🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Victor Aguiar

Victor Aguiar

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pelo Instituto Educacional BM&FBovespa. Trabalhou nas principais redações de economia do país, como Bloomberg, Agência Estado/Broadcast e Valor Econômico. Em 2020, foi eleito pela Jornalistas & Cia como um dos 10 profissionais de imprensa mais admirados no segmento de economia, negócios e finanças.

Navegar é preciso

Ventos favoráveis voltaram a soprar sobre os mercados — e o Ibovespa se lançou ao mar

O Ibovespa passou a primeira metade do pregão oscilando perto da estabilidade. Mas uma melhora no humor dos mercados americanos deu força às negociações por aqui

Victor Aguiar
Victor Aguiar
18 de julho de 2019
10:34 - atualizado às 9:45
Vento soprando
Ibovespa ganhou força e recuperou os 104 mil pontos; dólar caiu a R$ 3,72 - Imagem: Shutterstock

O barco dos mercados brasileiros esteve à deriva nos últimos dias. Tanto o Ibovespa quanto o dólar à vista registraram poucas oscilações nas primeiras três sessões dessa semana, uma vez que, tanto no Brasil quanto no exterior, os ventos deixaram de circular — e, sem nenhum tipo de brisa, as embarcações não iam nem para a frente nem para trás.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

E a sessão desta quinta-feira (18) começou mais ou menos da mesma maneira. Afinal, a principal força motriz dos veleiros locais nos últimos meses — a rajada da reforma da Previdência — parou de soprar. Sobrou apenas uma leve corrente relacionada aos planos do governo para estimular a economia doméstica.

No exterior, a previsão do tempo também não era animadora: em meio às incertezas quanto ao futuro da taxa de juros dos EUA — há quem aposte que o Federal Reserve (Fed) chegará como uma ventania, e há quem ache que o banco central americano dará apenas uma lufada na próxima reunião de política monetária —, os agentes financeiros preferiram recolher as velas e permanecer parados.

Como resultado desse quadro, o Ibovespa sustentava uma leve alta na primeira metade do pregão, mas sem forças para romper o nível dos 104 mil pontos— nos Estados Unidos, as bolsas apareciam no campo negativo. Mas os ventos voltaram a soprar na costa dos mercados financeiros no meio da tarde.

E, como resultado, as bolsas americanas ganharam força e viraram para alta: o Dow Jones fechou o dia com valorização de 0,01%, o S&P 500 subiu 0,36% e o Nasdaq avançou 0,27%. O Ibovespa foi no embalo e se lançou ao mar: terminou com ganho de 0,83%, aos 104.716,59 pontos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Agitação no ar

O vendaval que agitou os mercados tem nome e sobrenome: John Williams, presidente do distrito de Nova York do Fed. Num discurso no meio da tarde, ele alimentou as esperanças dos agentes financeiros quanto a um corte de juros por parte do BC americano já na próxima reunião da instituição, no dia 31.

Leia Também

Ele foi direto ao ponto. "Minha esposa é professora de enfermagem, e ela diz que uma das melhores coisas que se pode fazer por uma criança é vaciná-la", disse o dirigente. "É melhor lidar com a dor de curto prazo de uma injeção a expô-la ao risco de contrair uma doença no futuro".

Para ele, é melhor tomar uma medida preventiva a esperar pela concretização de um desastre. Ou seja: Williams defende que o Fed aja com rapidez e corte os juros agora, ao invés de aguardar pela desaceleração da economia americana para tomar uma atitude.

Essa sinalização dissipou a cautela que era vista nas bolsas americanas até então: nos EUA, a quinta-feira era marcada pela prudência dos mercados em relação à temporada de balanços corporativos, com destaque negativo para a Netflix. As ações da empresa fecharam em forte queda de 10,27% após a companhia reportar um ritmo menor que o esperado de aumento na base de assinantes pagos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Além disso, os agentes financeiros também mostravam alguma ansiedade com o front da guerra comercial, uma vez que, apesar de o encontro entre Donald Trump e Xi Jinping durante a reunião do G-20 ter corrido bem, há a percepção de que as conversas entre americanos e chineses estão estagnadas.

Mas toda essa prudência foi deixada de lado após a fala de Williams. Afinal, com juros potencialmente mais baixos, diminui a aversão ao risco por parte dos mercados — e, consequentemente, aumenta a demanda por ativos de renda variável, como as ações.

Essa ventania também foi aproveitada pelos navios do mercado de câmbio. Lá fora, o dólar perdeu força em escala global, passando a cair com maior intensidade na comparação com as moedas de países emergentes e ligados às commodities — caso do peso mexicano, rublo russo, peso chileno, rand sul-africano e peso colombiano.

