O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
O gestor menos low profile da Alaska não pôde comparecer à sua palestra no último dia 8, mas seu sócio Ney Miyamoto assumiu as picapes e deu o recado da casa sobre o mercado, volatilidade e educação financeira
“O Bredda não pôde vir, ele tá com amidalite. Mas não se preocupem, ao que parece, ele ainda tá conseguindo tuitar.”
Se bem me lembro (não anotei), foi com esta frase que Ney Miyamoto, sócio de Henrique Bredda na incensada gestora Alaska, começou sua apresentação em um evento da corretora Guide na última quarta-feira, 8 de maio.
Apesar de sua palestra se seguir às falas de gestores de peso, de casas como Legacy, Bahia e Brasil Capital, Miyamoto substituía aquele que seria uma espécie de estrela daquela manhã cinzenta em um hotel da rede Blue Tree, diante de uma plateia composta por uma maioria de homens com camisas igualmente cinzentas e azuis.
Eu não sou nenhum Gay Talese escrevendo o brilhante perfil de um Frank Sinatra resfriado (e seria muita pretensão minha fazer essa comparação), mas mesmo na ausência de Bredda, eu não fiquei sem ter o que escrever sobre a Alaska. Até porque Miyamoto não deixou faltar um pouco daquela irreverência ácida da casa.
Desde o seu nascimento, fruto de uma parceria entre Bredda, Miyamoto e o lendário Luiz Alves Paes de Barros, um dos maiores investidores individuais da bolsa brasileira, a Alaska quis acessar o pequeno investidor, se manter próxima dos cotistas e falar de educação financeira - o que não é lá muito usual para uma gestora de recursos.
O perfil de Bredda no Twitter é uma prova disso, com seus 37 mil seguidores, respostas em forma de gifs, comentários sobre as posições da carteira, além de longas threads sobre sua filosofia de investimentos.
Leia Também
Os fundos de ações da Alaska são apimentados, mas saíram de 40 para mais de 140 mil cotistas em quatro anos, o que inclui investidores de varejo que começaram com apenas mil reais. O patrimônio sob gestão, no período, pulou de R$ 100 milhões para mais de R$ 4 bilhões.
Para os sócios, essa pulverização é ótima. “Quão independente eu posso ser se tiver só cinco cotistas grandes, por exemplo?”, questionou Miyamoto na sua apresentação.
Afinal, um grande alocador poderia, em tese, pressionar o gestor e influenciar suas decisões, desviando-o da sua estratégia e filosofia de investimentos - bastaria ameaçar tirar o dinheiro do fundo. Já com muitos alocadores pequenos, isso não acontece. “O varejo dá independência”, cravou.
No ano passado, os fundos de ações da casa ficaram entre os melhores do país, com rendimento na casa dos 30%, e desde 2012, o retorno do seu Alaska Black foi de 352%, contra 67% do Ibovespa e 100% do CDI.
Foi o investimento em Magazine Luiza, um dos maiores fenômenos da bolsa dos últimos anos, que pôs a Alaska entre as gestoras “pop” (se é que dá pra usar esse termo ao se falar de uma asset).
Mas como todo fenômeno do mercado financeiro, agora os sócios precisam se haver com os questionamentos de cotistas que não estão muito acostumados à tanta volatilidade ou que sequer entendem bem os riscos da renda variável.
“A renda variável é linda porque ela varia. O problema é que ela pode variar pra baixo também”, provocou Miyamoto. Os fundos da Alaska têm altos e baixos, e quem vai investir tem que estar ciente e ter estômago - além de visão de longo prazo.
Estava lá no Power Point, para que não restasse dúvida: nos 13 meses e meio entre 1º de janeiro de 2012 e 13 de fevereiro de 2013, o Alaska Black rendeu 43,58% contra 2,91% do Ibovespa e 9,30% do CDI, para nos 35 meses seguintes cair 52,59% contra uma queda de 35,42% do Ibovespa e uma alta de 35,52% do CDI.
Mais recentemente, um salto de 67,99% nos cinco meses entre 13 de setembro de 2018 e 5 de fevereiro de 2019, para um tombo de 11,52% nos últimos dois meses. Ah, e entre janeiro de 2016 e abril de 2018, um período de 27 meses, simplesmente uma porrada de quase 490%, contra 129% do Ibovespa e só 27% do CDI.
O título do slide era “Períodos longos de altas e de baixas. O que importa é o total”. Mas todos esses números poderiam ser resumidos nesta única anedota: Miyamoto contou que, certa vez, foi abordado no Parque Ibirapuera por um homem que parecia ser um cotista - “você é o Ney Miyamoto da Alaska?” - ao que sua resposta foi “depende, quando você investiu?”
