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2019-11-14T15:04:32-03:00
Kaype Abreu
Kaype Abreu
Jornalista formado pela Universidade de Federal do Paraná (UFPR). Fez curso de jornalismo econômico oferecido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e colaborou com Estadão, Gazeta do Povo, entre outros veículos.
atento ao balanço

Ação da Sinqia sobe com resultado do terceiro trimestre — analistas veem espaço para valorização de mais de 20% da ação

Após quatro aquisições, provedora de tecnologia para o sistema financeiro bateu recorde de receita; para analistas, ação pode chegar a R$ 23

14 de novembro de 2019
15:01 - atualizado às 15:04
sinqia
Reunião da Sinqia com clientes. - Imagem: Divulgação / Instagram da empresa

As ações da Sinqia, uma provedora de tecnologia para o sistema financeiro, sobem nesta quinta-feira (14) após a empresa divulgar os números relativos ao terceiro trimestre. Por volta das 14h40, os papéis (SQIA3) tinha alta de 2,92%, sendo negociados a R$ 17,64. No ano, a valorização dos ativos é da ordem de 180%.

No terceiro trimestre, a Sinqia apresentou um lucro líquido de R$ 1,1 milhão, num baixa de R$ 20% em relação ao mesmo período do ano passado. Já a receita líquida bateu os R$ 46,4 milhões - 30,0% a mais na mesma base de comparação. A cifra representa um recorde para a empresa.

Analistas do BTG Pactual observam que as receitas de software da empresa tiveram um "bom desempenho", levadas em especial pelo crescimento de assinaturas. "Além disso, o portfólio de contratos orgânicos cresceu 16% em um ano, indicando que as receitas podem continuar a crescer em um bom ritmo daqui para frente", dizem.

Em relatório a clientes, o especialistas do banco lembram o valor de R$ 360 milhões levantados na oferta de ações realizada em setembro. "Esperamos que Sinqia entre em outro ciclo de expansão via fusões e aquisições, com o potencial de dobrar as receitas em dois ou três anos", escrevem sobre a empresa adquiriu recentemente outras quatro companhias.

Segundo o BTG, a ação da Sinqia pode chegar a valer R$ 22 — o que representaria uma valorização de 29,4% em relação a cotação de ontem. Já o Credit Suisse avalia que os papéis podem chegar a valer R$ 23 em doze meses. Os analistas do banco suíço veem o crescimento da receita como um reflexo das aquisições e da capacidade da empresa de cumprir com os pedidos.

Pelo lado negativo, os especialistas do banco chamam a atenção para os custos com software, que vieram acima do previsto por eles anteriormente. "Mas a alta dos custos deve ser diluída ao longo dos próximos trimestres, conforme a pilha de pedidos se converta em receitas", escrevem.

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