🔴 CRIPTO VOLTOU? VEJA COMO BUSCAR MULTIPLICAÇÕES DE ATÉ 214 VEZES – CLIQUE AQUI

Conteúdos exclusivos da Empiricus

Parceria Seu Dinheiro e Empiricus:

Salve suas matérias favoritas do Seu Dinheiro criando uma conta gratuita na Empiricus.

E tem mais: ao criar sua conta gratuita, você ganha acesso a um universo de conteúdos que vai muito além das notícias.

Relatórios, cursos, podcasts, newsletters e estratégias de investimento para transformar informação em melhores decisões.

Ex-assessor de Flávio Bolsonaro

Queiroz fez saques de R$ 661 mil em 18 meses

Novos registros mostram que Queiroz "movimentou enormes volumes de créditos e saques em espécie". Só em retiradas de dinheiro foram R$ 146,4 mil entre janeiro e abril e de outubro a dezembro de 2016

Flavio Bolsonaro e Fabrício Queiroz
Flavio Bolsonaro e Fabrício Queiroz - Imagem: Divulgação

Relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) enviados ao Ministério Público do Rio apontam que Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), sacou R$ 661 mil em dinheiro durante um período de 18 meses, entre janeiro de 2016 e junho de 2018.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

As movimentações consideradas atípicas - detectadas originalmente pelo sistema de compliance do Banco Itaú, onde Queiroz é correntista - foram anexadas pelos promotores ao pedido de quebra de sigilo bancário e fiscal de Flávio, do ex-assessor e de outras 93 pessoas e empresas no âmbito do inquérito que investiga o hoje senador por peculato (desvio de dinheiro público por servidor) e lavagem de dinheiro.

Até agora, os dois principais documentos conhecidos da investigação envolvendo o filho mais velho do presidente Jair Bolsonaro eram relatório que apontava movimentações (saques e depósitos) atípicas de R$ 1,2 milhão na conta de Queiroz ao longo de 2016, revelado pelo jornal O Estado de S. Paulo em dezembro de 2018, e outro que reportava 48 depósitos fracionados de R$ 2 mil na conta de Flávio entre junho e julho de 2017.

Os novos registros mostram, segundo o MP, que Queiroz "movimentou enormes volumes de créditos e saques em espécie". Só em retiradas de dinheiro foram R$ 146,4 mil entre janeiro e abril e de outubro a dezembro de 2016; R$ 324,8 mil entre janeiro e março de 2017; e R$ 190 mil entre novembro de 2017 e junho do ano passado. Nos mesmos períodos, de acordo com o documento, a conta de Queiroz recebeu R$ 628,2 mil em créditos ou depósitos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Para os promotores, "as centenas de depósitos e saques em espécie realizados de forma fracionada na mesma conta corrente" de Queiroz "evidencia" a suspeita de que o ex-assessor de Flávio recebia mensalmente parte do salário dos demais assessores, e "distribuía parte do dinheiro a outros integrantes da organização criminosa", através da prática conhecida no meio político como "rachadinha".

Leia Também

ELEIÇÕES 2026

A três dias das eleições, Lula e Flávio Bolsonaro estão empatados no 1º e no 2º turno, segundo Datafolha

RAIO-X DO ELEITOR

Eleições 2026: Impostos ou empregos? Veja o que mais pesa para o eleitor na escolha do candidato

Os promotores lembram que o próprio Queiroz admitiu em manifestação enviada por escrito - ele faltou aos depoimentos presenciais - que arrecadava dinheiro dos demais colegas de gabinete, mas não conseguiu provar até agora a versão de que usava esses recursos para contratar assessores externos por fora, prática proibida pela Alerj. "Não há evidências de que quaisquer pessoas tenham sido remuneradas pelos valores desviados para a conta de Fabrício Queiroz", afirmam os investigadores.

O primeiro relatório do Coaf revelado pelo jornal apontou que Queiroz recebeu depósitos de outros nove assessores de Flávio e ainda emitiu um cheque de R$ 24 mil para a primeira-dama, Michele Bolsonaro. Segundo relato do presidente, o cheque serviu para quitar um empréstimo feito por ele a Queiroz. Único assessor a prestar depoimento ao MP, o policial militar Agostinho Moraes da Silva admitiu que repassava R$ 4 mil do salário (de R$ 6 mil) a Queiroz, mas que seria para investir na compra e venda de carro intermediada pelo colega.

Segundo os promotores, somente a quebra de sigilo de Flávio e seus assessores permitirá "desvendar os mecanismos utilizados para branquear os valores de origem ilícita", "quantificar o volume de recursos desviados dos cofres públicos pelo esquema das rachadinhas" e "identificar todos os coautores e partícipes".

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Mãe

Outro relatório do Coaf anexado pelo MP revela que o policial militar Jorge Luis de Souza, também ex-assessor de Flávio na Alerj, fez um depósito de R$ 90 mil em espécie na conta bancária de sua mãe, Nicelma Ferreira de Souza, em 23 de março de 2018, em Rio das Ostras, na Região dos Lagos. Souza era um dos policiais requisitados da corporação para assessorar Flávio na Alerj.

Em nota, Flávio Bolsonaro disse que lamenta que "algumas autoridades do Rio de Janeiro continuem a vazar ilegalmente à imprensa informações sigilosas querendo conduzir o tema publicamente pela imprensa e não dentro dos autos" e reiterou que seus mandatos "sempre foram pautados pela legalidade" e "tudo será provado em momento oportuno dentro do processo legal".

Procurado nesta quinta-feira, 16, o advogado de Queiroz, Paulo Klein, não respondeu o contato. O ex-assessor sempre negou as acusações de desvio de recursos da Alerj. O Estado não localizou os demais citados, nem seus advogados. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
eleições 2026 brasil economia investimentos bolsa ibovespa 26 de setembro de 2026 - 12:00
Viatura da Polícia Civil, instituição responsável por investigações e cumprimento de medidas policiais. 22 de setembro de 2026 - 19:31
Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro eleições 21 de setembro de 2026 - 18:39
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (esquerda) e Flávio Bolsonaro (direita) aparecem em uma montagem com um fundo de urna eletrônica 17 de setembro de 2026 - 19:49
Imagem de A Justiça, a escultura localizada em frente ao prédio do Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília 16 de setembro de 2026 - 19:45
O ministro Alexandre de Moraes durante sessão do STF 15 de setembro de 2026 - 19:57

UM DIA (QUASE) HISTÓRICO

Alexandre Moraes e Banco Master: um resumo sobre como acabou o julgamento do STF

15 de setembro de 2026 - 19:57
Mapa do Brasil de cabeça para baixo em ilustração sobre cartografia e orientação geográfica. A imagem mostra o território brasileiro invertido para demonstrar que não existe uma posição cientificamente correta para representar países em mapas, tema relacionado aos mapas-múndi do IBGE com Brasil no centro e hemisfério Sul no topo. 12 de setembro de 2026 - 14:00
Montagem traz uma imagem de gráfico de ações ao fundo e uma urna eletrônica no centro eleições 2026 12 de setembro de 2026 - 9:00
O ministro Alexandre de Moraes durante sessão do STF 11 de setembro de 2026 - 9:04
O presidente do STF, Edson Fachin, veste toga preta e está sentando em uma mesa, segurando papéis 9 de setembro de 2026 - 18:36
Imagem do prédio sede da Polícia Federal 8 de setembro de 2026 - 19:50
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar