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2019-11-22T17:58:04-03:00
Victor Aguiar
Victor Aguiar
Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pelo Instituto Educacional BM&FBovespa. Trabalhou nas principais redações de economia do país, como Bloomberg, Agência Estado/Broadcast e Valor Econômico. Em 2020, foi eleito pela Jornalistas & Cia como um dos 10 profissionais de imprensa mais admirados no segmento de economia, negócios e finanças.
Reajuste

Gerdau vai aumentar o preço do aço longo entre 8% e 12% em janeiro

Em relatório aos clientes, os bancos BTG Pactual e Credit Suisse confirmaram que a Gerdau vai elevar preços a partir de janeiro — notícia que foi bem recebida pelo mercado

22 de novembro de 2019
17:58
Siderúrgica Gerdau CSN Usiminas
Imagem: Karan Bhatia / Unsplash

A Gerdau, uma das principais empresas do setor de siderurgia no Brasil, irá promover aumentos de 8% a 12% no aço longo — barras, fios e vergalhões, entre outros produtos — a partir de janeiro. A elevação foi confirmada por dois grandes bancos, o BTG Pactual e o Credit Suisse.

Ambas as instituições receberam bem a notícia e reafirmaram suas percepções positivas em relação à empresa. O mercado também reagiu bem: por volta de 17h30, as ações PN da Gerdau (GGBR4) subiam 1,64%, a R$ 16,72 — no mesmo horário, o Ibovespa operava em alta de 0,81%, aos 108.366,56 pontos.

Em relatório, os analistas Leonardo Correa e Caio Greiner, do BTG Pactual lembram que, nos últimos meses, a Gerdau já promoveu ajustes nos preços dos aços longos, e que a implantação desses aumentos foi "desafiadora". No entanto, eles afirmam que as condições macroeconômicas para essa elevação no início de 2020 parecem ideais.

"Esperamos que a indústria de construção no Brasil continue dando suporte [às siderúrgicas], e acreditamos que o mercado possa estar com projeções excessivamente conservadoras para a Gerdau em 2020", escrevem os analistas — o BTG possui recomendação de compra para as ações da empresa, com preço-alvo de R$ 19,00 em 12 meses.

Correa e Greiner analisam que, apesar de a recuperação da indústria siderúrgica no Brasil ainda estar dando os primeiros passos, a tendência é de aceleração nesse processo, uma vez que o ciclo de retomada do mercado de construção civil deve se prolongar por alguns anos.

"Assim, acreditamos que deve haver um grande catalisador para a Gerdau, que foi afetada pela baixa atividade por anos. Esperamos que a demanda por aços longos supere em muito a por aços curtos em 2020".

Considerando todo esse cenário, os analistas o BTG Pactual acreditam que a Gerdau tem chances de atingir um Ebitda — isto é, o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização — de cerca de R$ 7 bilhões já no ano que vem.

A Gerdau fechou o terceiro trimestre de 2019 com um lucro líquido consolidado de R$ 289 milhões, queda de 63,5% na base anual. A receita líquida caiu 22,6% na mesma base de comparação, para R$ 9,93 bilhões, enquanto o Ebitda ajustado teve baixa de 27,6%, para R$ 1,46 bilhão.

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