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Indicada para o FED, Judy Shelton é a favor de corte de juros em 50 pontos-base já neste mês

As informações são do jornal Washington Post. Em declarações feitas por e-mail, ela ressaltou que defenderia um corte já na reunião feita em junho em que o banco optou por manter o juro entre 2,25% e 2,5% ao ano

Dólar
Imagem: Shutterstock

Com a aproximação de um dos encontros de política monetária mais relevantes do último ano, a indicada para uma vaga no conselho do Fed, ou banco central norte-americano, Judy Shelton, foi taxativa ao dizer que apoiaria um corte de 50 pontos-base na taxa básica de juros do país, na reunião que ocorre no próximo dia 31. As informações são do jornal Washington Post e foram publicadas hoje (22).

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Em declarações feitas por e-mail, Shelton disse que há argumentos favoráveis a um corte maior do que está prevendo a maioria do mercado, que antecipa uma redução de 25 pontos-base. Um dos maiores motivos seria a fraqueza econômica no exterior. Ela ainda destacou que mesmo que o corte seja de 50 pontos-base, a taxa ficaria bem acima de zero.

"Eu acredito que as condições globais e o caminho que está sendo traçado por outros bancos centrais são fatores que o Federal Reserve deve levar em consideração para ver quanto deve baixar no dia 31", destacou a indicada.

Ela ressaltou ainda que defenderia um corte já na reunião feita em junho em que o banco optou por manter o juro entre 2,25% e 2,5% ao ano e acenou para uma redução caso visse o crescimento ameaçado.

Os juros nos EUA

Na divulgação do Livro Bege feita na semana passada, o Fed pontuou que "a perspectiva geral é positiva para os próximos meses, com manutenção de expectativas de crescimento modesto, apesar das preocupações generalizadas sobre o possível impacto negativo da incerteza relacionada ao comércio".

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Mas apesar do tom mais positivo com a performance da economia dos EUA, o presidente do Fed, Jerome Powell, tem sinalizado em discursos recentes que a autoridade monetária está pronta para cortar a taxa de juros diante da crescente tensão comercial, da desaceleração econômica global e da inflação branda.

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Assim como pontuou a nossa colunista Angela Bittencourt na semana passada, o Fed poderá iniciar o ciclo de redução da taxa básica de juro, após quase um ano e meio de alta iniciada em março de 2017 no encontro da próxima semana. Isso porque, de lá para cá, o juro americano aumentou 10 vezes, do intervalo de zero a 0,25% para 2,25% a 2,50%.

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