Pizza de Frango Assado: Ações da IMC disparam após acordo para fusão com empresa de Carlos Wizard
Combinação da IMC, dona das redes Frango Assado e Viena, com a MultiQRS, controlada por Wizard e detentora dos direitos da Pizza Hut e KFC no Brasil, pode resultar em companhia com receita bruta de mais de R$ 1,8 bilhão

Vai uma pizza de frango aí? Ao menos no mercado, a mistura agrada nesta sexta-feira, 26: as ações (MEAL3) da International Meal Company (IMC), dona das redes Frango Assado e Viena, operam em forte em alta de 11,31%. Os papeis estavam cotados a R$ 9,74 na B3, por volta das 14h.
É que a holding assinou um acordo de fusão com a MultiQRS, detentora dos direitos de master-franquia da Pizza Hut e KFC no Brasil. O acordo ainda precisa ser aprovado em Assembleia Geral da IMC e, posteriormente, pelo Conselho Administrativo de Defesa da Concorrência (Cade).
A combinação da IMC com os sistemas Pizza Hut e KFC, caso implementada, resultará em uma companhia com receita bruta em 2018 de mais de R$ 1,8 bilhão, ou aproximadamente R$ 2,3 bilhões, considerando o faturamento também de franqueados. A IMC estima que os custos e despesas para a efetivação da fusão serão de aproximadamente R$ 20 milhões.
Está prevista a ampliação do conselho de administração da IMC de seis para sete membros, além da substituição de alguns membros atuais por representantes indicados pela família Wizard, pela KFC International e pela Pizza Hut International - ambas controladas pela Yum! Brands.
A família Wizard transferirá à Yum!, na data da efetivação da fusão, ações ordinárias de emissão da IMC de sua titularidade, já considerando o aumento de capital decorrente do acordo, equivalentes a 2,08% do total do capital social da IMC. O empresário Carlos Wizard e seus filhos Charles Martins e Lincoln Martins, donos da MultiQRS, receberão, em conjunto, 29,3 milhões de ações ordinárias da IMC, equivalente a 15% do total.
Pela segunda vez, próxima de uma fusão
É a segunda vez em menos de um ano que a IMC fica perto de se juntar a outra empresa. No segundo semestre de 2018, a dona das redes Frango Assado quase se uniu a Sapore.
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O dono da empresa de refeições coletivas fez uma "oferta hostil", propondo comprar 40% das ações da IMC diretamente na bolsa. O processo é chamado dessa forma porque não passa por uma negociação prévia com a administração da companhia.
Posteriormente, Mendez promoveria uma fusão entre a Sapore e a IMC. Juntas, elas formariam uma empresa com faturamento de R$ 3 bilhões e 1,4 mil pontos de venda em cinco países, com aproximadamente 25 mil funcionários.
Mas os acionistas da IMC aprovaram uma mudança no estatuto que que inviabilizou os planos do empresário. Com a cláusula incluída hoje no estatuto, qualquer investidor que atingir uma participação de pelo menos 30% na IMC tem agora de fazer uma oferta a todos os acionistas.
Esse tipo de condição estabelecida em estatuto é chamada no mercado de "poison pill" (pílula de veneno). O objetivo é justamente dificultar a tomada do controle em companhias com o capital pulverizado na bolsa, como é o caso da IMC.
*Com Estadão Conteúdo
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