🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Ibovespa a 100 mil pontos, o Everest e a mística dos números redondos

Cem mil pontos tornou-se uma marca cabalística. Deixou de ser um muro para se transformar num Everest. Mas, caso a PEC previdenciária se mostrar apenas um remendo, o marco não será conquistado novamente tão cedo

22 de março de 2019
6:18 - atualizado às 11:06
Imagem: Shutterstock

Na segunda-feira 18 de março, o Ibovespa atingiu 100.000 pontos pela primeira vez. Mas não se sustentou acima da marca, fechando a 99.993. No pregão seguinte, estabeleceu novo recorde histórico, a 100.438,87. Só que voltou a cair.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Nos dias que se seguiram, o mercado perdeu o gás. Da máxima até a mínima de quinta-feira, 21, foram quase cinco mil pontos perdidos, equivalentes a 4,96%.

Teria sido o fim do bull market Bolsonaro/Guedes/Reforma da Previdência? Ainda é cedo para se dizer. Mas definitivamente as notícias não são boas. Para começar, a popularidade do capitão caiu 15%.

Uma coisa é certa. Cem mil pontos tornou-se uma marca cabalística. Deixou de ser um muro para se transformar num Everest.

Acho que já caiu muito”, pode estar dizendo um trader. Vou comprar o índice futuro agora e vender quando voltar aos 100.000. Cem mil, não. Se bater em 98.900, eu caio fora.”

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A psicologia do número redondo

É esse tipo de raciocínio que formam as grandes resistências, principalmente quando elas unem duas características importantes: número redondo; máxima de todos os tempos.

Leia Também

Os 98.990 mais acima não são um número aleatório, chutado de araque por mim. Ele é formado por uma lógica de raciocínio.

No período áureo do open market, antes do advento do real, e antes mesmo do surto hiperinflacionário, os leilões de ORTNs (Obrigações Reajustáveis do Tesouro Nacional), junto ao Banco Central, eram o momento mais importante da rotina da trading desk de uma instituição financeira.

Digamos que as ORs (que era como as chamávamos na intimidade), estivessem sendo negociadas próximas do par: 100%. Um trader mais otimista, querendo receber um grande lote no leilão, oferecia comprá-las a 101,11. Outro, ainda mais ansioso por levar os papéis, pagava 101,12.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Sempre o eixo do raciocínio era o número redondo: 100%.

Nas licitações públicas acontece exatamente o contrário.

Digamos que o preço de uma ambulância esteja ao redor de 75 mil reais. E que uma prefeitura faça uma concorrência para adquirir dez. Um dos fabricantes interessados oferece um preço unitário de R$ 74,499,99. Mesmo assim poderá perder para outro que pôs no envelope de oferta a cifra de R$ 74,499,98.

Os números redondos, já que se tratam de uma mudança de faixa, têm um efeito psicológico tão grande que o comércio procura fugir dele. Hoje mesmo comprei um par de meias elásticas para melhorar a circulação nas artérias. Paguei R$ 199,90.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Vi no jornal que uma agência de automóveis está vendendo um Mini Cooper Cabrio 0 km, conversível, por  R$ 149.990,00. Cento e cinquenta mil, nem pensar. O comprador em potencial vai achar muito caro.

É com esse tipo de raciocínio que nós, traders, costumamos operar. Liquidar meus lotes de soja Novembro na Chicago Board of Trade (CBoT) a US$ 10,00 por bushel? Não. Minha estratégia é vendê-lo por nove dólares, noventa e nove cents e três oitavos (as frações do mercado de soja são em oitavos). A dez dólares tem muito vendedor. Isso porque os especuladores dizem para seus brokers. 

Quando chegar a 10, vende tudo.”

Nem sempre os mercados têm dificuldades para romper números redondos (even numbers). Mas precisa que fundamentos sólidos os impulsionem.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Dow Jones a 1.000 e petróleo a US$ 100

Lembro bem quando o índice Industrial Dow Jones ultrapassou os 1.000 pontos pela primeira vez (hoje está ao redor de 26.000). Foi na sexta-feira 10 de novembro de 1972 (consultei o Google). Nesse mesmo dia, recuou e fechou a 995,26. Só que dois pregões mais tarde ultrapassou os mil e nunca mais voltou lá, diferentemente do que aconteceu aqui no Brasil nos 100.000 do Ibovespa.

Essa marca histórica do Dow foi logo após a reeleição de Richard Nixon, em quem Wall Street confiava muito (ainda não ocorrera o episódio Watergate).

Pudera. Henry Kissinger, assessor de Segurança Nacional de Nixon, negociava, em Paris, o fim da guerra do Vietnã, iniciara uma aproximação com a China Comunista de Mao Tsé-Tung e afrouxava a Guerra Fria tratando da détente em Moscou com o líder soviético Leonid Brejnev.

Naquela ocasião, a inflação americana era de 3,67% ao ano, baixa para os padrões dos anos 1970. A taxa básica de juros estava em 5,22% e a economia dos Estados Unidos crescia à razão de 5,3%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Já a primeira vez que o preço do barril de petróleo (tipo WTI – West Texas Intermediate) chegou a US$ 100,00 na Nymex, em Nova York, foi neste século, mais precisamente em janeiro de 2008. A alta foi provocada pela demanda da China (cuja economia crescia 9,7% ao ano) reduzindo a níveis estrategicamente críticos os estoques internacionais.

O mercado ainda foi até a marca de US$ 142,57 (julho de 2008), high de todos os tempos, antes de desabar para US$ 48,90 (janeiro de 2009).

Tanto na ida quanto na volta o nível de cem dólares não representou resistência nem suporte importantes.

O teste dos 100 mil

Acho que a marca de 100 mil do Ibovespa só voltará a ser testada (e até mesmo ultrapassada) quando, e se, Jair Bolsonaro se mostrar um verdadeiro adepto do liberalismo e da economia de mercado e não um simples despachante dos militares, policiais e bombeiros, sua principal característica durante seus sete mandatos como deputado federal.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Se a Reforma da Previdência for a montanha que pariu um rato, sem uma reestruturação atuária de verdade, duvido que os 100.000 sejam rompidos num horizonte de tempo previsível.

Vou além. Caso a PEC previdenciária se mostrar apenas um remendo, para ter de ser reformulada novamente daqui a três ou quatro anos, acredito que a Bolsa de Valores de São Paulo já fez sua máxima do ano.

Nessa hipótese, o Everest não será conquistado tão cedo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
IMPULSO INTERNO E EXTERNO

Usiminas (USIM5) reverte prejuízo no 4T25, mas ação está entre as maiores altas do Ibovespa também por outro motivo

13 de fevereiro de 2026 - 12:41

Além da perspectiva positiva para o primeiro trimestre de 2026, a siderúrgica está sendo beneficiada por uma medida que pega a China em cheio; entenda os detalhes

FECHAMENTO DOS MERCADOS

Dólar cai a R$ 5,18 e volta a fechar no menor nível em quase 2 anos; na bolsa, o dia foi de recordes

11 de fevereiro de 2026 - 18:50

A narrativa de rotação global de ativos, a partir dos Estados Unidos, segue em curso. S&P 500 e Nasdaq terminaram o dia em baixa.

CEO CONFERENCE 2026

“Upsides pornográficos”: derrota de Lula nas eleições pode fazer a bolsa deslanchar, diz André Lion, da Ibiuna

11 de fevereiro de 2026 - 13:32

Em painel na CEO Conference 2026, do BTG Pactual, o CIO da Ibiuna afirmou que uma eventual alternância de poder pode destravar uma reprecificação relevante dos ativos e pressionar os juros reais para baixo

2026 OU...1996?

Dólar perde terreno: ouro supera Treasurys como reserva internacional pela primeira vez em 30 anos; veja o que levou a isso

11 de fevereiro de 2026 - 11:27

Na última vez que o ouro representou uma fatia maior das reservas globais, a tendência dos mercados ainda era de acumulação do metal precioso

DESTAQUES DO IBOVESPA

O balde de água fria na Eneva (ENEV3): por que as ações despencaram 19% após decisão do governo sobre o leilão de energia

10 de fevereiro de 2026 - 12:59

Preços máximos estabelecidos para o leilão ficaram muito abaixo do esperado e participação da empresa se torna incerta

ENTENDA

B3 (B3SA3) deve se esbaldar com dinheiro gringo e corte da Selic neste ano: UBS BB acredita que é hora de comprar

6 de fevereiro de 2026 - 17:05

Entrada forte de capital estrangeiro e expectativa de queda de juros levam banco a recomendar compra das ações da operadora da bolsa

AÇÕES EM QUEDA FORTE

Amazon (AMZO34) aposta pesado em IA. Por que investimentos de R$ 1 trilhão assusta mercado e até o BTC pagou o pato?

6 de fevereiro de 2026 - 11:58

Amazon combina resultados mistos com a maior aposta em IA entre as big techs, assusta investidores e ações sofrem em Wall Street, com efeitos até no Bitcoin e outras critpomoedas

FII DO MÊS

FII de papel ou tijolo? Em fevereiro, os dois são queridinhos dos analistas; confira os fundos imobiliários no pódio

5 de fevereiro de 2026 - 6:14

Descubra quais são os fundos imobiliários favoritos dos analistas para o mês, e saiba como montar sua carteira de FIIs agora

HORA DE COMPRAR?

A Prio (PRIO3) já deu o que tinha que dar? Depois de subirem 20% no ano, papéis ainda podem disparar; Itaú BBA aponta gatilhos

4 de fevereiro de 2026 - 18:42

A empresa vive seu melhor momento operacional, mas o Itaú BBA avalia que boa parte das principais entregas já está no preço; entenda quais gatilhos podem provocar novas altas

VAI PERDER O BONDE?

“Investidor pessoa física só gosta de bolsa quando já está cara”, diz Azevedo, da Ibiuna

4 de fevereiro de 2026 - 17:31

Gestor participou de evento da Anbima e falou sobre a perspectiva de volta do investidor local à bolsa

TOUROS E URSOS #258

Ibovespa nos 200 mil pontos? Gringos compram tudo — mas cadê os investidores brasileiros

4 de fevereiro de 2026 - 14:00

Bruno Henriques, head de análise de renda variável do BTG Pactual, fala no podcast Touros e Ursos sobre a sua perspectiva para as ações brasileiras neste ano

BRASIL NO CENTRO DO MUNDO

Bolsa com força total: gringos despejam R$ 26,3 bilhões em janeiro na B3 e superam todo o fluxo de 2025

3 de fevereiro de 2026 - 20:00

Entrada recorde de capital internacional marca início de 2026 e coloca a bolsa brasileira em destaque entre emergentes

MAIS ENERGIA PARA A CARTEIRA

Tchau, Vale (VALE3): BTG escolhe nova “vaca leiteira” para sua carteira de dividendos — saiba qual é a ação escolhida para renda passiva

3 de fevereiro de 2026 - 18:35

A Axia (ex-Eletrobras) foi uma das ações que mais se valorizou no ano passado, principalmente pela privatização e pela sua nova política agressiva de pagamentos de dividendos

DA CIDADE PARA O CAMPO

BTAL11 migra para fiagro e terá primeiro programa de recompra de cotas; entenda os impactos para os cotistas

3 de fevereiro de 2026 - 14:02

A iniciativa faz parte da estratégia do BTG Pactual para aumentar a distribuição de dividendos e permitir uma maior flexibilidade para a gestão

MERCADOS HOJE

Ibovespa salta para históricos 187 mil pontos e dólar cai. Corte da Selic é um dos gatilhos do recorde, mas não é o único

3 de fevereiro de 2026 - 12:31

Para a XP, o principal índice da bolsa brasileira pode chegar aos 235 mil pontos no cenário mais otimista para 2026

DEPOIS DE A HOLDING PEDIR RJ

Fictor Alimentos (FICT3) desaba 40% na B3. Por que o mercado não acreditou que a empresa ficará de fora da RJ da holding?

2 de fevereiro de 2026 - 15:34

Discurso de separação não tranquilizou investidores, que temem risco de contágio, dependência financeira e possível inclusão da subsidiária no processo de recuperação

DESTAQUES DA BOLSA

Raízen (RAIZ4) dispara, volta a ser negociada acima de R$ 1 e lidera as altas do Ibovespa na semana; veja os destaques

1 de fevereiro de 2026 - 15:00

Fluxo estrangeiro impulsiona o Ibovespa a recordes históricos em janeiro, com alta de dois dígitos no mês, dólar mais fraco e sinalização de cortes de juros; Raízen (RAIZ4) se destaca como a ação com maior alta da semana no índice

CRIPTOMOEDAS HOJE

US$ 2,4 bilhões liquidados em 24 horas: Bitcoin (BTC) sofre nova derrocada e opera abaixo dos US$ 80 mil. O que explica?

1 de fevereiro de 2026 - 12:01

Queda do bitcoin se aprofunda com liquidações de mais de US$ 2,4 bilhões no mercado como um todo nas últimas 24 horas, enquanto incertezas macro voltam a pesar sobre as criptomoedas

BALANÇO DO MÊS

Ibovespa dispara em janeiro e nenhum outro investimento foi páreo — nem mesmo o ouro

30 de janeiro de 2026 - 19:34

Novos recordes para a bolsa brasileira e para o metal precioso foram registrados no mês, mas as ações saíram na frente

NÃO PERCA O PRAZO

Gol (GOLL54) vai sair da bolsa com OPA, mas adesão ao leilão não é automática; veja o que o investidor deve fazer

30 de janeiro de 2026 - 18:13

A adesão ao leilão não é obrigatória. Mas é mais difícil vender ações de uma companhia fechada, que não são negociadas na bolsa

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar