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Deixando de lado as questões regulatórias, é possível notar que o que o Facebook pretende conquistar não é apenas um sistema internacional de pagamentos
O mais novo projeto do Facebook deu o que falar nas últimas semanas. Não se comentava outra coisa senão a ousadia de Mark Zuckerberg em promover a criação de uma criptomoeda.
Denominada Libra, a ideia por trás da criação do novo protocolo de pagamentos da gigante de tecnologia é trazer bilhões de pessoas para o sistema financeiro global com a criação de um sistema de pagamentos que possibilitará transferências por meio de seus aplicativos WhatsApp, Messenger e Facebook.
Deixando de lado as questões regulatórias que a empresa terá de enfrentar e analisando com mais cautela seu whitepaper, é possível notar que o que o Facebook pretende conquistar não é apenas um sistema internacional de pagamentos com baixa barreira à entrada.
Ao longo do artigo, temos a seguinte frase (em tradução livre):
“Um objetivo adicional da associação é desenvolver e promover um padrão de identidade aberto. Acreditamos que uma identidade digital descentralizada e portátil é um pré-requisito à inclusão financeira e à competição."
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A reflexão que deixo com você hoje é a seguinte: e se a Libra for apenas um pretexto para um plano muito mais amplo do Facebook, de prover um serviço global de emissão de identidades?
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