De ‘filho do dono’ a ativo milionário: Primeiro brasileiro na Fórmula 1 desde Massa movimenta milhões de dólares; veja valores e os salários de seus adversários na temporada
Saiba quanto ganham os principais pilotos da F1 em meio a salários, bônus e patrocínios

Por anos, o silêncio do Brasil no grid da Fórmula 1 foi sentido a cada largada. Desde a despedida de Felipe Massa, em 2017, a torcida se acostumou a assistir às corridas sem ver a bandeira verde e amarela entre os titulares.
Mas esse vazio começou a ser preenchido em 2025, e, agora, em 2026, o país volta a ter um nome para chamar de seu na principal categoria do automobilismo mundial.
Após a temporada de estreia, Gabriel Bortoleto, de apenas 21 anos, inicia seu segundo ano na F1 carregando não só expectativas esportivas, mas também o peso simbólico de representar uma nova geração.
Em um esporte em que talento e valor de mercado caminham juntos, sua presença marca não apenas o retorno do Brasil às pistas, mas também a entrada em um jogo que movimenta dezenas de milhões de dólares dentro e fora dos circuitos.
Gabriel Bortoleto: consolidação e valorização
Se dentro das pistas Gabriel ainda busca afirmação, fora dela o movimento já se intensificou. Isso porque, em termos financeiros, essa fase de promessa importa – e muito.
Enquanto no primeiro ano o foco geralmente está na adaptação ao grid, o segundo costuma abrir espaço para:
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- Renegociação de contratos e salários;
- Novos patrocinadores;
- Expansão de exposição internacional.
Bortoleto inicia 2026 como representante da Audi, correndo ao lado do experiente Nico Hulkenberg, após a transição da Sauber para a montadora alemã, numa mudança que amplia visibilidade e potencial comercial.
Até o começo de janeiro, por exemplo, sua carteira de patrocinadores incluía nomes como KitKat, Banco de Brasília (BRB), Porto Seguro, Motorola, Snapdragon e AK Management.
No entanto, um dia antes do lançamento do carro de 2026 da Audi, o brasileiro anunciou mais um parceiro de peso em sua carreira: o Mercado Livre.
O acordo inclui a exposição da marca no capacete do piloto ao longo do campeonato, e, segundo o MELI, o contrato está alinhado à estratégia de associar a marca a talentos justamente em ascensão.
Em outubro de 2025, a Porto Seguro também já havia anunciado a renovação do patrocínio com Gabriel por mais três anos, numa participação que começou em 2023.
Da promessa ao ativo comercial – e o salário milionário
Nascido em 2004 em Osasco, na Grande São Paulo, Gabriel começou sua trajetória no kart, aos sete anos, e teve uma ascensão que chama a atenção na profissão: em 2018, conquistou o 3º lugar nos campeonatos europeu e mundial na categoria OKJ, demonstrando seu domínio na modalidade.
Em 2019, fez a transição para os carros de Fórmula, disputando a F4 italiana. Aos 20 anos, fez história ao conquistar os títulos da FIA Fórmula 3, em 2023, e da FIA Fórmula 2, em 2024.
Além de conquistar o título da Fórmula 3, o brasileiro também recebeu uma ótima notícia em 2023: foi contratado pela McLaren para fazer parte da sua Academia de Pilotos — um programa que visa preparar talentos para a F1.
Em meio à trajetória meteórica, estimativas indicam que Bortoleto receberá cerca de US$ 2 milhões (aproximadamente R$ 10,5 milhões, na cotação atual) pela temporada de 2026, valor que tende a crescer conforme desempenho e exposição.
O filho do dono
Mas Bortoleto não é o único que já carregou o nome da família nas pistas. Seu irmão mais velho, Enzo Bortoleto, também já compartilhou da mesma paixão.
Enzo chegou a competir na Fórmula 3 inglesa e na Porsche Cup, mas decidiu abandonar a carreira ao notar o potencial do caçula — permitindo, assim, que os esforços e recursos se concentrassem todos no desenvolvimento de Gabriel.
Além disso, o piloto pode ser considerado quase um ‘filho do dono’, já que seu pai, Lincoln Oliveira, é dono da Stock Car.
O desafio de competir em um grid bilionário
A consolidação de Bortoleto na F1 acontece em um ambiente dominado por pilotos que transformaram performance esportiva em plataformas comerciais.
Nomes como Lewis Hamilton, Max Verstappen, Charles Leclerc, Lando Norris e Fernando Alonso não apenas acumulam títulos, mas também contratos que elevam seus ganhos anuais para milhões de dólares.
Hamilton, da Ferrari, e Verstappen, da Red Bull Racing, por exemplo, lideram essa corrida financeira, com rendimentos estimados acima de US$ 60 milhões por temporada, segundo informações compiladas pelo RacingNews365.
Faz sentido que os dois sejam os pilotos mais bem pagos da Fórmula 1: juntos, têm 11 títulos, e suas remunerações refletem a estratégia das equipes de retê-los.
Já Leclerc, também da Ferrari, e Norris, da McLaren, ocupam uma posição um pouco, mas nem tanto, abaixo, com salários projetados em US$ 34 milhões e US$ 30 milhões por ano, respectivamente.
Por sua vez, Alonso, de 44 anos, da Aston Martin, mostra como longevidade e reputação seguem sendo ativos relevantes mesmo após décadas na categoria, com ganhos próximos de US$ 20 milhões anuais.
Veja as estimativas de salários:
| Piloto | Equipe | Salário anual | Duração do contrato |
|---|---|---|---|
| Max Verstappen | Red Bull | US$ 70 milhões | 2028 |
| Lewis Hamilton | Ferrari | US$ 60 milhões | 2026 |
| Charles Leclerc | Ferrari | US$ 34 milhões | 2028 |
| George Russell | Mercedes | US$ 34 milhões | 2026 |
| Lando Norris | McLaren | US$ 30 milhões | 2027 |
| Fernando Alonso | Aston Martin | US$ 20 milhões | 2026 |
| Carlos Sainz | Williams | US$ 13 milhões | 2027 |
| Oscar Piastri | McLaren | US$ 13 milhões | 2028 |
| Pierre Gasly | Alpine | US$ 12 milhões | 2028 |
| Alex Albon | Williams | US$ 12 milhões | 2027 |
| Lance Stroll | Aston Martin | US$ 12 milhões | Aberto |
| Sérgio Pérez | Cadillac | US$ 8 milhões | 2027 |
| Nico Hülkenberg | Audi | US$ 7 milhões | 2027 |
| Esteban Ocon | Haas | US$ 7 milhões | 2027 |
| Isaque Hadjar | Red Bull | US$ 5 milhões | 2027 |
| Valtteri Bottas | Cadillac | US$ 5 milhões | 2027 |
| Gabriel Bortoleto | Audi | US$ 2 milhões | 2027 |
| Kimi Antonelli | Mercedes | US$ 2 milhões | 2027 |
| Oliver Bearman | Haas | US$ 1 milhão | 2027 |
| Liam Lawson | Racing Bulls | US$ 1 milhão | 2026 |
| Franco Colapinto | Alpine | US$ 0,5–1 milhão | 2026 |
| Arvid Lindblad | Racing Bulls | US$ 0,5–1 milhão | 2026 |
Fonte: RacingNews365
Como funcionam os patrocínios na F1
Na Fórmula 1, os patrocínios combinam exposição de marca, aporte financeiro e colaboração técnica:
- Empresas que ocupam espaços principais nos carros e nas roupas costumam pagam dezenas de milhões de dólares por temporada;
- Já parceiros técnicos geralmente fornecem produtos e serviços aplicados diretamente ao desenvolvimento e à performance.
Na Ferrari, entre as companhias que patrocinam Lewis Hamilton, por exemplo, estão Sony, Tommy Hilfiger e PUMA, enquanto Charles Leclerc mantém contratos com marcas como Eight Sleep, APM Monaco e Richard Mille.
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