Menu
2019-12-11T17:43:59-03:00
Kaype Abreu
Kaype Abreu
Jornalista formado pela Universidade de Federal do Paraná (UFPR). Fez curso de jornalismo econômico oferecido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e colaborou com Estadão, Gazeta do Povo, entre outros veículos.
Victor Aguiar
Victor Aguiar
Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pelo Instituto Educacional BM&FBovespa e UBS Escola de Negócios. Trabalhou nas principais redações de economia do país, como Bloomberg, Agência CMA, Agência Estado/Broadcast e Valor Econômico.
Mercados agora

Ibovespa opera em leve alta após decisão do Fed; dólar cai a R$ 4,11

Fed e Copom anunciam hoje suas decisões de juros. Em meio à expectativa, o Ibovespa opera em ligeira alta, em linha com os mercados globais

11 de dezembro de 2019
11:36 - atualizado às 17:43
Selo Mercados AGORA Ibovespa dólar
Imagem: Montagem Andrei Morais / Shutterstock

A manutenção da taxa de juros dos Estados Unidos na faixa atual, de 1,50% a 1,75% ao ano, não trouxe grandes turbulências aos mercados globais. Tanto o Ibovespa quanto as bolsas americanas tiveram apenas ajustes modestos, uma vez que a decisão do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) era amplamente esperada pelos analistas.

Por volta de 17h20, o Ibovespa operava em alta de 0,14%, aos 110.822,30 pontos — antes das 16h00, o índice exibia um leve viés negativo. Nos EUA, o Dow Jones (+0,04%), o S&P 500 (+0,28%) e o Nasdaq (+0,43%) também tiveram uma ligeira melhora, mas nada muito expressivo.

No mercado de câmbio, o panorama também teve pouca alteração: o dólar à vista manteve-se em terreno negativo, fechando em queda de 0,72%, a R$ 4,1190. Lá fora, a divisa americana também caiu em relação às demais moedas de países emergentes.

Quer nossas melhores dicas de investimentos de graça em seu e-mail? Cadastre-se agora em nossa newsletter
Quer nossas melhores dicas de investimentos de graça em seu e-mail? Cadastre-se agora em nossa newsletter

O Fed interrompeu a sequência de três cortes consecutivos nos juros americanos, optando por manter as taxas inalteradas na reunião de hoje. Em seu comunicado, a instituição diz ver um mercado de trabalho forte e uma expansão em ritmo moderado da atividade econômica no país.

Mais que isso: a maior parte dos membros do BC americano projeta a manutenção dos juros nos patamares atuais ao longo de 2020, o que também não surpreendeu os agentes financeiros — e, assim, provocou pouca alteração nos mercados globais.

Além disso, os mercados domésticos seguem no aguardo em relação à decisão do Copom, que definirá hoje, depois do fechamento, a nova Selic — há a expectativa quanto a mais um corte e 0,5 ponto, levando a taxa básica de juros a 4,5% ao ano.

Dados econômicos

Enquanto ainda não há novidades no front da Selic, o mercado doméstico digere os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que reportou mais cedo a sexta alta consecutiva para as vendas no varejo.

Apesar desse dado, o desempenho das ações das varejistas não é homogêneo. Magazine Luiza ON (MGLU3) sobe 1,85% e Via Varejo ON (VVAR3) tem ganho de 0,92%, mas B2W ON (BTOW3) e Lojas Americanas PN (LAME4) caem 0,16% e 0,60%, respectivamente.

O destaque positivo da sessão fica com o setor educacional: Cogna ON (COGN3) opera em alta de 5,56%, enquanto Yduqs ON (YDUQ3) avança 3,90%, liderando os ganhos do Ibovespa. O mercado reage positivamente à portaria do MEC que permite que até 40% da carga horária dos cursos superiores seja ofertada na modalidade de ensino a distância — o limite anterior era de 20%.

Top 5

Confira abaixo os cinco papéis de melhor desempenho do Ibovespa nesta quarta-feira:

  • Cogna ON (COGN3): +5,56%
  • Yduqs ON (YDUQ3): +3,90%
  • Ecorodovias ON (ECOR3): +2,97%
  • Rumo ON (RAIL3): +2,95%
  • Suzano ON (SUZB3): +2,36%

Veja também as ações com as maiores perdas do índice no momento:

  • JBS ON (JBSS3): -2,31%
  • BRF ON (BRFS3): -2,01%
  • BTG Pactual units (BPAC11): -1,94%
  • Telefônica Brasil PN (VIVT4): - 1,73%
  • B3 ON (B3SA3): -1,62%

Disputa comercial

Também segue como foco de atenção do mercado o desenrolar da disputa entre Estados Unidos e China. Na reta final para o deadline de Washington, no próximo domingo (15), a falta de progresso em relação à primeira fase de um acordo comercial eleva a preocupação entre os investidores.

Apesar disso, na Europa as principais bolsas fecharam no campo positivo. Na Ásia, a maioria das bolsas subiram, em uma reação cautelosa, mas animada, à notícia de que o presidente do EUA, Donald Trump, pode adiar o aumento da tarifa em US$ 160 bilhões em produtos chineses populares, como smartphones e laptops.

Juros estáveis

As curvas de juros ignoraram a queda no dólar à vista e flutuaram ao redor da estabilidade, tanto na ponta curta quanto na longa, à espera da decisão do Copom. Veja como fecharam os principais DIs:

  • Janeiro/21: de 4,61% para 4,62%;
  • Janeiro/23: de 5,73% para 5,74%;
  • Janeiro/25: estável em 6,35%;
  • Janeiro/27: de 6,71% para 6,70%.
Comentários
Leia também
ENCRUZILHADA FINANCEIRA

Confissões de um investidor angustiado

Não vou mais me contentar com os ganhos ridículos que estou conseguindo hoje nas minhas aplicações. Bem que eu queria ter alguém extremamente qualificado – e sem conflito de interesses – para me ajudar a investir. Só que eu não tenho o patrimônio do Jorge Paulo Lemann. E agora?

um novo cenário

Após compra pela Boeing, Embraer terá de se reinventar

Fontes do mercado admitem que a Embraer remanescente será menor, mas não são pessimistas com o futuro da companhia

semiparlamentarismo?

Só um em cada cinco projetos que Câmara vota é do governo

Dos projetos votados em 2019, apenas 21% tiveram como autor o Poder Executivo – a menor parcela, no primeiro ano de mandato, desde o começo do governo Lula

focus

Mercado reduz estimativas para inflação e Selic em 2020

Segundo a publicação do Banco Central, a Selic deve terminar o ano a 4,25% – ante 4,50% da semana passada. A projeção para o IPCA passou de 3,56% para 3,47%

nova realidade

Open banking começa a ser implementado no segundo semestre de 2020

Medida é a principal bandeira do BC para modernizar o sistema financeiro brasileiro e aumentar a competição no mercado

Uma fatia pode ser sua

BNDES destina 20% de ações da Petrobras a pessoas físicas

Petrobras afirmou ao jornal O Estado de S. Paulo que pelo menos entre 10% e no máximo 20% das ações serão destinadas a investidores de varejo. O início das negociações, no mercado secundário, está previsto para 7 de fevereiro

expandindo horizontes

Taurus assina acordo de parceria com empresa indiana

Jindal Group é a maior fabricante de aço da Índia e uma das dez maiores do mundo, com um faturamento anual superior a US$ 24 bilhões

Esquenta dos mercados

Disseminação rápida do coronavírus assusta e doença continua pautando os negócios

Investidores seguem cautelosos com o vírus chinês. Além disso, temporada de balanços movimenta o Brasil e o exterior

novos voos

Boeing realiza voo inaugural de aeronave 777X

Início de serviço da nova aeronave está atrasado devido a problemas técnicos; possivelmente começará a realizar voos comerciais durante um período de desaceleração dos pedidos de aeronaves maiores

marque na agenda

Santander e Cielo abrem temporada de resultados do 4º trimestre de 2019; veja o que esperar

Empresas passam por movimento de adaptações, com taxas de juros a mínimas históricas, mudanças promovidas pelo governo que afetam o mercado e o avanço das fintechs

Seu Dinheiro Premium

Os segredos da bolsa: Ações para acompanhar de perto numa semana agitada no exterior

O exterior volta a dar as cartas ao mercado nesta semana. E, em meio à turbulência, saiba quais ações podem ser destaque nos próximos dias

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu
Advertisements