E o real pegou carona nesse contexto: o dólar à vista passou a cair com maior intensidade, fechando a sessão em baixa de 0,84%, a R$ 3,7290 — o menor patamar para a moeda americana desde 19 de fevereiro. Já sabe quais os melhores investimentos até o fim do ano? Baixe de graça nosso eBook exclusivo com as melhores dicas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Brisa doméstica

Por aqui, na ausência do vendaval da Previdência — dada a proximidade do recesso do Congresso, o noticiário político entrou em modo de hibernação —, os mercados deslocaram as atenções para outras correntes de ar, por menores que fossem. E, no caso, a brisa escolhida foi a liberação do saque de parte das contas ativas do FGTS.

Mais cedo, o presidente Jair Bolsonaro chegou a sinalizar que a autorização seria anunciada na tarde de hoje. No entanto, o ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, afirmou no início da tarde que o detalhamento das regras para os saques ocorrerá apenas na semana que vem.

Apesar desse adiamento, os agentes financeiros continuam mostrando-se otimistas em relação à medida, dado o potencial para estimular o consumo doméstico — o que tem potencial para beneficiar especialmente o setor de varejo.

"Com a Previdência ficando para agosto, o mercado deu uma acalmada e aproveitou para realizar parte dos lucros nos últimos dias", diz Ari Santos, gerente da mesa de operações da H. Commcor. "Agora, temos essa espera pelo pacote do FGTS e, talvez, algumas outras medidas de estímulo, e isso alimenta uma leve alta [na bolsa]".

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Juros caem

As curvas de juros seguiram o movimento do dólar à vista e fecharam em queda, em meio à perspectiva de corte de juros nos Estados Unidos — o que pode influenciar o Banco Central (BC) a tomar uma decisão semelhante na próxima reunião do Copom, no dia 31.

Os DIs com vencimento em janeiro de 2021 fecharam em baixa de 5,57% para 5,53%. Na ponta longa, as curvas para janeiro de 2023 recuaram de 6,38% para 6,35%, e as para janeiro de 2025 foram de 6,96% para 6,93%.

Bancos se recuperam

O setor bancário avançou em bloco e deu forças ao Ibovespa nesta quinta-feira — o destaque ficou com as units do Santander Brasil (SANB11), que subiram 2,35%, e com Itaú Unibanco PN (ITUB4), com alta de 2,66%.

Os ativos do Bradesco também apareceram no campo positivo: os papéis ON (BBDC3) tiveram alta de 1,83% e os PNs (BBDC4) avançaram 2,18%. Já Banco do Brasil ON (BBAS3) teve ganhos de 1,70%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Com o desempenho de hoje, as ações do setor bancário zeraram as perdas acumuladas na semana e viraram ao campo positivo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
PORTFÓLIO EM EXPANSÃO

TRXF11 adiciona mais um galpão logístico ao carrinho, que será ocupado por gigante do e-commerce

18 de fevereiro de 2026 - 11:06

Após a compra, o fundo passará a ter 114 imóveis em carteira, com presença em 17 estados e uma ABL de aproximadamente 1,2 milhão de metros quadrados

VOLATILIDADE NOS MERCADOS

De ressaca? O que esperar dos papéis da Vale (VALE3) e Petrobras (PETR3) hoje, depois de perderem valor em Wall Street no feriado

18 de fevereiro de 2026 - 10:48

ADRs da Vale e Petrobras antecipam dia de volatilidade enquanto mercados voltam do feriado; aversão a risco e queda do minério de ferro explicam quedas

SD ENTREVISTA

O gringo quer Brasil, mas começa pelo Ibovespa. A vez das small caps ainda deve chegar, mas não para todas; veja 10 ações para comprar

18 de fevereiro de 2026 - 6:10

Com fluxo estrangeiro concentrado no Ibovespa, as small caps também sobem no ano, mas ainda não brilham. Werner Roger, CIO da Trígono Investimentos, conta o que falta para isso

MERCADO DÁ ADEUS À FOLIA

Xô ressaca! O ajuste de contas entre o confete e a bolsa brasileira depois dos ganhos tímidos de Nova York

17 de fevereiro de 2026 - 18:24

Wall Street não parou nesta terça-feira (17), encerrando o pregão com alta modesta. Já na B3, o investidor troca a fantasia pelos gráficos e encara a ata do Fed em plena Quarta-feira de Cinzas.

ALTA TENSÃO

Todo mundo de olho na Petrobras (PETR4): petróleo fecha em queda com sinal de acordo entre Irã e EUA

17 de fevereiro de 2026 - 16:52

Embora um entendimento geral tenha sido alcançado nesta terça-feira (17), o Oriente Médio segue em alerta com trocas ameaças de ataque de Trump e o fechamento do Estreito de Ormuz

ALAVANCAGEM OCULTA

Ouro cai quase 3% em um dia com onda geopolítica mais calma. Mas só isso explica a baixa recente do metal precioso?

17 de fevereiro de 2026 - 16:27

Mudança na margem para ouro, prata e platina aceleraram a queda de preços dos metais; entenda o que mudou e como isso mexeu com as cotações

APOSTA MANTIDA

Portfólio robusto e dividendos previsíveis: este fundo imobiliário segue como compra para a XP

17 de fevereiro de 2026 - 13:07

Com baixa vacância, contratos longos e espaço para reciclagem de ativos, Patria Renda Urbana segue entre os preferidos da corretora

QUEM TEM MEDO DA IA

Como uma ex-fabricante de máquinas de karaokê derrubou o valor de empresas de transporte e logística em todo o mundo

17 de fevereiro de 2026 - 11:32

Um único relatório impulsionou o valor da empresa na bolsa em 30%, mas teve um efeito muito maior para outras companhias de logística

INOVAÇÕES

Novos lançamentos, mercado internacional: o que esperar do mercado de ETFs para este ano

16 de fevereiro de 2026 - 11:15

Ainda que 850 mil investidores seja um marco para a indústria de ETFs, ainda é um número pequeno na comparação com o número de 100 milhões de investidores na renda fixa e de 5,4 milhões na renda variável

CLIMA DE FOLIA?

Vai ter pregão na bolsa hoje? Veja o que funciona — e o que não — na B3 nesta semana de Carnaval

16 de fevereiro de 2026 - 9:52

Pregão ficará fechado por alguns dias e voltará em horário reduzido; Tesouro Direto também sofre alterações

FORA DO ÓBVIO

Energia nuclear, games, bilionários: conheça os ETFs mais curiosos da bolsa brasileira e veja como investir nessas tendências

16 de fevereiro de 2026 - 6:06

Há um leque de oportunidades no mundo dos ETFs, para diferentes tipos de investidores, do mais conservador ao mais agressivo

FUNDOS IMOBILIÁRIOS

FIIs disparam no início de 2026 e retornos chegam a 13% — fundos de papel se destacam entre os campeões

15 de fevereiro de 2026 - 13:05

Levantamento da Quantum Finance mostra que fundos de papel lideraram as altas de janeiro, com retornos que chegaram a ser seis vezes maiores que o do IFIX

JUROS SOBRE CAPITAL PRÓPRIO

Dona da Vivo, Telefônica Brasil (VIVT3) pagará R$ 325 milhões em proventos aos acionistas; veja quem recebe

13 de fevereiro de 2026 - 13:11

Ainda dá tempo de embolsar os ganhos. Veja até quando investir na ação para ter direito ao pagamento de juros sobre o capital próprio

IMPULSO INTERNO E EXTERNO

Usiminas (USIM5) reverte prejuízo no 4T25, mas ação está entre as maiores altas do Ibovespa também por outro motivo

13 de fevereiro de 2026 - 12:41

Além da perspectiva positiva para o primeiro trimestre de 2026, a siderúrgica está sendo beneficiada por uma medida que pega a China em cheio; entenda os detalhes

FECHAMENTO DOS MERCADOS

Dólar cai a R$ 5,18 e volta a fechar no menor nível em quase 2 anos; na bolsa, o dia foi de recordes

11 de fevereiro de 2026 - 18:50

A narrativa de rotação global de ativos, a partir dos Estados Unidos, segue em curso. S&P 500 e Nasdaq terminaram o dia em baixa.

CEO CONFERENCE 2026

“Upsides pornográficos”: derrota de Lula nas eleições pode fazer a bolsa deslanchar, diz André Lion, da Ibiuna

11 de fevereiro de 2026 - 13:32

Em painel na CEO Conference 2026, do BTG Pactual, o CIO da Ibiuna afirmou que uma eventual alternância de poder pode destravar uma reprecificação relevante dos ativos e pressionar os juros reais para baixo

2026 OU...1996?

Dólar perde terreno: ouro supera Treasurys como reserva internacional pela primeira vez em 30 anos; veja o que levou a isso

11 de fevereiro de 2026 - 11:27

Na última vez que o ouro representou uma fatia maior das reservas globais, a tendência dos mercados ainda era de acumulação do metal precioso

DESTAQUES DO IBOVESPA

O balde de água fria na Eneva (ENEV3): por que as ações despencaram 19% após decisão do governo sobre o leilão de energia

10 de fevereiro de 2026 - 12:59

Preços máximos estabelecidos para o leilão ficaram muito abaixo do esperado e participação da empresa se torna incerta

ENTENDA

B3 (B3SA3) deve se esbaldar com dinheiro gringo e corte da Selic neste ano: UBS BB acredita que é hora de comprar

6 de fevereiro de 2026 - 17:05

Entrada forte de capital estrangeiro e expectativa de queda de juros levam banco a recomendar compra das ações da operadora da bolsa

AÇÕES EM QUEDA FORTE

Amazon (AMZO34) aposta pesado em IA. Por que investimentos de R$ 1 trilhão assusta mercado e até o BTC pagou o pato?

6 de fevereiro de 2026 - 11:58

Amazon combina resultados mistos com a maior aposta em IA entre as big techs, assusta investidores e ações sofrem em Wall Street, com efeitos até no Bitcoin e outras critpomoedas

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar