🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Victor Aguiar

Victor Aguiar

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pelo Instituto Educacional BM&FBovespa. Trabalhou nas principais redações de economia do país, como Bloomberg, Agência Estado/Broadcast e Valor Econômico. Em 2020, foi eleito pela Jornalistas & Cia como um dos 10 profissionais de imprensa mais admirados no segmento de economia, negócios e finanças.

Tetris dos mercados

O Ibovespa recebeu as peças certas, teve mais um dia de alívio e voltou aos 102 mil pontos

Estados Unidos e China irão promover uma nova rodada oficial de negociações em outubro, o que reduziu a tensão nos mercados e impulsionou o Ibovespa

Victor Aguiar
Victor Aguiar
5 de setembro de 2019
10:34 - atualizado às 10:57
Tetris
A peça em forma de "I" traz uma paz de espírito para qualquer um que já tenha passado raiva jogando Tetris - Imagem: Shutterstock

O Ibovespa e as bolsas globais não tiram os olhos da tela. Vidrados, os agentes financeiros fazem de tudo para ganhar uma sobrevida — tentam traçar uma estratégia de antemão, rotacionam as peças e distribuem-nas pelos dois lados, tentando acomodá-las da melhor maneira possível. Mas, desde o mês passado, o Tetris dos mercados entrou no nível hard.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Parece que, de uma hora para outra, apenas blocos desfavoráveis começaram a cair. Tweets agressivos de Donald Trump, revides do governo chinês, sobretaxas de importação, protestos em Hong Kong, Brexit, commodities em baixa, incerteza quanto às taxas de juros no mundo... as peças foram se empilhando.

E quanto mais os problemas se acumulavam, mais tensos ficavam os mercados, temendo que um game over encerrasse prematuramente uma partida que parecia tão boa na primeira metade do ano. Tudo que os agentes financeiros queriam era aquele bloco salvador — aquele, em formato de "I", que limpa a tela.

Pois esse bloco finalmente apareceu — e vários deles caíram em sequência. Com isso, o Ibovespa e os mercados acionários globais finalmente conseguiram respirar aliviados, tirando boa parte da tensão que ocupava o campo de jogo.

Nesta quinta-feira (5), o principal índice da bolsa brasileira fechou em alta de 1,03%, aos 102.243,00 pontos — o maior nível de encerramento desde 13 de agosto. Com isso, o Ibovespa acumulou ganhos de 2,57% nas últimas duas sessões.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Lá fora, o dia também foi de tranquilidade: o Dow Jones subiu 1,41%, o S&P 500 teve alta de 1,30% e o Nasdaq avançou 1,75% — ontem, as três bolsas também fecharam no campo positivo. Por fim, as principais praças da Europa também tiveram o segundo dia de ganhos.

Leia Também

Na sessão de hoje, a peça redentora atende pelo nome de guerra comercial — no caso, a redução nas tensões entre Estados Unidos e China, que vinham trazendo enorme preocupação aos agentes financeiros.  Assim, a tela dos mercados, que já tinha dado um respiro após o alívio de ontem, ficou ainda mais tranquila hoje.

Formando linhas

Lá fora, os mercados abriram um sorriso ao ver os avanços nas negociações entre Estados Unidos e China, no âmbito da guerra comercial. Mais cedo, a imprensa chinesa informou que uma nova rodada formal de negociações ocorrerá em outubro — o encontro foi acertado após conversas telefônicas entre autoridades de alto escalão dos dois países.

Originalmente, esse diálogo era esperado para ocorrer já em setembro. No entanto, após tanto os EUA quanto a China colocarem em prática novas tarifas de importação no início deste mês, os mercados passaram a temer uma deterioração ainda maior na relação entre as potências, o que poderia inviabilizar quaisquer encontros oficiais.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Assim, a percepção de que tanto Washington quanto Pequim se esforçam para evitar uma escalada nas tensões foi comemorada pelos agentes financeiros nesta quinta-feira — e limparam mais algumas linhas na tela dos mercados.

Vale lembrar que, ontem, os mercados também receberam peças favoráveis: a redução nas tensões em Hong Kong, a recuperação do setor de serviços da China e os sinais de que o Brexit — o processo de saída do Reino Unido da União Europeia — não deve ocorrer sem um acordo entre as duas partes ajudaram a trazer alívio ao jogo.

É claro que essa sinalização mais amigável por parte da China e dos EUA não quer dizer que um acordo definitivo será firmado em outubro. Mas a simples leitura de que as conversas ao menos estão progredindo já serviu para tirar boa parte do estresse das negociações.

Dólar ainda pressionado

No mercado de câmbio, o Tetris segue bastante difícil, embora também tenha passado por algum alívio nos últimos dias. O dólar à vista até chegou a cair 0,86% mais cedo, a R$ 4,0699, mas terminou o dia em alta de 0,11%, a R$ 4,1100.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Contudo, vale lembrar que, na segunda-feira (2), a moeda americana terminou cotada a R$ 4,1828. Assim, nas últimas três sessões, o dólar à vista já acumula perdas de 1,74%.

Essa virada da divisa ocorreu em linha com o comportamento visto no exterior. Lá fora, o dólar começou o dia perdendo terreno em escala global, tanto em relação às moedas fortes quanto as de países emergentes. Mas, ao longo da sessão, esse movimento perde intensidade.

Divisas como o peso mexicano e o rublo russo, que também começaram o dia se valorizando em relação ao dólar, perderam força e terminaram em baixa, um tom semelhante ao visto no real.

Festa dos bancos

O setor bancário apareceu entre os destaques positivos do Ibovespa nesta quinta-feira. Itaú Unibanco PN (ITUB4) subiu 2,84% e foi acompanhado pelos demais papéis do segmento: Bradesco PN (BBDC4) teve alta de 2,31%, Bradesco ON (BBDC3) avançou 2,45%, Banco do Brasil ON (BBAS3) teve ganho de 3,49% e as units do Santander Brasil valorizaram 2,82%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Um operador pondera que o bom desempenho dos bancos não se deve a algum fator que influencia especificamente o setor. Para ele, as ações do segmento bancário "ficaram para trás" em relação a outros papéis relevantes, como Petrobras e Vale — e, hoje, o mercado aproveitou para corrigir essa distorção.

Esse operador destaca que, mesmo com a alta firme desta quinta-feira, as ações dos bancos têm desempenhos relativamente tímidos no acumulado da semana: Bradesco ON registra baixa no período, enquanto Banco do Brasil ON sobe 2,3%. Esse saldo ainda é inferior ao das ações da mineradora ou da estatal petrolífera.

Petrobras PN (PETR4), por exemplo, subiu 0,50% hoje e acumula ganhos de 3,5% na semana, enquanto Petrobras ON (PETR3) avança 0,62%, o que implica num salto de 2,5% desde segunda-feira. Já Vale ON (VALE3) ficou estável — na semana, a valorização chega a 2%.

"Quando há um movimento como o de hoje, em que há um ímpeto de compra, o mercado procura os papéis que estão mais baratos, em termos relativos", diz o operador. "E, entre as ações mais líquidas, os bancos estavam mais em conta".

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Voando alto

Outro destaque positivo do Ibovespa foi Gol PN (GOLL4), em alta de 6,28%. Ontem, a companhia aérea divulgou um crescimento de 17,1% na demanda em agosto, em relação ao mesmo mês de 2018 — a oferta subiu 9,5% na mesma base de comparação. Assim, a taxa de ocupação cresceu 5,3 pontos percentuais, para 82,3%.

Os papéis PN da Azul (AZUL4) também tiveram um dia positivo, subindo 4,48%. A demanda da empresa em agosto subiu 26,4% e a oferta aumentou 25,6% — a taxa de ocupação avançou 0,6 ponto percentual, para 83%.

