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Pauta de uma recessão financeira entrou de vez na lista de grandes especialistas e proteger o seu patrimônio deve ser uma de suas prioridades
Já ouviu falar daquelas tempestades que se formam do nada? Um dia que começa ensolarado em questão de horas se transforma em um verdadeiro olho de furacão.
É mais ou menos esse cenário que alguns especialistas do mercado financeiro tem alertado há algum tempo para os investimentos mundo afora. A pauta de uma recessão entrou de vez na lista de grandes especialistas como Fausto Botelho, analista gráfico há mais de 40 anos e que projeta uma forte queda para o S&P 500, principal índice de ações da bolsa de Nova York.
Por enquanto, o cenário de manhã ensolarada segue montado. No Brasil, o Ibovespa nunca esteve tão bem: rompeu o patamar dos 100 mil pontos há alguns meses e desde então vem sustentando sua tendência de alta. Já nos Estados Unidos, as bolsas estão em seus topos históricos.
Mas embora o céu esteja sem nuvens, algumas medidas de proteção de patrimônio são mais do que indicadas caso o tempo vire. E a grande pergunta é: se de fato uma recessão financeira chegar, o que você deve fazer para salvar seus rendimentos?
Não existe uma resposta padrão para essa pergunta, cada investidor tem seu estilo e você deve respeitar o seu. No entanto, é sempre válido recorrer às estratégias dos grandes do mercado e adaptá-las à sua carteira.
O site Business Insider foi atrás de cinco medidas que os ultrarricos norte-americanos estão tomando para proteger seu próprio patrimônio de uma possível recessão. As dicas são valiosas e se aplicam inclusive para quem está começando no mundo das aplicações.
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Os ultrarricos estão reduzindo sua exposição aos títulos públicos, os populares 'bonds'. Desde agosto deste ano, os títulos de curto prazo lá nos Estados Unidos têm oferecido retornos mais altos do que seus pares de longo prazo. Em geral, essa comparação de rendimentos mostra uma situação inversa, o que abre margem para a interpretação de que, de fato, a economia por lá pode estar desacelerando.
O medo dos investidores é que esse movimento dos juros norte-americanos traga perdas na valorização dos títulos. Por isso, a estratégia é justamente reduzir a participação desses investimentos na carteira. De acordo com consultores financeiros, esse movimento também reduz a exposição do investidor a turbulências no mercado financeiro.
Aqui no Brasil, a situação é um pouco diferente. A melhor maneira de você se proteger de flutuações nas taxas de juros é ter aplicações atreladas ao CDI, como por exemplo o Tesouro Selic.
Pode parecer estranho, mas os milionários dos EUA estão guardando parte do dinheiro obtido com a venda de títulos públicos debaixo do colchão. Para um investidor brasileiro, isso não faz nenhum sentido, já que momentos de recessão em geral vem acompanhados com desvalorização monetária. Mas em uma economia como a dos EUA, essa é uma estratégia bastante válida, já que mantém a liquidez do patrimônio.
Na prática, os ultrarricos estão fazendo justamente o que muito investidor por aqui faz nas horas de crise: correm para a proteção do dólar. Poucas coisas são mais seguras do que a moeda norte-americana quando a tempestade chega. No caso de um investidor brasileiro, a alternativa seria buscar ou o próprio dólar ou algum investimento atrelado ao câmbio, como um fundo cambial.
Os fundos de índice negociados em bolsa são outra alternativa que as pessoas de elevados patrimônios estão buscando. A visão é de que os ETFs são uma aplicação que permite ao investidor permanecer no mercado de ações em meio a uma maior volatilidade sem que se exponha tanto ao risco.
Na prática, os ETFs são uma espécie de 'pacotinhos de ações' e sua diversidade de papéis muitas vezes permite que choques de mercado sejam atenuados.
No Brasil, existem alguns ETFs atrelados ao Ibovespa que podem ser uma alternativa de aplicação para você. O Seu Dinheiro inclusive trouxe recentemente uma ótima opção entre eles.
O cenário de juros baixos são uma ótima pedida para quem pretende pagar ou renegociar dívidas. Planejadores financeiros afirmam que seus clientes VIPs estão buscando quitar qualquer débito para evitar qualquer alta de juros no futuro. Além disso, a palavra de ordem também é economizar dinheiro e controlar os gastos, sobretudo aqui no Brasil, onde os juros são mais altos e as dívidas podem facilmente se tornar impagáveis.
Se você tem um plano de investimentos sólido e uma carteira diversificada, talvez a melhor alternativa antes de qualquer crise é não fazer nada. Isso mesmo. Ceder à pressão do mercado em um momento econômico difícil muitas vezes pode ser fatal para a sua estratégia de longo prazo. Muitos consultores financeiros ouvidos pelo Business Insider inclusive tem dito aos clientes ultra-ricos que apenas mantenham a calma e confiem na sua estratégia.
*Com informações da Business Insider.
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