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Resultado do frigorífico controlado pela família Batista foi de R$ 1,09 bilhão, alta de 116% ante o primeiro trimestre de 2018
Passados quase dois anos do "Joesley Day", como ficou conhecido o dia da revelação da bombástica delação premiada do dono da JBS, os negócios da empresa vão muito bem, obrigado. A JBS teve lucro líquido de R$ 1,09 bilhão no primeiro trimestre de 2019, alta de 116% ante o mesmo período de 2018.
O resultado foi ajudado pelo efeito do câmbio sobre as operações no exterior e sobre as exportações. O lucro veio acima do esperado pelos analistas, que previam lucro líquido de R$ 464,5 milhões, de acordo com a Bloomberg.
A receita líquida da empresa de alimentos controlada pela família Batista avançou 11,5% para R$ 44,3 bilhões no trimestre, com avanço em todas as unidades de negócios, tanto no exterior quanto no Brasil. Segundo a companhia, a desvalorização média do real frente ao dólar no primeiro trimestre foi de 14%.
O Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação) somou R$ 3,19 bilhões, alta de 14,4% frente aos primeiros três meses do ano passado. A margem Ebitda foi de 7,2%, ligeiramente acima da margem de 7% do primeiro trimestre de 2018.
A dívida líquida da JBS fechou março em R$ 48,7 bilhões, 7% acima da dívida líquida de R$ 45,5 bilhões de um ano antes. A alavancagem (relação entre dívida líquida e Ebitda ficou em 3,20 vezes, enquanto no ano anterior era de 3,24 vezes.
No final do primeiro trimestre, a empresa tinha R$ 14,8 bilhões em disponibilidades, incluindo as linhas de crédito pré-aprovadas. Este valor representa quase cinco vezes o endividamento de curto prazo, segundo a JBS.
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Os investimentos realizados (capex) no primeiro trimestre atingiram R$ 754,1 milhões.
Olhando os resultados da JBS por diferentes negócios, o destaque ficou por conta do crescimento da receita em todas as operações, inclusive no Brasil.
Os negócios da Seara registraram uma alta de 5,6% na receita líquida, para R$ 4,19 bilhões. Segundo a empresa, o avanço se deve ao aumento dos preços de venda tanto no mercado doméstico quanto no mercado internacional, que foi de 16,6%, em média.
O Ebitda da Seara no atingiu R$ 278 milhões, queda de 15,8%. O custo dos produtos vendidos cresceu 4%.
A operação da JBS Brasil mostrou aumento de 7,4% na receita líquida do primeiro trimestre, chegando a R$ 6,76 bilhões. Segundo o relatório divulgado hoje, o crescimento foi mais impulsionado pelas vendas no mercado externo, que responderam por 44% das vendas da unidade e cresceram 14% em receita líquida, com ajuda de melhores volumes e preços.
Já no mercado doméstico o crescimento da receita foi de 2,7%.
O Ebitda desta operação foi de R$ 195 milhões, revertendo Ebitda negativo de R$ 100,9 milhões um ano antes. O custo dos produtos vendidos pela JBS Brasil subiu 2,8%.
A operação da JBS de carne bovina nos Estados Unidos, Austrália e Canadá apresentou receita líquida de R$ 18,8 bilhões, alta de 15% na comparação anual. O Ebitda da JBS USA Beef foi de R$ 986,6 milhões, queda de 3,6%, enquanto o custo dos produtos vendidos subiu 16,3%.
De acordo com a companhia, os resultados nos Estados Unidos foram afetados por eventos climáticos que impactaram as atividades de entrega e abate de bovinos em algumas de suas unidades.
A empresa destacou, no entanto, que a demanda continua crescendo enquanto a capacidade da indústria permanece estável, o que cria um cenário positivo para os próximos trimestres nos Estados Unidos. Sobre a operação australiana, a JBS destacou maiores exportações para China e Coreia do Sul.
No segmento de suínos nos Estados Unidos, a receita líquida somou R$ 5,03 bilhões, alta de 5,9% na comparação anual. O Ebitda cresceu 32,7% para R$ 588,5 milhões, enquanto o custo dos produtos vendidos subiu 2,2%.
Já a Pilgrim’s Pride teve receita líquida de R$ 10,2 bilhões, alta de 15,3%, também beneficiada pelo efeito cambial.
Assim como outras empresas do setor já anteciparam, a JBS também espera colher os efeitos positivos do surto de febre suína africana na China. Segundo a empresa, já foi possível capturar aumentos de preço no final do trimestre, e os efeitos devem se intensificar nos próximos meses, atingindo todas as proteínas animais produzidas pelo Brasil, tanto no mercado interno quanto externo.
No primeiro trimestre, as notícias sobre a febre suína promoveram um aumento no preço à vista e futuro dos animais vivos no período também nos Estados Unidos, de acordo com o relatório da JBS.
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