Juros têm leve queda

Em linha com o alívio visto lá fora e os ânimos mais calmos no dólar à vista, as curvas de juros fecharam a sessão desta quinta-feira no campo negativo. Na ponta curta, os DIs para janeiro de 2021 caíram de 5,41% para 5,39%; na longa, as curvas com vencimento em janeiro de 2023 recuaram de 6,46% para 6,43%, e as para janeiro de 2025 foram de 6,99% para 6,98%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
DESTAQUES DA BOLSA

Raízen (RAIZ4) dispara, volta a ser negociada acima de R$ 1 e lidera as altas do Ibovespa na semana; veja os destaques

1 de fevereiro de 2026 - 15:00

Fluxo estrangeiro impulsiona o Ibovespa a recordes históricos em janeiro, com alta de dois dígitos no mês, dólar mais fraco e sinalização de cortes de juros; Raízen (RAIZ4) se destaca como a ação com maior alta da semana no índice

CRIPTOMOEDAS HOJE

US$ 2,4 bilhões liquidados em 24 horas: Bitcoin (BTC) sofre nova derrocada e opera abaixo dos US$ 80 mil. O que explica?

1 de fevereiro de 2026 - 12:01

Queda do bitcoin se aprofunda com liquidações de mais de US$ 2,4 bilhões no mercado como um todo nas últimas 24 horas, enquanto incertezas macro voltam a pesar sobre as criptomoedas

BALANÇO DO MÊS

Ibovespa dispara em janeiro e nenhum outro investimento foi páreo — nem mesmo o ouro

30 de janeiro de 2026 - 19:34

Novos recordes para a bolsa brasileira e para o metal precioso foram registrados no mês, mas as ações saíram na frente

NÃO PERCA O PRAZO

Gol (GOLL54) vai sair da bolsa com OPA, mas adesão ao leilão não é automática; veja o que o investidor deve fazer

30 de janeiro de 2026 - 18:13

A adesão ao leilão não é obrigatória. Mas é mais difícil vender ações de uma companhia fechada, que não são negociadas na bolsa

DESCE E SOBE

Fundo imobiliário TGAR11 cai 14% em três dias, mas BB-BI diz que não é hora de vender — entenda o que pode impulsionar o FII na bolsa agora

30 de janeiro de 2026 - 12:55

O analista André Oliveira, do BB-BI, reitera a recomendação de compra, especialmente para os investidores mais arrojados

NA ROTA DO CRESCIMENTO

FIIs driblam juros altos com troca de cotas, mas há riscos para os cotistas? O BTG Pactual responde

29 de janeiro de 2026 - 15:21

O banco avalia que a estratégia de aquisição via troca de cotas veio para ficar e, quando bem executada, tem potencial de geração de valor

BUSCA POR SEGURANÇA

Ibovespa dispara no ano, mas investidores brasileiros estão receosos e tiram dinheiro da bolsa, diz XP

29 de janeiro de 2026 - 14:15

Uma fatia menor da carteira dos brasileiros está em ativos na bolsa, como ações, ETFs, FIIs e outros, e cresce a proporção dos investidores que pretende reduzir sua exposição à renda variável

VIROU PASSEIO

Ouro ultrapassa os US$ 5.500 pela 1ª vez e faz BTG elevar preço-alvo da Aura (AURA33) para US$ 87; Ibovespa alcança inéditos 186 mil pontos

29 de janeiro de 2026 - 12:39

Apetite dos BC, fuga do dólar e incertezas no Japão impulsionaram os metais preciosos a recordes, enquanto por aqui, o principal índice da bolsa brasileira reverberou a sinalização do Copom, dados e balanços nos EUA

A VISÃO DO GESTOR

BTRA11 e BTAL11: por que o BTG está convertendo esses FIIs em fiagros — e como isso pode turbinar os seus dividendos

29 de janeiro de 2026 - 6:04

Tiago Lima, sócio e head de distribuição da BTG Pactual Asset Management, conta ao Seu Dinheiro que a mudança é um marco de modernização e destravará dividendos para os cotistas

GLOW UP NA BOLSA

A troca de look da Riachuelo: Guararapes define data para a estreia do novo ticker na B3

28 de janeiro de 2026 - 19:52

Segundo a varejista, a iniciativa busca aproximar o código de negociação do nome pelo qual a marca é amplamente reconhecida pelo público

BOLSA E CÂMBIO

Uma Super Quarta nos mercados: Ibovespa bate novo recorde aos 184 mil pontos e ouro atinge marca histórica; dólar fica estável a R$ 5,20

28 de janeiro de 2026 - 19:25

Índice supera 185 mil pontos intradia em dia de decisão sobre juros nos EUA e no Brasil; Vale e Petrobras puxam ganhos, enquanto Raízen dispara 20%

REFORÇO FINANCEIRO

Raízen (RAIZ4) dispara 20% com expectativa por aumento de capital de R$ 1 bilhão; ação volta a valer mais de R$ 1

28 de janeiro de 2026 - 17:55

A forte valorização desta quarta-feira começou no dia anterior (27), em meio à expectativa de que a companhia realize uma reestruturação financeira

BOLSA EM FESTA

Recorde do Ibovespa é fichinha: bolsa brasileira pode ir a 300 mil pontos — e o investidor brasileiro pode chegar atrasado

28 de janeiro de 2026 - 17:02

Com fluxo estrangeiro forte e juros ainda altos, gestores alertam para o risco de ficar fora do próximo ciclo da bolsa

BOLSA E CÂMBIO

Dólar leva tombo e fecha a R$ 5,20 — o menor nível desde maio de 2024 — graças a empurrão de Trump 

27 de janeiro de 2026 - 20:04

Ibovespa volta a renovar máxima durante a sessão e atinge os inéditos 183 mil pontos; mas não é só o mercado brasileiro que está voando, outros emergentes sobem ainda mais

ALOCAÇÃO GLOBAL

Mesmo em recorde, a bolsa brasileira segue barata para o gringo — e fiscal não apavora o estrangeiro, diz UBS

27 de janeiro de 2026 - 17:30

Na avaliação de Ulrike Hoffmann e Arend Kapteyn, mesmo com incertezas fiscais, ações brasileiras seguem atraentes no cenário global

FOGUETE NÃO TEM RÉ

Ibovespa bate mais um recorde, e mérito não é (só) do Brasil; veja as ações preferidas dos estrangeiros

27 de janeiro de 2026 - 12:31

As ações que compõem o Ibovespa são bastante buscadas, já que muitas compras ocorrem por meio do próprio índice ou ETF do índice

NEM TUDO QUE RELUZ...

Nem ouro, nem prata: metais ‘diferentões’ como platina, paládio e ródio chegam a altas de mais de 120%, mas não são para todo mundo 

26 de janeiro de 2026 - 6:04

Investir nesse tipo de ativo não é óbvio e exige um olhar atento às características específicas de cada metal; o Seu Dinheiro te dá o passo a passo, conta os riscos e vantagens desse tipo de investimento

FORA DO CONSENSO

Santander diz que o mercado minimiza os riscos do Banco do Brasil (BBAS3) e ignora outras boas ações; veja quais

25 de janeiro de 2026 - 12:52

Relatório do Santander destaca ações fora do consenso e aponta onde o mercado pode estar errando na precificação

ONDE INVESTIR 2026

Onde investir em 2026? Tudo que você precisa saber para montar sua carteira para este ano

25 de janeiro de 2026 - 8:00

Evento do Seu Dinheiro traz estratégias para investir em ações, FIIs, criptoativos, renda fixa e ativos internacionais neste ano

MERCADOS NA SEMANA

Bolsa brasileira nas alturas: Cogna (COGN3) lidera altas do Ibovespa, enquanto só uma dupla de ações fecha semana no vermelho

24 de janeiro de 2026 - 12:10

Nesta semana, o Ibovespa superou os 180 mil pontos pela primeira vez. Entenda o que esteve por trás da performance positiva da bolsa nos últimos dias

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar