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2019-09-28T16:55:24-03:00
Victor Aguiar
Victor Aguiar
Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pelo Instituto Educacional BM&FBovespa e UBS Escola de Negócios. Trabalhou nas principais redações de economia do país, como Bloomberg, Agência CMA, Agência Estado/Broadcast e Valor Econômico.
Vai atrasar?

O lançamento da Libra, o bitcoin do Facebook, pode ficar para depois de 2020

O presidente do Facebook, Mark Zuckerberg, foi evasivo ao ser questionado sobre o lançamento da criptomoeda Libra, dizendo apenas não querer que o processo leve muito tempo

28 de setembro de 2019
15:24 - atualizado às 16:55
Montagem do logo da Libra (Criptomoeda do Facebook Libra) em uma criptomoeda
Imagem: Montagem Andrei Morais / Shutterstock

Desde seu anúncio, em junho deste ano, a Libra tem movimentado as cotações do bitcoin e do mercado global de criptomoedas. Afinal, ter um nome como Facebook por trás da criação de uma moeda digital traz amplo respaldo e visibilidade para o segmento das moedas digitais.

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Originalmente, a empresa comandada por Mark Zuckerberg estabeleceu o ano de 2020 como meta para que a Libra — uma espécie de bitcoin do Facebook — entrasse em funcionamento. No entanto, recentes declarações do executivo trouxeram dúvidas quanto ao cumprimento desse cronograma.

Em entrevista ao jornal japonês Nikkei Asian Review, Zuckerberg assumiu uma postura evasiva ao ser questionado sobre a estreia da Libra em 2020. "Obviamente, queremos avançar em algum momento em breve e não levar muito tempo para o lançamento", disse ele. "Agora estou realmente focado em garantir que façamos isso tudo com qualidade".

Zuckerberg tem defendido que a Libra ajudaria as pessoas em países emergentes a fazer parte do sistema financeiro. No entanto, os planos do Facebook têm gerado desconfiança por parte das autoridades, que questionam os efeitos que a criptomoeda poderia trazer à economia global — e o executivo mostrou-se aberto a dialogar com os órgãos regulatórios.

"Muitas pessoas têm dúvidas e questões, e estamos comprometidos em garantir que vamos trabalhar em todos esses pontos antes de prosseguirmos", disse o executivo, na entrevista à publicação japonesa.

Esse tom mais cauteloso possui relação com as recentes polêmicas em que o Facebook esteve envolvido nos últimos anos. Falhas de segurança e vazamentos de dados pessoais dos usuários minaram danificaram a imagem da empresa — assim, Zuckerberg diz preferir fazer as coisas "com calma".

"Essa é uma abordagem muito diferente da que nós teríamos adotado há cinco anos. Mas eu acho que é o caminho certo a seguir, considerando a escala em que estamos operando", concluiu Zuckerberg.

As declarações vagas do presidente do Facebook quanto ao lançamento da Libra coincidem com uma semana bastante ruim para o bitcoin: a criptomoeda, que era negociada perto dos R$ 42.000 na segunda-feira (23), passou por uma forte queda nos últimos dias, chegando ao nível de R$ 34.000 na sexta-feira (27).

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