Menu
2019-07-31T12:06:11-03:00
Eduardo Campos
Eduardo Campos
Jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo e Master In Business Economics (Ceabe) pela FGV. Cobre mercado financeiro desde 2003, com passagens pelo InvestNews/Gazeta Mercantil e Valor Econômico cobrindo mercados de juros, câmbio e bolsa de valores. Há 6 anos em Brasília, cobre Banco Central e Ministério da Fazenda.
Sinais?

Incerteza econômica é a menor desde fevereiro de 2018

Indicador da FGV tem melhora em julho, captando aprovação da reforma da Previdência

31 de julho de 2019
12:06
O ministro da Economia, Paulo Guedes
Imagem: Valter Campanato/Agência Brasil

A aprovação da reforma da Previdência era um evento visto como necessário para a redução da incerteza econômica no país e consequente melhora do ambiente econômico. Embora ainda tenha etapas na Câmara e Senado, a votação em primeiro turno da reforma parece ter tido algum efeito sobre a incerteza, fenômeno de difícil aferição, mas que tem impacto sobre o lado real da economia.

A Fundação Getulio Vargas (FGV) apresentou seu Indicador de Incerteza da Economia (IIE-Br) referente ao mês de julho e foi verificada uma queda de 10,7 pontos, de 119,1 pontos para 108,4 pontos. Tal leitura é a menor desde fevereiro de 2018 (104,3 pontos).

“Embora não se disponha de evidência empírica irrefutável, a redução da incerteza econômica em julho parece estar relacionada com a aprovação do texto da Reforma da Previdência em primeiro turno na Câmara e a subsequente divulgação de novos itens da agenda econômica. No front externo, o aumento da probabilidade de uma redução de juros nos EUA também contribuiu para um ambiente menos incerto”, afirmou, em nota, o superintendente de Estatísticas Públicas da FGV IBRE, Aloisio Campelo Jr.

Ainda na avaliação do superintendente, apesar do retorno do IIE-Br à região de incerteza moderadamente elevada, o indicador não vem apresentando um comportamento muito estável nos últimos anos.

Entendendo o indicador

O IIE-Br tem dois componentes e ambos contribuíram para a queda. O componente Mídia, que capta a frequência de notícias com menção à incerteza, caiu 9,2 pontos na variação mensal, respondendo por 8,1 pontos da queda vista no mês.

Já o componente Expectativa, que tem por base a variação nas projeções de analistas do boletim Focus, caiu 12,1 pontos no período, respondendo por 2,6 pontos de queda no indicador.

Mas e a confiança?

A queda da incerteza, no entanto, não foi acompanhada de melhora nos índices de confiança do consumidor e indústria. A confiança, assim como a incerteza, é difícil de ser quantificada, mas é um fenômeno poderoso em termos econômicos, sendo  visto com uma forma barata de estimular economia.

Só para ilustrar como é difícil medir a confiança e como essa relação com o lado real não é sempre linear. Vimos uma alta nos indicadores após as eleições. Mas, como sabemos, isso não se traduziu em melhora da atividade. Tivemos, sim, uma frustração total que ainda tem reflexos sobre a economia. A projeção de PIB, por exemplo, caiu de 2,5% para 0,8%.

De volta a 2019, em julho, o Índice de Confiança do Consumidor (ICC), também calculado pelo IBRE FGV, caiu 0,4 ponto, para 88,1 pontos, patamar considerado baixo em termos históricos. As pessoas estão menos otimistas com a situação atual e futura.

Já o Índice de Confiança da Indústria (ICI) caiu 0,9 ponto em julho, para 94,8 pontos, o menor nível desde outubro de 2018. Na avaliação da FGV, depois de melhoras no segundo trimestre, o setor abre o terceiro trimestre com sinais dúbios, já que foi captada melhora no índice de expectativa para seis meses e viés de baixa para os próximos três.

Comentários
Leia também
A REVOLUÇÃO 3.0 DOS INVESTIMENTOS

Que pi… é essa?

Eu decidi sair do banco, mas não queria entrar em uma enrascada. Bem, acredito que eu tenha encontrado um portal para fugir dessa Caverna do Dragão das finanças. E cá estou para explicar essa descoberta.

atenção, acionista

Carrefour paga R$ 175 milhões em juros sobre capital próprio e altera valor de dividendos

Cifra equivale a R$ 0,088148225 por ação em circulação; também anunciou uma modificação do valor por ação dos dividendos aprovados em abril, de R$ 0,382372952 para R$ 0,382361396

maior apetite por risco

Empresas do Brasil captam US$ 4,6 bilhões; montante deve aumentar com ofertas de Stone e Light

Emissores brasileiros haviam paralisado planos de captar no exterior nos últimos meses, em meio à turbulência interna com a pandemia e o aumento do juro norte-americano

em meio ao aumento de consumo de frango

SuperFrango, de Goiás, retomará IPO de R$ 1 bilhão

Após resolver adiar a operação, a empresa fará uma apresentação mais cuidadosa de seu negócio aos analistas; oferta é estimada entre R$ 1 bilhão e R$ 1,5 bilhão

levantamento

Estatais descumprem critérios do marco do saneamento

GO Associados calculou que as companhias públicas do Rio Grande do Norte, Santa Catarina, Alagoas, Maranhão, Amazonas, Pará, Piauí, Roraima, Rondônia e Amapá não atendem a todos os critérios da “etapa 1” do decreto – que prevê o cumprimento de índices mínimos dos indicadores econômicos-financeiros

questionamentos em brasília

Novo marco de saneamento é alvo de ofensiva no Supremo e no Congresso

No Supremo, mais de 20 empresas estatais que prestam hoje serviços no setor querem a volta da possibilidade de fechar os chamados “contratos de programa”, diretamente com as Prefeituras e sem licitação

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies