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2019-10-09T18:26:39-03:00
Kaype Abreu
Kaype Abreu
Jornalista formado pela Universidade de Federal do Paraná (UFPR). Fez curso de jornalismo econômico oferecido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e colaborou com Estadão, Gazeta do Povo, entre outros veículos.
na carteira

Quer uma ação com potencial de alta de 40%? O BTG recomenda a JSL

Analistas do banco projetam preço a R$ 24 em 12 meses; para eles, desempenho da companhia de logística depende mais da inflação e contratos que gerem retornos atraentes

9 de outubro de 2019
15:17 - atualizado às 18:26
JSL
Imagem: Divulgação

A ação ON da gigante do setor de logística JSL pode subir cerca de 40% e alcançar o preço de R$ 24 num período de 12 meses, segundo analistas do BTG Pactual — em relatório enviado aos clientes, o banco recomenda a compra dos papéis da companhia.

Nesta quarta-feira (9), os ativos da empresa (JSLG3) fecharam em alta de 2,33%, a R$ 17,10, cotação que implica num potencial de alta de 40,3% em relação ao preço-alvo fixado pelo BTG. Desde o início do ano, as ações da JSL já acumulam ganhos de cerca de 150%.

Para os analistas do banco, a tendência de terceirização de veículos alterou a dinâmica dos negócios da JSL. A companhia hoje tem três subsidiárias que atuam à sua maneira com aluguel: Movida, Vamos e CS Brasil - que já representam 71% da receita da companhia. Hoje são cinco frentes de negócio com presidentes e CFOs independentes.

Com isso, o desempenho da JSL não fica tão dependente de uma eventual melhora na economia do país. Exemplo já foi dado na prática nos últimos anos, na avaliação dos especialistas do banco: enquanto o PIB patinou entre 2013 e este ano, a receita da JSL praticamente dobrou.

"A receita de hoje depende mais do preço fixo a longo prazo, ajustado pela inflação, e contratos que gerem retornos atraentes", dizem os analistas.

Menos riscos

A JSL existe há 60 anos, período em que se tornou a principal empresa de logística do Brasil. Ela trabalha em 18 setores diferentes - o que, na avaliação dos analistas, mitiga a exposição a riscos.

"Esperamos que os níveis de investimento em bens de capital cresçam à medida que os clientes comecem a ver uma demanda mais forte em seus setores", diz a instituição.

Os analistas também elogiam a CS Brasil, que atua no setor público e de capital misto, mas dizem que a Vamos oferece uma "exposição única" ao aluguel de caminhões - "em que as oportunidades de crescimento e os contratos de frota têm durações mais longas."

A instituição lembra que a aquisição de veículos como caminhões já foi subsidiada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e pelo Tesouro. Mas que, após 2015, o recurso mingou e houve uma queda no mercado - que tem impulsionado a terceirização.

Segundo os analistas, a Vamos e a Movida são oportunidades de crescimento para a JSL diante de um mercado bastante fragmentado. Quando a JSL adquiriu a Movida em 2013, era um empreendimento, com 2,4 mil veículos. Hoje tem uma frota de mais de 100 mil carros.

A JSL também tem contratos com fabricantes como Volkswagen e Ford - alguns acordos de mais de 20 anos.  "A indústria automobilística sempre foi um grande cliente da logística. Por isso acreditamos que a JSL tem uma vantagem neste segmento devido a seu relacionamento de longa data com essas montadoras".

Olho nos números

No último balanço, a JSL apresentou um aumento de 9,2 no retorno sobre capital investido (ROIC). Em 2018, esse percentual teve expansão de 9%. Já em 2017, o aumento foi menor e ficou na casa dos 8,2%.

Na prática, esse indicador mostra quanto de dinheiro a companhia tem capacidade de gerar com todo o capital que foi investido nela. Para o BTG, esse número deve chegar aos dois dígitos nos próximos anos.

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