O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Gestora que tem 12 anos de história avalia que Selic baixa veio para ficar e que dólar acima de R$ 4 não é impeditivo para valorização do Ibovespa
O sócio e gestor da Paineiras Investimentos Gerald Medley resume de forma clara qual a filosofia da gestora que está há 12 anos no mercado: Não compramos e vendemos o tempo todo. Temos posicionamento de longo prazo, com objetivo de ganhar dinheiro. Tendo visão que acreditamos e estando embasados, montamos posição.
Quem completa a avaliação é o também sócio e gestor David Cohen, explicando que as principais posição da casa, que administra cerca de R$ 1,6 bilhão no fundo Paineiras Hedge FIC FIM, estão bolsa de valores e títulos longos da dívida pública, como as Notas do Tesouro Nacional (NTN-B) 2050.
Antes de seguir adiante com a avaliação da Paineiras sobre os cenários local e externo, vale destacar a longevidade do fundo, que é o mesmo desde 2007, quando ex-sócios da Icatu se juntaram para fazer a gestão do patrimônio próprio e de amigos.
Cohen lembra que o fundo e a equipe, que é praticamente a mesma, já enfrentaram a crise de 2008 com capital aberto para terceiros, toda a crise política e econômica brasileira e os mercados “touros e ursos” vistos desde então aqui e no mercado externo.
“Nosso capital está no fundo. Estamos juntos no jogo”, resume Medley.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADECONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Medley explica que o processo de alocação começa com uma avaliação do cenário externo, pois é ele que dita a vontade de risco como um todo.
Leia Também
O que os gestores da casa estão vendo é um “cavalo de pau” na política monetária dos principais Bancos Centrais do mundo em comparação com o que tivemos até o fim de 2018.
Essa reversão no aperto das condições monetárias, que está sendo feita pelo Federal Reserve (Fed), banco central americano, Banco Central Europeu e por BCs emergentes, ajuda muito o Brasil.
E esse movimento está sendo feito dentro um cenário que não é de crise, no qual não se enxerga uma recessão global. A desaceleração em marcha se configura como um processo suave.
“O cenário está mais favorável para emergentes que o visto nos últimos anos, quando tínhamos aperto monetário nos EUA e a economia americana crescendo mais que o mundo, sugando capital”, resume Cohen.
O que temos observado no cenário doméstico é uma mudança estrutural muito forte da taxa de juros e ainda não conseguimos enxergar todos os impactos que isso terá no Brasil.
“Os juros foram reduzidos de forma estrutural pela primeira vez. Juro baixo veio para ficar”, resume Cohen.
Com a Selic caminhando para fechar o ano em 4,5% e podendo cair mais em 2020, a visão da casa é de que um estoque muito grande de recursos vai sair do CDI e produtos relacionados para outros ativos. “É uma mudança grande e não muito refletida nos preços.”
Segundo Cohen, a cultura do investidor brasileiro de olhar o rendimento de sua carteira em % do CDI vai ter de mudar. Os investidores terão de ficar cada vez mais atentos aos retornos absolutos.
Outro vetor relevante na tese de investimento é a retomada da atividade e os primeiros movimentos de revisão para cima nas projeções de crescimento.
“Juro para baixo com revisão de crescimento para cima, puxa a receita e o lucro das empresas para cima também. E isso dentro de um valuation de bolsa ainda confortável. Tem um espaço legal para andar”, explica Cohen.
Quem explica a tese do investimento nas NTN-Bs longas é o também sócio e gestor Guilherme Foureaux. Essa é uma avaliação mais de sustentabilidade fiscal do que de política monetária de curto prazo.
Segundo Foureaux, com o crescimento aparecendo e o nosso juro nominal muito baixo, há perspectiva de queda relevante do déficit fiscal nominal, que considera receitas e despesas do governo incluindo gastos com juros (discutimos essa relação nessa matéria aqui).
A avaliação é que com um crescimento na casa de 2% em 2020 e com possibilidade de acelerar para 3% em 2021, o país teria condição de reconquistar o grau de investimento perdido em 2015. Evento que contribuiria para manutenção de juros baixos por mais tempo.
“Estamos posicionados nos ativos que melhor se beneficiam do crescimento”, resume Foureaux.
Complementando a tese, Medley afirma que há espaço para termos crescimento econômico sem inflação. Com juro baixo por mais tempo, também não precisamos de grande superávit primário, na casa de 3% do PIB, para fazer com que a dívida pública caia.
A Paineiras não carrega posição relevante no câmbio e Cohen chama atenção para dois vetores que ajudam a explicar um real desvalorizado.
Primeiro, a queda de juros tirou a atratividade das operações de arbitragem de taxa de juros (carry trade). Não tem mais o “hot money” ou “smart money” que vinha ganhar uma Selic de 14,25%. O cenário de juro baixo também tem estimulado as empresas a trocar dívida externa por local.
Segundo Cohen, temos a chance de ver o Brasil dar certo em um cenário de juro baixo e, com certeza, a moeda não é o melhor ativo para se posicionar.
“A bolsa pode performar muito bem com dólar a R$ 4 ou R$ 4,20. Ela segue seu caminho natural”, diz Cohen.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADECONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Por ora, o Brasil parece fora do radar de parte dos investidores estrangeiros, pois perdeu o juro alto e ainda não retomou de forma consistente o crescimento. Mas há outro grupo de estrangeiros que parece observar o país com bons olhos, acompanhando os leilões de infraestrutura, de petróleo e participando das aberturas de capitais e demais operações de emissões de ações.
“Tem demanda de estrangeiro, mas parece ser de um cara mais estável que o fast money. Algo muito mais interessante para o médio e longo prazos”, explica Cohen.
Os riscos ao cenário da Paineiras estão na guerra comercial, que os gestores da casa avaliam como algo que vamos ter de aprender a conviver, já que a disputa entre EUA e China é pela hegemonia mundial e não apenas por questões comerciais.
Assim, teremos ciclos de estresse na relação entre os dois países e períodos de alívio. Por ora, parece que estamos em um desses momentos de menor tensão com o avanço das negociações nas últimas semanas.
Ainda nos EUA, as eleições também são um vetor de risco a ser monitorado. A disputa promete ser bastante polarizada, e os gestores avaliam que uma candidatura democrata antimercado pode trazer volatilidade maior. Mas ainda parece cedo para isso ter alguma influência sobre os preços.
Por aqui, a coisa desanda se o crescimento for menor que o antecipado e se questões políticas acabarem impedindo o avanço da agenda de reformas.
Pesquisa com 178 mil anúncios de imóveis residenciais mostra que morar de aluguel em São Paulo está mais caro do que um ano atrás
Em participação no podcast Touros e Ursos, Alfredo Menezes, CEO e CIO da Armor Capital, afirma que spreads no crédito provado estão “apertados demais”, não compensam o risco de calote. Ele defende foco em juros reais, com críticas até ao Tesouro IPCA+ e aos prefixados
Mesmo com atualizações automáticas, usuários do Chrome podem permanecer vulneráveis se não atualizarem o navegador
Com ajustes elétricos, bateria interna e USB‑C integrado, a cadeira da Toyota leva tecnologia automotiva ao home office
A chefe é “Mona”, IA do Google que fundou e gerencia a cafeteria — e que é responsável por avaliar funcionários humanos
Coca-Cola quer estar mais presente no consumo diário e espontâneo dos consumidores brasileiros
Lotofácil manteve a fama de loteria “menos difícil” da Caixa na rodada de quarta-feira (29), mas foi superada pela Super Sete, que pagou o prêmio principal pela primeira vez em 2026
O Dia do Trabalhador, celebrado nesta sexta-feira (04), influenciará o funcionamento dos principais serviços do Brasil
O guia detalha os dias em que os programas sociais são pagos pelo governo à população, feitos periodicamente e sujeitos à mudanças
Empresas de apostas online tiveram faturamento de R$ 2,2 bilhões em janeiro deste ano; pesquisa da FecomercioSP mostra o que está no radar desse mercado
Colegiado evitou antecipar os próximos passos e disse que Selic alta por período prolongado surtiu efeito para a contração da atividade econômica
Álbum da Copa de 2026 será a edição mais cara; economista dá dicas de como prepara o bolso para a coleção
O banco conta com uma carteira de R$ 406 bilhões no agronegócio e espera ver uma estabilidade em 2026
Adidas ganhou a corrida nas pistas e obteve um impulso nas ações no rescaldo da Maratona de Londres
Com aumento do valor de referência do Gás do Povo, governo brasileiro tenta mitigar efeitos da guerra dos EUA e de Israel contra o Irã
Sequência de filme que marcou a cultura pop nas última décadas, ‘O Diabo Veste Prada 2’ chega aos cinemas brasileiros nesta semana; confira quem é a Miranda Priestly na ‘vida real’
Há espaço para aceleração dos cortes da Selic no segundo semestre, mas por ora Copom deve continuar com a mesma cautela, diz Rafaela Vitória
Lotofácil foi a única loteria a ter ganhadores na rodada de terça-feira, 28 de abril. Além da Mega-Sena, a Quina, a Dia de Sorte e a Timemania também acumularam.
Em relatório anual, fundo afirma que bancou garantias, fez empréstimos e ainda viu indicador de liquidez cair abaixo do nível recomendado
O alistamento eleitoral e o voto são obrigatórios para brasileiros com mais de 18 anos, o; prazo vai até dia 6 de maio