Dólar nas alturas: você dorme tranquilo?
Fui a Buenos Aires em 2016 e voltei de viagem com alguns pesos na carteira. As taxas de conversão eram péssimas e fiquei com essas notas para usar algum dia no futuro. Fiquei me questionando se não seria melhor concentrar meus gastos no cartão de crédito, mesmo sabendo que a cotação pode variar até o […]

Fui a Buenos Aires em 2016 e voltei de viagem com alguns pesos na carteira. As taxas de conversão eram péssimas e fiquei com essas notas para usar algum dia no futuro. Fiquei me questionando se não seria melhor concentrar meus gastos no cartão de crédito, mesmo sabendo que a cotação pode variar até o fechamento da fatura.
Felizmente, eu não fiz isso na minha última viagem para os Estados Unidos, no início deste mês. Levei dinheiro em espécie e só paguei com cartão ingressos para shows comprados online. Assim me livrei de ter que arcar com uma fatura salgada, fechada com o dólar na sua máxima histórica.
Ontem o dólar chegou a R$ 4,27 ao longo do dia, mas perdeu força com a intervenção do Banco Central. Mesmo assim, fechou em R$ 4,24.
Toda essa movimentação mexeu também com a bolsa, favorecendo as empresas exportadoras, como Suzano e Gerdau, que têm receita em dólar, e penalizando empresas que têm custo em moeda estrangeira, como as companhias aéreas Azul e Gol.
O câmbio deve continuar no centro das atenções de hoje. As afirmações do ministro da Economia, Paulo Guedes, de que a escalada da moeda americana não preocupa, trouxeram dúvidas sobre a estratégia do próprio BC.
Ontem à noite, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, declarou que as atuações acontecerão sempre que entender que o dólar está descolado dos fundamentos ou com problemas de liquidez. O Eduardo Campos traz mais detalhes sobre a estratégia do BC para o câmbio.
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Dólar a R$ 5?

O patamar de R$ 4,20 era uma resistência para o dólar, explica o grafista Fausto Botelho, colunista do Seu Dinheiro. Com o rompimento desta linha, ele estima que a moeda americana deve buscar agora os R$ 4,60. Se superar esse valor, o próximo limite é R$ 5. Veja o vídeo com as explicações do Fausto.
O que mais está no radar dos mercados?
Hoje é véspera de feriado nos Estados Unidos, o que deve enxugar a liquidez pelo mundo. Mas antes da pausa, o dia deve ser marcado por importantes indicadores econômicos americanos.
A movimentação na América Latina também deve dar o que falar. Ontem, o presidente eleito da Argentina, Alberto Fernández, afirmou que não solicitará mais empréstimos ao FMI.
Nos mercados internacionais, as bolsas asiáticas fecharam em alta e os índices futuros em Nova York seguem a mesma tendência, impulsionados por novidades no campo comercial. Veja o que deve mexer com bolsa e dólar hoje.
Menos dinheiro no bolso
O governo já espera que o dólar fique em R$ 4 no próximo ano, ante a previsão de R$ 3,80. A estimativa está em um documento que altera o orçamento previsto para 2020. Na mensagem modificativa, o governo ainda aumenta a projeção de crescimento da economia, de 2,17% para 2,32%. O salário mínimo, no entanto, deve ficar R$ 8 menor. Confira os novos valores.
Os gestores estão presos. E agora?
Se você é cotista do fundo imobiliário GGR Covepi Renda FII (GGRC11), deve ter ficado no mínimo preocupado com a prisão de três sócios da gestora Supernova, responsável pelo fundo. Afinal, como fica o patrimônio de quem é cotista do GGRC11? A repórter Julia Wiltgen traz aqui os cenários possíveis.
Olho nas empresas
Entre as companhias listadas na bolsa, duas empresas trazem novidades hoje:
- Braskem: a petroquímica controlada pela Odebrecht recebeu um alerta de duas agências de classificação de riscos, S&P e Fitch. Elas mudaram a perspectiva para a nota da companhia de estável para negativa. É um sinal de que um rebaixamento pode vir no futuro.
- Aliansce Sonae: a administradora de shoppings fará uma nova oferta de ações e deve levantar pelo menos R$ 882 milhões. Com o dinheiro no caixa, a empresa planeja financiar sua estratégia de crescimento e fortalecer a estrutura de capital.
De volta ao tribunal

Um dos grandes destaques do dia é um novo julgamento do ex-presidente Lula. O TRF-4 decide se anula a sentença do petista no caso do sítio de Atibaia ou se mantém a condenação de 12 anos e 11 meses de prisão. Fique de olho.
Black Friday no Congresso
E não é que o Congresso entrou no clima de “Black Friday”? Brasília terá hoje uma sessão conjunta de deputados e senadores para apreciar 11 vetos presidenciais e 24 projetos. No horizonte, o Congresso vê a necessidade de limpar a pauta para votar o Orçamento de 2020. Entenda o que está em jogo.
Agenda
| Indicadores - Estados Unidos divulgam prévia do PIB do 3º trimestre, dados semanais de emprego e do mercado de petróleo e resultados da atividade industrial em novembro - Argentina divulga resultados de vendas no varejo em setembro Bancos centrais Política |
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