SulAmérica vende operações à Allianz por R$ 3 bi e ganha fôlego para crescer
Investimento é o maior já feito pela seguradora no Brasil e a coloca no patamar mais alto do que já teve

A SulAmérica vendeu sua operação de automóveis e os chamados pelo setor de ramos elementares (que protegem o patrimônio, como casas e prédios) para a Allianz Seguros, por R$ 3 bilhões, conforme antecipou a 'Coluna do Broadcast' em junho.
O negócio injeta fôlego na estratégia de crescimento por aquisições da SulAmérica, que priorizou os segmentos de saúde e pessoas. Por outro lado, permite à alemã Allianz dobrar de tamanho no País, em seu maior investimento desde que desembarcou aqui, há 115 anos.
Depois de um "longo namoro", a Allianz concordou em desembolsar R$ 3 bilhões por uma companhia criada exclusivamente para a transação. Ela teria tido R$ 700 milhões de patrimônio e R$ 3,6 bilhões em prêmios (valor das prestações pagas pelos segurados), em 2018.
[captacao]
O presidente da SulAmérica, Gabriel Portella, diz que ainda é cedo para falar sobre o destino do cheque bilionário que vai receber. "Já vínhamos investindo", disse ao Estadão/Broadcast. "Vamos nos concentrar ainda mais em nossas linhas."
Sem dar detalhes sobre futuras aquisições, Portella diz que o apetite da SulAmérica dependerá de oportunidades que surjam. Adianta, porém, que a companhia não está disposta a "pagar absurdo" por participação de mercado.
Leia Também
Petrobras (PETR4) supera gigantes globais e emplaca a maior valorização do setor em outubro. Além do petróleo, o que está por trás?
JBS (JBSS32): balanço do 3T26 deve ser fraco, mas bancos veem espaço para alta de até 41% nas ações
Na mira da SulAmérica, de acordo com ele, estão operações nos ramos que a seguradora opera: saúde, odontologia, vida e previdência. Em meio à reforma da Previdência, vida e previdência é uma das áreas mais atraentes porque tende a impulsionar a iniciativa privada. Já em odontologia, a companhia tem feito aquisições estratégicas enquanto que em saúde, as oportunidades são ainda mais específicas, como região e perfil da carteira.
A seguradora negocia neste momento parceria para vender seguro saúde no Itaú Unibanco e também disputa acordo semelhante com a Caixa Econômica Federal. Sobre dar um passo maior sobre ativos da concorrência como, por exemplo, a operação de saúde da rival Porto Seguro, o presidente da SulAmérica prefere não comentar.
No início do ano passado, a SulAmérica resolveu priorizar o segmento de saúde e odontologia. As outras operações foram oferecidas ao mercado. Assim, a carteira de capitalização foi adquirida pela brasileira Icatu, e as áreas automóvel e patrimonial, passaram às mãos da Allianz. Antes, a companhia já tinha se desfeito de seguros de grandes riscos, arrematada pela francesa Axa, a de seguros habitacionais, que foi para a Pan Seguros (seguradora do ex-Panamericano), ambas em 2015. Segundo Portella, a SulAmérica já encerrou a fase de vendas.
O dobro
Do lado da Allianz, a aquisição das carteiras da SulAmérica dá nova cara à companhia. O total de receita em prêmios das unidades compradas é de R$ 3,6 bilhões, sendo R$ 3,4 bilhões apenas em automóveis e R$ 202 milhões em seguro patrimonial.
Com a aquisição, a Allianz somará R$ 6,9 bilhões em prêmios, dobrando de tamanho no Brasil, sendo R$ 5 bilhões apenas no ramo de automóvel. A companhia subirá algumas posições no ranking de maiores do mercado. A Allianz passa a ser a terceira companhia em ramos patrimoniais e a segunda em automóvel, segundo o presidente da seguradora no Brasil, Eduard Folch. "A decisão de adquirir as carteiras da SulAmérica está em linha com a estratégia da Allianz de fortalecer sua atuação em segmentos promissores de crescimento", diz. "É um grande passo no nosso reposicionamento estratégico no Brasil."
Os R$ 3 bilhões a serem desembolsados pela Allianz virão de um aporte da matriz, na Alemanha. O investimento é o maior já feito pela seguradora no Brasil e a coloca no patamar mais alto do que já teve.
Apesar disso, a seguradora alemã segue aberta para novas oportunidades. "A baixa penetração do seguro no mercado brasileiro no longo prazo mostra capacidade de crescimento do setor no País e justifica uma transação desse tamanho", afirma Folch.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
IA CHINESA
IPO vem aí? DeepSeek capta US$ 15 bilhões em nova rodada de financiamento antes de abrir capital em Xangai
22 de outubro de 2026 - 12:00REESTRUTURAÇÃO
Raízen (RAIZ4) tenta ganhar fôlego com aumento de capital de até R$ 3,5 bilhões; veja o que muda para acionistas
21 de outubro de 2026 - 20:42BALANÇO DO 3T26
Bradsaúde (SAUD3): lucro sobe 14,4% e dividendos chegam a R$ 1 bilhão, mas ‘dor de cabeça’ volta a atacar
21 de outubro de 2026 - 18:34TEM MAIS POR VIR
A festa ainda não acabou: B3 (B3SA3) pode subir mais 27% e pagar bons dividendos, diz Santander
21 de outubro de 2026 - 16:23VISÃO DE GESTORES
“Parece que não pode ver um real sobrando”: por que acordo com o Einstein reacende dúvidas sobre uso do caixa da Ânima (ANIM3)
21 de outubro de 2026 - 14:45BALANÇO DECEPCIONOU?
WEG (WEGE3) cai mais de 7% com balanço pressionado por dólar e tarifas; exagero ou sinal de alerta?
21 de outubro de 2026 - 14:19FORA DO AR
Bons resultados da Netflix (NFLX) vêm de ‘ajuste de última hora’, e futuro preocupa, diz analista; veja os números
21 de outubro de 2026 - 14:07OPORTUNIDADE OU ARMADILHA
O pior já passou? Bradsaúde (SAUD3) encara custos maiores e lucro pressionado no 3T26. É hora de fugir ou comprar?
21 de outubro de 2026 - 11:13PRÉVIA DO BALANÇO
Bradesco (BBDC4) chega ao balanço com quase R$ 10 bilhões a mais no caixa, mas ainda precisa convencer que a virada veio para ficar
21 de outubro de 2026 - 6:13DE OLHO NA SELIC
Vamos (VAMO3) já subiu 106% no ano com a ajuda do trade eleitoral. Ainda há espaço para ganhar mais?
20 de outubro de 2026 - 18:45PÁGINA VIRADA
Americanas (AMER3) vira a página da recuperação judicial, mira nova fase e dispara 25% na B3; o que esperar da varejista?
20 de outubro de 2026 - 17:23NEGÓCIO DA CHINA?
Inter (INTR) ri, enquanto Wiz (WIZC3) chora: entenda a operação que fez as ações de seguradora despencarem 20%
20 de outubro de 2026 - 16:25Saiu caro demais?
Ânima (ANIM3) fecha parceria com o Einstein, mas preço acende alerta entre analistas e ações caem mais de 11% na B3; entenda
20 de outubro de 2026 - 16:09PRÉVIA DOS BALANÇOS
Nem todo bancão vai sair ileso: o que esperar dos balanços de Itaú, Bradesco, Santander e Banco do Brasil no 3T26
20 de outubro de 2026 - 6:12CONTA EM ABERTO
Raízen (RAIZ4): recuperação extrajudicial avançou, mas credores estão longe de saber quanto vão recuperar no fim do processo, diz BB Investimentos
17 de outubro de 2026 - 15:02NOVA FASE
Tem ações da Braskem? Nova oferta da controladora permite venda dos papéis, mas nem todo acionista pode participar; entenda
17 de outubro de 2026 - 11:01FIQUE POR DENTRO
A noite na bolsa: os anúncios de Cosan (CSAN3), Rede D´Or (RDOR3), XP(XPBR31) e mais
16 de outubro de 2026 - 19:51APOSTA RENOVADA
O Itaú (ITUB4) quer mais energia: bancão injeta mais R$ 1,77 bilhão em subsidiária da Eneva (ENEV3)
16 de outubro de 2026 - 11:09FORA DE CIRCULAÇÃO
Banco Central decreta liquidação da cooperativa de crédito Credipaiva após “grave violação” de regras
16 de outubro de 2026 - 9:26MERCADO EM EXPANSÃO