Bolsonaro: Valorizamos sim o Parlamento, que vai dar a palavra final sobre a Previdência
Ainda de acordo com o presidente, sua equipe vai trabalhar para que a reforma saia do Congresso com o menor número possível emendas

A cerimônia no Palácio do Planalto era para o lançamento da segunda etapa da campanha publicitária em prol da reforma da Previdência, mas virou mesmo um ato de reaproximação do Executivo com o Legislativo e setores da mídia.
O fim de semana foi marcado por intenso noticiário de desentendimentos entre o Legislativo e o Executivo não só com relação à reforma da Previdência, mas também ao tratamento dispensado aos parlamentares.
Os gestos desta segunda-feira parecem importantes para distensionar as relações em meio a conversas de que a Câmara viraria as costas para o Executivo adotando um tipo de parlamentarismo branco.
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O presidente Jair Bolsonaro foi o último a discursos e começou brincando que quem deveria falar era o ministro da Economia, Paulo Guedes, por ser “o pai da criança”.
Mas recobrando o tom sério, já falou de entrada que “valorizamos sim o Parlamento”, que será o responsável por dar a palavra final na reforma da Previdência.
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Mesmo não estando presentes, Bolsonaro agradeceu o empenho do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, em defender a proposta.
Bolsonaro ressaltou que essa é uma questão econômica essencial para todos aqui no Brasil e que nas suas viagens e mesmo em evento mais cedo no rio, “a gente só ouve, que se aprovarmos a reforma, o Brasil sairá dessa estagnação rumo então à sonhada prosperidade. Isso passa por todos os parlamentares, sem exceção.”
O presidente também disse que até mesmo representantes de Estados governados pela oposição, no reservado, dizem que precisam da reforma da Previdência e que ele acredita que, no fundo, também vão se empenhar para que esse objetivo seja alcançado.
Bolsonaro também disse que não recebe mais parlamentares “por falta de agenda”, mas que apesar de poder discutir possíveis equívocos e melhorias, vai buscar para que a reforma “saia de lá com o menor número possível de emendas”.
Aprovação em junho
Antes do presidente, o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, reafirmou a expectativa de que o texto será aprovado no início de junho, “porque os homens e mulheres do Parlamento sabem que ela é fundamental para o presente e futuro do país que amamos”.
Lorenzoni disse que apesar de diferenças ideológicas e de “visões de governabilidade”, o Congresso sabe que há “uma responsabilidade acima de nós, uma responsabilidade com a pátria”.
Aceno à mídia
O ministro da secretaria de governo, general Santos Cruz, afirmou que a comunicação da reforma segue a diretriz do governo que é: comunicação informativa, sem caráter ideológico, informando a população das ações de governo que são importantes para nosso cidadão.
Santos Cruz também disse que sua secretaria está de portas abertas a todos os parlamentares, senadores, deputados, prefeitos, governadores, segmentos sociais e à imprensa. Recentemente, Santos Cruz esteve sob ataque de críticas de filhos e apoiadores de Bolsonaro.
O discurso mais longo foi o de abertura, feito pelo chefe da Secretaria de Comunicação (Secom) da Presidência da República, Fábio Wajngarten, que dirigiu sua fala aos donos e diretores de grandes grupos de televisão e rádio que estavam presentes (Globo, RedeTV, Record e SBT).
Wajngarten reforçou que o antidoto contra as fakenews é uma mídia responsável e sustentável e destacou a importância de imprensa e redes sociais fortes. Sua fala acena algo já dito por Bolsonaro de dividir melhor o bolo de receita publicitária entre os diferentes meios de comunicação.
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