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CEO da empresa estima que, se a produção chinesa de suínos cair 10%, o país passaria a importar mais 5,5 milhões de toneladas
O CEO da BRF, Pedro Parente, afirmou neta quarta-feira, 3, que a gripe suína na Ásia "abre uma perspectiva" para a empresa na exportação de proteína, com destaque para carne suína e frango. Ele citou a notícia de que a peste pode ter se espalhado também para o Japão, e se for confirmada, poderá ser "transformacional" para a empresa.
"Me incomoda que a gente possa se beneficiar de um evento que é uma peste, mas é uma realidade", disse, completando: "O ano passado foi o pior da história da BRF, por fatores exclusivos".
Segundo ele, se a produção chinesa de suínos cair 10%, isso geraria uma necessidade adicional de importação de 5,5 milhões de toneladas. "Isso é mais de 60% do atual 'trade'. Não acho que exista alguém no mundo preparado para isso", apontou. Parente ponderou, no entanto, que o ganho não ocorrerá no curto prazo, pois, por enquanto, há uma oferta grande em razão dos abates no país chinês.
Segundo ele, hoje apenas uma única unidade, em Santa Catarina, está habilitada para exportar carne suína com osso para a China. Por isso, disse, novas habilitações passaram a ser assunto estratégico para a BRF. "É uma romaria habilitar uma planta. Chegamos à conclusão na BRF que é um assunto estratégico, que requer de nós atenção muito grande", disse.
Ele destacou que, mesmo com a atual conjuntura, acha improvável que a gripe suína e a mudança potencial no cenário de exportação de proteína façam a União Europeia repensar barreiras nesse aspecto.
*Com Estadão Conteúdo.
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