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Presidente admitiu a possibilidade de desistir da nomeação de seu filho, após "guerra de pareceres" no Senado

O presidente Jair Bolsonaro admitiu a possibilidade de desistir da nomeação de seu filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), para a Embaixada do Brasil em Washington, nos Estados Unidos.
"Eu não quero submeter o meu filho a um fracasso. Eu acho que ele tem competência. Mas tudo pode acontecer, prezado companheiro", afirmou a um jornalista ao deixar o Palácio da Alvorada na manhã desta terça-feira, 20.
A indicação de Eduardo criou uma "guerra de pareceres" no Senado. Após a divulgação de um documento elaborado pela consultoria legislativa da Casa que aponta nepotismo na possível nomeação, outro parecer, também de consultores, afirma o contrário.
Sobre o parecer contrário, Bolsonaro disse que as consultorias agem de acordo com o interesse do parlamentar. "O que vale para mim é a súmula do Supremo [Tribunal Federal] que diz que não é nepotismo", afirmou.
Para o cientista político, professor e pesquisador da FGV Marco Antônio Carvalho Teixeira, a declaração de Bolsonaro é um reflexo da resistência de parte do Senado Federal à vontade pessoal do mandatário. "O Senado manda um recado de que não será um mero carimbador das vontades do presidente da República", avalia.
Carvalho Teixeira destaca que pode ter pesado na atual resistência de parte dos senadores, as recentes críticas à possibilidade do kirchnerismo voltar ao poder na Argentina e à suspensão de repasses da Alemanha e Noruega ao Fundo Amazônia.
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"Não se pode lidar com esse padrão beligerante nas questões externas, tanto que a palavra chave para isso é diplomacia, que se fia na arte da negociação", emenda.
Carvalho Teixeira acredita que a soma desses fatores, aliado ao fato da divulgação pela imprensa do suposto acerto feito entre Bolsonaro e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP) para a indicação de dois nomes para o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), também contribuíram para aumentar as resistências ao nome de Eduardo Bolsonaro.
Segundo o professor da FGV, caso a resistência se confirme e o nome de Eduardo não passe pela Casa, ou nem seja indicado pelo presidente Jair Bolsonaro, isso evidenciará a postura frágil do mandatário, que não conseguirá jogar a favor de seus próprios interesses.
"Será um nocaute para o próprio governo e para Bolsonaro. E se confirmar, creio que ele não terá forças para cumprir o que havia prometido (e depois voltou atrás) de indicar Eduardo para ser o novo chanceler, no lugar de Ernesto Araújo no Itamaraty."
*Com Estadão Conteúdo
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