“Pra falar a verdade, eu tive vontade de dizer ‘não, japonês é tudo igual’,” brincou, arrancando risos da plateia. A reação do cotista foi amigável, mas nem todos o são. É por essas e outras que, no seu perfil do Twitter, Henrique Bredda mantém o seguinte tuíte fixo, recheado de gráficos e do seu típico sincericídio:
https://twitter.com/hbredda/status/1085611015235141633
“As pessoas têm que entender que investir é diferente de aplicar. Ao aplicar, você retira um valor esperado ao fim de um prazo determinado; investir é um hábito: não necessariamente você retira alguma coisa”, explicou Miyamoto.
“Trabalhei por muitos anos em banco e sei que dificilmente um banqueiro vai pro céu”, brincou, “mas tenho esperança de me redimir pela educação financeira”.
A reportagem completa sobre o evento, com as visões de alguns dos principais gestores do país sobre o mercado e onde eles estão investindo, você confere aqui.
Com dólar ao redor de R$ 5,06 e queda próxima de 8% no mês, combinação de fluxo estrangeiro, juros elevados e cenário externo sustenta valorização do real. Especialistas acreditam que há espaço para mais desvalorização
Escalada das tensões no Oriente Médio, com foco em Israel e Líbano, ainda mantém os preços do barril em níveis elevados, e coloca estatal entre as mais negociadas do dia na bolsa brasileira
O fundo imobiliário destacou que a movimentação faz parte da estratégia ativa de gestão, com foco na geração de valor para os cotistas
A construtora divulgou números acima das expectativas do mercado e ações disparam mais de 12%, mas Alea segue sendo o grande incômodo de investidores
Trump pausou a guerra contra o Irã, mas o setor de defesa está longe de esfriar; BTG Pactual projeta um novo superciclo global de investimentos e recomenda ETF para capturar ganhos. Entenda por que a tese de rearmamento segue forte.
Após críticas da Squadra sobre a operação da empresa no Sul e Sudeste, a empresa estaria buscando vender ativos em uma das regiões, segundo reportagem do Pipeline
Três operações de peso envolvendo os FIIs Bresco Logística (BRCO11), Capitânia Logística (CPLG11) e REC Recebíveis (RECR11) são destaques hoje; confira a seguir
O principal índice de ações da B3 encerrou o dia em alta de 2,01%, a 192.201,16 pontos. O dólar à vista terminou as negociações a R$ 5,1029, com queda de 1,01%, enquanto os futuros do petróleo tiveram as maiores quedas percentuais desde a pandemia
Em evento do Bradesco BBI, especialistas afirmaram esperar a retomada do apetite dos estrangeiros e a continuidade da queda dos juros para destravar mais valor da Bolsa
O fundo imobiliário GGRC11 poderá emitir um lote extra de até 50%, o que pode elevar o volume total da oferta
Santander espera que a Hypera tenha um 1º trimestre mais fraco em 2026, mas ainda assim recomenda a compra da ação; o que está em jogo?
Aos poucos, a empresa está amadurecendo seus procedimentos internos e pode se tornar uma candidata a novos patamares nos EUA, como entrar em certos índices de ações
O FII do mês da série do Seu Dinheiro é avaliado como um dos maiores e mais diversificados fundos imobiliários do mercado brasileiro
Foram mantidas C&A (CEAB3), Brava Energia (BRAV3), Suzano (SUZB3), Plano&Plano (PLPL3), Smart Fit (SMFT3) e Intelbras (INTB3)
Segundo o banco, o portfólio busca superar o Índice de Dividendos (IDIV) da B3 no longo prazo
Até o dia 24 de março, a bolsa brasileira já acumulava R$ 7,05 bilhões, e a expectativa é de que o ingresso de capital internacional continue
Com a semana mais enxuta pelo feriado de Sexta-Feira Santa, apenas oito ações encerraram em queda
A Fictor Alimentos recebeu correspondência da B3 por negociar suas ações abaixo de R$ 1, condição conhecida como penny stock. A empresa busca solucionar o caso com um grupamento
Os papéis da companhia encerraram a semana a R$ 10,35 após o anúncio da Advent International sobre a compra de papéis da Natura; veja o que mais mexeu com as ações e o que esperar
A Embraer acumula queda na bolsa brasileira em 2026 e analistas dizem se a performance é sinal de risco ou oportunidade de compra