Menu
2019-09-20T06:35:53-03:00
Seu Dinheiro
Seu Dinheiro
Tudo o que vai mexer com a bolsa hoje

Retomada do apetite por risco marca a sexta-feira

Alívio monetário e arrefecimento da guerra comercial alimentam otimismo entre investidores

20 de setembro de 2019
6:33 - atualizado às 6:35
selo bula do mercado
Imagem: Seu Dinheiro

Os ativos financeiros globais iniciam o último dia de negócios da semana impulsionados pela retomada do apetite por risco depois de uma série de medidas de alívio monetário anunciadas ou prometidas por diferentes bancos centrais ao redor do mundo no decorrer da última semana.

Hoje foi a vez de a autoridade monetária chinesa reduzir uma de suas taxas de juro de curto prazo, conforme o esperado por especialistas.

Em um dia marcado pela ausência de indicadores econômicos relevantes a serem divulgados, o retorno dos Estados Unidos e da China à mesa de negociações ajuda a alimentar o otimismo entre os investidores.

Os mercados de ações da Ásia fecharam quase todos em alta. Na Europa, as principais bolsas de valores abriram no azul enquanto os índices futuros de Nova York sinalizavam para uma valorização dos ativos negociados em Wall Street.

Reunião para marcar reunião?

A primeira reunião entre norte-americanos e chineses em quase dois meses para lidar com a guerra comercial entre os dois países é uma notícia bem-vinda. Delegações de médio escalão das duas potências retomaram ontem os contatos oficiais e seguirão reunidas hoje em Washington.

Produção agrícola, propriedade intelectual e transferência forçada de tecnologia figuram entre os principais assuntos em pauta. A ideia do encontro é buscar consensos que viabilizem uma reunião de alto nível no mês que vem.

Entretanto, não demorou para aparecer um conselheiro da Casa Branca para “avisar” que os EUA poderiam elevar as tarifas sobre bens e produtos chineses para 50% “ou até mesmo 100%” se um acordo não for alcançado em breve.

A ver se a retomada dos contatos bilaterais trará avanços ou não passará de uma reunião para marcar outra reunião.

Apostas na Selic recalibradas

O corte de meio ponto porcentual na taxa Selic pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil (BCB), anunciado na quarta-feira, levou agentes dos mercados financeiros a recalibrarem suas apostas para os próximos episódios da descida da taxa de juro de referência a seu piso histórico.

A Selic encontra-se atualmente em 5,50% ao ano. Até a reunião de quarta-feira, a maioria das casas apostava que a Selic encerraria o ano a 5,00%. Mas a ação no juro e a sinalização do Copom de que mais cortes vêm por aí levaram diversos bancos a passarem a enxergar o fim do ciclo no começo de 2020 em algum ponto entre 4,25% e 4,75% ao ano.

E enquanto os contratos de juros futuros tendem a acompanhar o reposicionamento dos investidores em relação à Selic, o Ibovespa deve iniciar a sessão beneficiado pelo otimismo em torno da guerra comercial enquanto investidores aguardam um anúncio sobre o descontingenciamento de verbas pelo governo federal.

No mercado de câmbio, o apetite por risco pode levar a uma recuperação do real ante o dólar depois de uma disparada da moeda norte-americana no fim da sessão de ontem em meio a uma fuga de investidores estrangeiros na busca por retornos mais altos, justamente por causa da sinalização do Copom em relação aos próximos passos da política monetária brasileira.

Greve Global pelo Clima

Também é bom prestar atenção aos protestos convocados por estudantes de todos os cantos do mundo para esta sexta-feira com o objetivo de chamar a atenção para uma ação mais enfática de líderes políticos e empresariais no combate às mudanças climáticas às vésperas da Assembleia Geral da ONU.

A chamada Greve Global pelo Clima resultou mais cedo em manifestações em mais de 100 cidades apenas na Austrália. Há eventos programados para hoje em mais de 800 cidades dos EUA, 400 na Alemanha e 50 no Brasil.

Comentários
Leia também
DINHEIRO QUE PINGA NA SUA CONTA

Uma renda fixa pra chamar de sua

Dá para ter acesso a produtos melhores do que encontro no meu banco? (Spoiler: sim).

pandemia

Covid-19: Brasil passa das 210 mil mortes causadas pela pandemia

Nas últimas 24 horas, as autoridades de saúde registraram 452 óbitos pela covid-19

seu dinheiro na sua noite

Antes tarde do que mais tarde

Com o uso emergencial de duas vacinas contra o coronavírus aprovado no Brasil, ainda que com muito atraso em relação a outros países (incluindo emergentes), o brasileiro pode enfim vislumbrar a possibilidade de um retorno à vida normal. Está certo que ainda vai demorar, e provavelmente veremos o resto do mundo voltar à normalidade, enquanto […]

Fechamento

Vacina empolga, mas incertezas ainda são muitas e limitam os ganhos do Ibovespa; dólar fica estável

Embora o início da vacinação tenha criado um princípio de euforia, as incertezas ainda são muitas e nublam o cenário

atenção, acionista

Itaúsa anuncia o pagamento de juros sobre capital próprio adicionais

Base do pagamento é a posição acionária final do dia 22 de janeiro; provento tem retenção de 15% de imposto de renda na fonte, resultando em juros líquidos de R$ 0,01768 por ação

insatisfações com a estatal

Petrobras sai em defesa de sua política de preços

Estatal listou uma série de respostas para justificar eventuais aumentos concedidos ou que possam vir a ser feitos este ano, diante de preços de petróleo em franca recuperação

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu
Advertisements
Advertisements

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies