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de olho no fluxo

Indicador da FGV reforça tendência de piora no comércio exterior

Importações caíram 1%, refletindo a fraqueza da economia interna, segundo Icomex, da FGV

Plataforma de petróleo
Vendas da indústria extrativa caíram puxadas pelo recuo em 41% do petróleo e derivados.Imagem: Shutterstock

O resultado da balança comercial brasileira de julho confirmou a piora do comércio exterior para o Brasil, registrando queda em todos os itens exportados na comparação com julho 2018, uma redução média de 7,2%, com destaque para os bens de capital, em baixa de 48,9%.

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As importações também estão em queda, de 1%, refletindo a fraqueza da economia interna, segundo o Indicador de Comércio Exterior (Icomex), divulgado nesta segunda-feira, 19, pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) referente ao mês de julho.

O Icomex analisa os resultados dos fluxos comerciais a partir dos índices de preços e volume. Na comparação do acumulado até julho, os preços caem nas exportações e nas importações e, no volume, a queda nas importações (1,9%) é maior do que nas exportações (0,5%).

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"O que ressalta desse quadro é uma tendência de queda nas exportações que reflete as condições do comércio mundial e um recuo das importações associado ao baixo nível de atividade da economia brasileira", explica a FGV em nota.

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Na comparação mensal, o volume das commodities recuou 9,7% em relação há um ano e das não commodities teve queda de 3,4%. Já a comparação dos primeiros sete meses de 2018 e 2019 mostra que o volume exportado das commodities aumentou 4,5% e o das não commodities recuou 5,2%.

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No caso dos preços, o resultado seja na comparação mensal ou no acumulado até julho registrou queda. Observa-se que na comparação mensal, a queda nos preços foi puxada pelos produtos agrícolas e petróleo, pois o minério de ferro, segundo principal produto exportado, registrou aumento de 48%.

Os volumes exportados da agropecuária registraram aumento de 6,7% em julho, após queda na comparação mensal de maio e junho entre os anos de 2018 e 2019. As vendas da indústria extrativa caíram puxadas pelo recuo em 41% do petróleo e derivados.

"O efeito China afeta de forma negativa as exportações da indústria extrativa, mas a crise na oferta de carne suína favorece as exportações da agropecuária", informa a FGV.

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Segundo a análise, os índices de volume por categoria de uso da indústria de transformação mostram a volta do efeito das operações com as plataformas de petróleo. Na comparação entre julho de 2018 e 2019, o volume exportado da indústria caiu 1,6%, mas sem as plataformas houve um aumento de 9,5%. Os dados das exportações de bens de capital explicam esse resultado - com plataformas, queda de 49,1%, e, sem plataformas aumento de 7,2%.

Exportações de plataformas em julho de 2018 e sua redução em julho de 2019 explicam o resultado. Logo, sem as plataformas, a indústria de transformação teria liderado o resultado de julho nas exportações, superando a agropecuária.

Os bens duráveis tiveram alta de 3,2% nas exportações, depois de terem registrado uma trajetória de queda nas comparações mensais desde maio de 2018.

"Os resultados acumulados até julho mostram que para a indústria de transformação há uma piora no desempenho exportador e que as importações cresceram, mas com um porcentual abaixo de 5%. Não é indicativo de uma forte recuperação da indústria", avalia a FGV.

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O estudo indica ainda que a taxa de câmbio real efetiva mostrou uma leve reversão na tendência à desvalorização no mês de junho, que continuou no mês de julho. Os acontecimentos recentes como o agravamento das tensões comerciais entre os Estados Unidos e a China e as expectativas quanto a uma possível vitória do candidato peronista na Argentina reverteram essa tendência.

*Com Estadão Conteúdo 

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