O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Impulsionado pelo corte na Selic, pela visão otimista da S&P em relação ao Brasil e pela perspectiva de acerto entre EUA e China, o Ibovespa rompeu o nível dos 112 mil pontos pela primeira vez
Somente em 2019, o Ibovespa já tinha renovado as máximas de fechamento em 33 pregões. E é como dizem por aí: se você bate um recorde 33 vezes, não custa nada quebrá-lo novamente — ok, ninguém diz isso. Mas fato é que o principal índice da bolsa brasileira chegou lá nesta quinta-feira (12).
Ao fim da sessão de hoje, o Ibovespa marcava 112.199,74 pontos, uma alta de 1,11%. É um novo topo histórico e a primeira vez que o índice chega ao nível dos 112 mil pontos — no melhor momento do dia, chegou a tocar os 112.595,00 pontos (+1,33%).
E é claro que essa nova disparada não ocorreu por acaso. O Copom, a agência de classificação de risco S&P Global e o presidente americano Donald Trump, cada um a sua maneira, deram contribuições positivas aos mercados domésticos. E, como resultado, o Ibovespa se encheu de força.
Mas não foi só o Ibovespa que teve uma sessão animada: no câmbio, a situação também foi bastante favorável aos ativos domésticos. O dólar à vista fechou em queda de 0,62%, a R$ 4,0935, marcando a oitava queda nas últimas nove sessões.
Para completar o quadro positivo, os mercados externos tiveram desempenhos igualmente positivos. Nos Estados Unidos, o Dow Jones (+0,79%), o S&P 500 (+0,86%) e o Nasdaq (+0,73%) encerraram a sessão com ganhos firmes — os dois últimos renovaram as máximas de fechamento.
Quanto ao câmbio, o dia foi de desvalorização do dólar em escala global, tanto em relação às divisas fortes quanto as de países emergentes, como o peso mexicano, o rublo russo e o peso chileno.
Leia Também
Vamos analisar separadamente cada um dos fatores que influenciaram a sessão desta quinta-feira:
Ontem, o Copom cumpriu as expectativas do mercado e cortou a Selic em mais 0,5 ponto, levando a taxa básica de juros ao patamar de 4,5% ao ano. Em seu comunicado, o BC não fechou a porta para uma baixa de 0,25 ponto no início de 2020, mas sinalizou que o ciclo de alívio monetário está perto do fim.
O tom assumido pela instituição foi elogiado pelo mercado: economistas e analistas disseram que o BC cumpriu bem o papel de ancorar as expectativas, por mais que não tenha cravado o próximo passo.
A autoridade afirmou que vê a Selic em 4,5% ao ano no fim do ano que vem, uma indicação que traz clareza quanto aos objetivos a serem perseguidos — restam apenas "ajustes finos" no curto prazo.
A concretização do corte de 0,5 ponto, somado às sinalizações positivas do Copom em relação ao futuro, já seriam suficientes para trazer bom humor às negociações nesta quinta-feira. No entanto, um fator surpresa contribuiu para melhorar ainda mais os ânimos por aqui: a elevação da perspectiva do rating do Brasil pela S&P Global.
A nota do país continua em "BB-", três níveis abaixo do grau de investimento. No entanto, a perspectiva passou de "estável" para "positiva" — ou seja: a agência vê um cenário favorável para o país e indica que, na próxima revisão, o rating do Brasil tende a melhorar.
"O mercado está num tom mais positivo. A redução nos juros veio como era esperado pelo mercado, e a S&P causa um impacto positivo", diz Gabriel Machado, analista da Necton Investimentos. "Nos Estados Unidos, a decisão de juros também ficou em linha com as expectativas, os receios de recessão por lá têm se dissipado"
Lá fora, o clima foi igualmente festivo nas bolsas, graças aos novos desdobramentos da guerra comercial — mais especificamente, a uma manifestação do presidente americano, Donald Trump.
Ainda durante a manhã, ele foi ao Twitter para falar sobre o atual estado das negociações com a China — e o tom usado pelo republicano animou os agentes financeiros:
"Estamos chegando muito perto de um grande acordo com a China. Eles querem, e nós também queremos!", escreveu o presidente americano.
O humor dos agentes financeiros melhorou ainda durante a tarde, após a Bloomberg reportar que os negociadores dos Estados Unidos fecharam os termos da primeira fase de um acordo comercial com a China — faltaria apenas o aval do presidente Trump para o acerto ser concretizado.
O timing para o fechamento de um acerto entre Washington e Pequim é crucial para os mercados, uma vez que, no próximo domingo (15), o governo dos EUA começará a aplicar uma nova rodada de sobretaxas às importações da China — e, desta vez, as tarifas incidirão sobre produtos populares, como smartphones e laptops.
Assim, os investidores aguardam ansiosamente o anúncio de algum tipo de acordo entre as partes, de modo a suspender ou prorrogar a aplicação dessas taxas — o que traria um enorme alívio aos mercados financeiros no mundo. E o tuíte de Trump foi exatamente nessa direção.
Por aqui, ações do setor de varejo e construção civil dominaram a ponta positiva do Ibovespa nesta quinta-feira. De acordo com Machado, a perspectiva de manutenção da Selic em patamares baixos por um período prolongado deu
ânimo a esses ativos, mais sujeitos aos ciclos da economia local.
"O cenário de juros baixos é bom para o consumo, já que o crédito fica mais barato. Também há o lado do endividamento dessas empresas: taxas menores reduzem as despesas financeiras, o que se traduz em mais lucro", diz o analista da Necton.
Entre as varejistas, Lojas Americanas PN (LAME4) teve ganho de 6,03% e B2W ON (BTOW3) avançou 5,23% — ambas tiveram suas recomendações e preços-alvo elevados pelo Credit Suisse.
Já Via Varejo ON (VVAR3), que liderava os ganhos do índice e subia cerca de 8%, virou nos minutos finais do pregão e fechou em queda de 3,10%, após a empresa confirmar uma fraude contábil com impacto bilionário no resultado do quarto trimestre.
Na ponta oposta do Ibovespa, chamou a atenção Sabesp ON (SBSP3), que fechou em queda de 3,35%, no dia seguinte à aprovação, pela Câmara dos Deputados, do projeto de lei (PL) que cria as bases do novo marco regulatório do saneamento.
Entre outros pontos, a proposta facilita a privatização das estatais do setor e estabelece os índices mínimos de eficiência para a contratação de serviços via licitação, criando um arcabouço favorável às empresas de saneamento de maior porte e que já possuem ações negociadas em bolsa, como a Sabesp.
Para Sabrina Cassiano, analista da Necton Investimentos, o fato de a discussão dos destaques do PL — isto é, as propostas de alteração no texto — ter ficado apenas para a próxima semana traz alguma apreensão aos mercados.
"É um processo mais lento que o imaginado. A votação foi ontem, mas depois de alguns adiamentos", diz a analista. "Estamos bem em cima do prazo para aprovação na Câmara ainda neste ano, se tivermos mais adiamentos, o cronograma fica um pouco preocupante".
Assim, com esse fator de incerteza no horizonte, o mercado optou por realizar parte dos ganhos contabilizados nos papéis da Sabesp, que já vinham subindo forte nos últimos dias, em meio à expectativa em relação à aprovação do projeto.
Veja abaixo os cinco papéis com as maiores altas do Ibovespa nesta quinta-feira:
Confira também as ações com os piores desempenhos do índice:
Os sinais emitidos pelo Copom, não descartando a possibilidade de mais um corte de 0,25 ponto na Selic no início de 2020, provocaram ajustes negativos na ponta curta da curva de juros. No vértice longo, o tom também foi negativo, mas, nesse caso, a reação se deve mais à visão otimista da S&P para o futuro do país.
Veja como ficaram os principais DIs nesta quinta-feira:
O principal índice de ações da B3 encerrou o dia em alta de 2,01%, a 192.201,16 pontos. O dólar à vista terminou as negociações a R$ 5,1029, com queda de 1,01%, enquanto os futuros do petróleo tiveram as maiores quedas percentuais desde a pandemia
Em evento do Bradesco BBI, especialistas afirmaram esperar a retomada do apetite dos estrangeiros e a continuidade da queda dos juros para destravar mais valor da Bolsa
O fundo imobiliário GGRC11 poderá emitir um lote extra de até 50%, o que pode elevar o volume total da oferta
Santander espera que a Hypera tenha um 1º trimestre mais fraco em 2026, mas ainda assim recomenda a compra da ação; o que está em jogo?
Aos poucos, a empresa está amadurecendo seus procedimentos internos e pode se tornar uma candidata a novos patamares nos EUA, como entrar em certos índices de ações
O FII do mês da série do Seu Dinheiro é avaliado como um dos maiores e mais diversificados fundos imobiliários do mercado brasileiro
Foram mantidas C&A (CEAB3), Brava Energia (BRAV3), Suzano (SUZB3), Plano&Plano (PLPL3), Smart Fit (SMFT3) e Intelbras (INTB3)
Segundo o banco, o portfólio busca superar o Índice de Dividendos (IDIV) da B3 no longo prazo
Até o dia 24 de março, a bolsa brasileira já acumulava R$ 7,05 bilhões, e a expectativa é de que o ingresso de capital internacional continue
Com a semana mais enxuta pelo feriado de Sexta-Feira Santa, apenas oito ações encerraram em queda
A Fictor Alimentos recebeu correspondência da B3 por negociar suas ações abaixo de R$ 1, condição conhecida como penny stock. A empresa busca solucionar o caso com um grupamento
Os papéis da companhia encerraram a semana a R$ 10,35 após o anúncio da Advent International sobre a compra de papéis da Natura; veja o que mais mexeu com as ações e o que esperar
A Embraer acumula queda na bolsa brasileira em 2026 e analistas dizem se a performance é sinal de risco ou oportunidade de compra
Os analistas destacam que a ação preferida no setor elétrico do banco tem um caixa robusto, que pode se traduzir em dividendos extras para os acionistas
Confira as recomendações da Empiricus Research em abril para ações, dividendos, fundos imobiliários, ações internacionais e criptomoedas
Em discurso à nação na ultima quarta-feira (1), Trump prometeu “levar o Irã de volta a Idade da Pedra”. Com isso, os futuros do Brent dispararam, mas bolsas ao redor do mundo conseguiram conter as quedas. Ibovespa encerrou o dia com leve alta de 0,05%, a 188.052,02 pontos
A Axia Energia teve que abrir espaço para uma outra empresa do setor, além de dividir o pódio com duas companhias do setor bancário e de aluguel de carros
Revisão da carteira internacional mostra uma guinada estratégica para capturar novas oportunidades no mercado global; veja quem saiu e quem entrou no portfólio
O banco cortou a recomendação da dona da Hering de compra para neutra, enquanto revisou estimativas para uma série de outras empresas brasileiras diante da guerra e juros elevados
Banco vê estatal mais protegida em um possível cenário de petróleo mais barato e traz Embraer de volta à carteira do mês