentão” conquistou todo mundo ao garantir que até na hora do aperto “sempre cabe mais um!”.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Você se lembrou do Rexona? Então, acertou! Mas apenas se pensou no sabonete desodorante lançado no Brasil, pela Unilever, em 1967. A marca de desodorante mais vendida no mundo – criada por uma médica australiana em 1908 e consagrada pela “intensa proteção 24h” em 1990 – ganhou o slogan contagiante que é repetido ainda hoje por jovens que nem imaginam de onde vem a frase que remete à empurra-empurra e à vida que segue...

Não à toa, me recordo do Rexona ao pesquisar os dados da dívida pública brasileira , que hoje alcança 5 trilhões de reais. São muitos trilhões nas mãos de um número incontável de investidores. Só no Tesouro Direto são mais de 4 milhões autorizados a comprar e a vender os papéis garantidos pelo governo brasileiro – 4 vezes o número de CPFs que podem operar na Bolsa. É uma multidão, concorda? A queda da taxa de juro combinada a privatizações pode mudar esse cenário, mas vai levar um tempo.

Juro menor (e ele já caiu muito) convida investidores a explorar outros ativos, sobretudo, ações. As privatizações devem gerar caixa para abater a trilionária dívida pública. Mas isso também leva tempo.

Se você é um desses (muitos) investidores, fique ciente da importância da sua aplicação para que o país mantenha as contas em dia e também de que o Brasil deve experimentar, em breve, mais uma relevante mudança na sua taxa básica de juro. Há mais de um ano em 6,50 por cento, a taxa Selic deve cair a 5 por cento. Parece pouco, mas não é. No início do atual ciclo de baixa, em outubro de 2015, a Selic nominal era de 14,25 por cento.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Foi um tombo e tanto do juro nominal. E esse tombo levou a um ajuste não menos importante do juro real, que passou de 7,43 por cento para 2,31 por cento. O Brasil, que há quatro anos pagava o maior juro real do mundo, agora ocupa a 7ª posição no Ranking de Juros Reais que reúne 40 países.

Leia Também

Para baixo todo santo ajuda

Nesse ranking, construído pelo economista-chefe da Infinity Asset Management, Jason Vieira, e atualizado há quase duas décadas – a partir de juros prefixados em 12 meses, descontada a inflação projetada em igual período –, o juro real médio de 40 países era negativo em 1,3 por cento em 2015, enquanto o juro real brasuca era de 7,43. Agora, a relação é de 0,31 por cento para 2,31 por cento. Nossa taxa, mesmo ladeira abaixo, é 7 vezes maior que a média global. E isso é juro pra caramba!

Aprovada a reforma da Previdência, a Selic deve renovar o recorde histórico de baixa, chegando a 5 por cento, calcula Felipe Miranda, estrategista-chefe e CEO da Empiricus. Eu concordo com o Felipe e com a avaliação de que a economia apática e a inflação abaixo da meta recomendam juro menor, sem contar que, ao reduzir o juro, o Banco Central – via Copom – estará alinhando sua taxa básica ao eixo internacional.

Os maiores bancos centrais do planeta – Federal Reserve, Banco Central Europeu e o Banco do Japão – vêm alertando para uma nova onda de alívio monetário ou de expansão de liquidez. Ainda que essa nova onda tenha efeitos discutíveis sobre a atividade econômica com ajuda modesta para reerguer as economias que estão patinando, aos bancos centrais não resta muito a fazer. Nós já assistimos a esse filme...O principal instrumento que eles podem usar para estimular o setor produtivo é a taxa de juro e, nas principais economias, o juro está próximo de zero.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Decididamente, esse não é o caso do Brasil. Uma conta simples mostra que a nossa taxa básica pode encarar uma dieta! Com Selic a 5 por cento, o juro real cairia a 1,27 por cento. Essa mudança seria suficiente para arrastar o país da 7ª para a 11ª posição no ranking global de juros reais, caso os demais BCs não alterassem suas taxas nas próximas reuniões de política monetária. Seria suficiente para fazer a economia bombar? Provavelmente não, mas ajudaria em muito. Não é de hoje que técnicos do BC alertam para a pressão que o crédito direcionado (a determinados setores e a juros subsidiados) exerce contra a Selic.

Contudo, quando a Selic encolhe, a diferença entre taxas de juros praticadas no sistema bancário também diminui. O resultado é uma política monetária mais efetiva para o objetivo maior do BC do Brasil, que é manter a inflação sob controle. E a inflação está sob controle!

Alternativas atraentes

A queda do juro real, de 7,43 por cento em 2015 para 1,27 por cento, como mencionei acima, leva em conta duas estimativas: Selic nominal em 5 por cento ao final de 12 meses e inflação IPCA de 3,68 por cento também ao final de 12 meses. Essa é a projeção divulgada na pesquisa Focus divulgada pelo Banco Central na segunda-feira (1º).

Juro real de 1,27 por cento não está nada mau do ponto de vista macroeconômico, ante o passado recente, não é mesmo? Mas, para o investidor, essa queda é um convite para pensar em alternativas (e não apenas em renda variável) para rentabilizar o seu dinheiro. A renda fixa tem atrativos, como informa Luiz Rogé, editor da série High Yield (HY) da Empiricus. Apenas em junho, a carteira HY – Renda Fixa rendeu mais de 260 por cento do CDI – ou 1,24 por cento em termos nominais!

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Atentos à trajetória dos juros, na última edição da série High Yield, Rogé e o editor-assistente, Marx Silveira, sugerem realocações que podem dar uma nova dinâmica para a renda fixa.

Rogé e Marx sugerem reduzir a aplicação em títulos públicos remunerados pelo IPCA e prefixados e substituir parte desses ativos por investimento em debêntures de infraestrutura.

Rogé explica que os títulos públicos – e juros em geral – vêm testando mínimas históricas, em função de maior otimismo com as perspectivas para a economia brasileira. Devido a esse movimento, a quase totalidade do potencial de ganho desses títulos já foi precificada e, portanto, sobrou pouco para ganhar daqui em diante.

Aplicações em debêntures de infraestrutura são atraentes alternativas de investimentos, lembra o editor, que ressalta, por exemplo, o fato de que os fundos de debêntures incentivadas são isentos de IR, possibilitam a diversificação do risco de crédito de emissores privados, aumentam a liquidez para o investidor e contam com equipes de gestão especializadas para escolher os ativos da carteira do fundo e negociar taxas atrativas, que vão reverter em maior rentabilidade para os cotistas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Foco na votação da reforma e sangria no câmbio

O feriado pela Independência dos Estados Unidos, que suspende os negócios em Nova York, coloca o mercado global em marcha lenta nesta quinta-feira. Isso também vale para o mercado local em condições ideais de temperatura e pressão, mas hoje pode ser diferente. A tensão instalada ontem na comissão especial da Câmara em torno do relatório da reforma da Previdência recomenda maior atenção aos movimentos do governo e do Congresso. Aos trancos e barrancos, o relatório foi lido madrugada adentro pelo deputado Samuel Moreira (PSDB-SP). A votação deve ocorrer hoje e deve levar o dia todo. Até a madrugada desta quinta-feira, 138 destaques ao texto haviam sido apresentados. Desses, 25 eram de bancada. Isso quer dizer que esses destaques não podem ser votados em bloco e exigem discussão um a um.

Apesar da turbulência em Brasília, ontem o Ibovespa sustentou 102 mil pontos e o dólar recuou ao patamar de 3,82 reais. Nesta manhã, a Bolsa abre em forte alta. O Ibovespa Futuro ultrapassa com folga 103 mil pontos. O dólar rompeu o suporte de 3,80 reais e é coado a 3,7983 reais.

A atualização de dados do mercado de câmbio merece atenção. Em junho, deixaram o Brasil 8,286 bilhões de dólares acima do ingresso de divisa. Apenas na última semana, ocorreu a revoada de 8,628 bilhões de dólares. Eduardo Campos, repórter do Seu Dinheiro, conta que, em 12 meses até junho, o fluxo cambial é negativo em 28,543 bilhões. O Brasil só perdeu montante comparável no início de 1999, quando adotou o regime de câmbio flutuante.

 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
BC JOGA NO TEMPO

Por que o BC pisou no freio? “Gordura” da Selic vira trunfo em meio à turbulência global e permite “ganhar tempo”, diz Galípolo

30 de março de 2026 - 13:05

Em evento, Gabriel Galípolo afirma que novos choques externos não mudaram a trajetória da política monetária; veja o que ele disse

O RECADO DO MERCADO

Inflação dá sinal de alerta no Focus: mercado piora projeções para alta dos preços e reforça juros altos por mais tempo

30 de março de 2026 - 9:03

Economistas ajustam expectativas para os próximos anos e reforçam cenário de desinflação mais lenta; veja estimativas no relatório desta semana

FICOU NO VÁCUO

Mega desprestigiada? Dupla de Páscoa, +Milionária e mais 4 modalidades começam a semana com prêmios maiores que o da Mega-Sena

30 de março de 2026 - 7:52

Mega-Sena acaba de sair pela terceira vez em março e fica longe do pódio dos maiores prêmios das loterias da Caixa. Dupla de Páscoa lidera pela segunda semana seguida, mas posição tem data de validade.

O COELHINHO ENGORDOU

Caixa anuncia aumento de 14,3% no prêmio da Dupla de Páscoa; veja quanto vai ser sorteado no feriado prolongado

30 de março de 2026 - 6:44

Sorteio da Dupla de Páscoa de 2026 está marcado para o próximo sábado, dia 4 de abril. A estimativa original de prêmio era de R$ 35 milhões. Agora o valor aumentou.

CERTEZA DA INCERTEZA

Fim da linha para a queda da Selic? As perspectivas para os juros no Brasil com a guerra e a eleição pela frente

30 de março de 2026 - 6:04

Na Europa e nos EUA já se fala em aumento dos juros devido aos riscos inflacionários; economistas respondem se Brasil corre esse risco também

ALÉM DO PETRÓLEO

Cenário de estresse global muda o jogo para a inflação e a Selic: veja o que pode acontecer com os juros, segundo o Inter

29 de março de 2026 - 17:09

Segundo o banco, o aumento do petróleo traz pressão não só para o preço dos combustíveis e deve se espalhar por alimentos e bens industriais

COMBUSTÍVEL MAIS CARO

Alckmin espera fim de guerra em 60 dias e admite prorrogar subsídio ao diesel, com petróleo acima dos US$ 100

29 de março de 2026 - 14:40

Alckmin disse que o governo tem dialogado com os estados, mas que não pode obrigá-los a reduzir o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) sobre o diesel importado

CONTA MAIS CARA EM ANO ELEITORAL?

Para atenuar alta na conta de luz, governo pode conceder crédito de R$ 7 bilhões a distribuidoras de energia elétrica

29 de março de 2026 - 11:07

No início deste mês, por exemplo, houve reajuste médio de 15,46% para as tarifas da Enel Rio de Janeiro. Para a alta tensão, como grandes indústrias, a elevação foi de 19,94%

TÃO DOCE E TÃO SALGADO

Páscoa sem chocolate? Como a escassez de cacau vai influenciar um dos feriados mais esperados pela criançada

29 de março de 2026 - 10:22

Com a commodity disparando mais de 400%, fabricantes reformulam produtos e levam consumidores a buscar alternativas aos tradicionais ovos de chocolate

SEM ACORDO

Após 30 dias de guerra, Irã fecha o cerco no Estreito de Ormuz

29 de março de 2026 - 9:57

Teerã adotou medidas para gerenciar o tráfego na via marítima, visando impedir que “agressores e seus parceiros” utilizem o canal para fins militares contra o território iraniano

AS MAIS LIDAS DO SD

Dividendos extraordinários da Vale (VALE3), o susto de Raízen (RAIZ4) e Pão de Açúcar (PCAR3) e a febre das loterias: confira o que bombou na semana

28 de março de 2026 - 15:31

O ranking das mais lidas do Seu Dinheiro traz as projeções do BTG para os dividendos da Vale, o alerta sobre a onda de recuperações judiciais e a sorte grande nas loterias da Caixa

DISPARADA DO PETRÓLEO

Combustíveis mais caros, lucro 37% maior: quem está ganhando com a guerra?

27 de março de 2026 - 18:45

Enquanto diesel e gasolina ficam mais caros, fatia de distribuidoras e postos engorda; PF investiga preços abusivos

O PESO DA GUERRA

Selic mais alta no radar? Santander revisa projeções de inflação com disparada do petróleo

27 de março de 2026 - 17:32

Banco eleva projeções de inflação após alta do petróleo e alerta para impactos no real, taxa de juros e economia brasileira

FUSO HORÁRIO COMPLICADO

Esquece o feriado! Por que seu chefe dificilmente vai te dar uma folga nos dias de jogo do Brasil na Copa do Mundo de 2026

27 de março de 2026 - 14:03

Mesmo com toda a animação que cerca o evento, dias de jogo do Brasil na Copa do Mundo não são considerados feriado nem ponto facultativo

A HISTÓRIA SE REPETE

Lotofácil 3646 paga prêmio milionário no meio da selva (de pedra); Mega-Sena puxa de novo a fila das loterias acumuladas, agora com R$ 40 milhões em jogo

27 de março de 2026 - 6:51

Assim como aconteceu nos dias anteriores, Lotofácil foi a única loteria a ter ganhadores na rodada de quinta-feira (26). Além da Mega-Sena, a Quina, a Dia de Sorte e a Timemania também acumularam.

DANOS SOB CONTROLE

De vilão a herói: juros altos devem reduzir o impacto do preço do petróleo na inflação do Brasil, diz Galípolo

26 de março de 2026 - 14:29

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, acredita que o Brasil está bem posicionado para possíveis impactos da guerra no Irã

PESQUISA ATLASINTEL/BLOOMBERG

STF, Congresso e governo Lula estão envolvidos com o escândalo do Banco Master? Mais da metade dos brasileiros acredita que sim

26 de março de 2026 - 13:43

Investigações do caso Master continuam e brasileiros suspeitam dos Três Poderes, indica pesquisa; confira os números

ENTRE A CRUZ E A ESPADA

Selic com freio de mão puxado? A mensagem do IPCA-15 e das projeções de inflação do BC sobre o corte de juros

26 de março de 2026 - 13:04

O IPCA-15 de março, o relatório trimestral do BC e o conflito no Oriente Médio dão sinais aos investidores sobre o que esperar na próxima reunião do Copom; confira

IMPARÁVEL

Ninguém segura a Lotofácil: concurso 3645 faz mais um milionário; Mega-Sena 2989 retoma o topo do pódio dos prêmios mais altos do dia

26 de março de 2026 - 6:55

Lotofácil foi a única loteria a ter ganhadores na quarta-feira (25). Todas as demais modalidades sorteadas ontem acumularam. Em contrapartida, os prêmios em jogo em cada uma delas aumentaram.

RALI COM CONTORNO ESTRUTURAL

Após a disparada do petróleo, as commodities agrícolas são o próximo front da guerra — saiba como surfar o novo ciclo

25 de março de 2026 - 19:36

Escalada no Oriente Médio pressiona insumos, eleva custos do agro e pode marcar início de novo ciclo de commodities, que abre oportunidade de ganhos para quem quer se expor ao segmento

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia