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Alguns fatores têm catalisado a alta do preço das criptomoedas nos últimos dias. Desde o início do ano, o bitcoin bateu com folga os principais índices do mercado
A criptomoeda Bitcoin (BTC) bateu a cotação de US$ 10 mil pela primeira vez desde março de 2018. Na última sexta-feira (21), o ativo acelerou e subiu cerca de 10%, batendo a marca dos US$ 10,7 mil.
No sábado, porém, o Bitcoin foi ainda mais longe e chegou ao patamar dos US$ 11,2 mil em sua máxima. Outras criptomoedas, como Ethereum, Litecoin e XRP, também experimentaram altas de dois dígitos no período.
Segundo Billy Bambrough, colunista de blockchain do site da americana Forbes, o movimento fez com que muitos lembrassem do rali da moeda no fim de 2017, quando o bitcoin subiu de US$ 10 mil para US$ 20 mil em menos de 20 dias.
Não custa lembrar, claro, que valor do ativo caiu para apenas US$ 3,2 mil menos de um ano depois.
Alguns fatores têm catalisado a alta do preço das criptomoedas. Entre eles, estão os recentes anúncios de criação da Libra, nova divisa digital do Facebook, e da JPM coin, moeda do JPMorgan.
A entrada de grandes players no mundo cripto tem ajudado a validar o mercado de criptoativos e blindá-los de ataques de autoridades pelo mundo.
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Um caso emblemático é a Índia, onde o governo tem empreendido uma verdadeira cruzada contra redes e tecnologias descentralizadas.
Depois de fechar o cerco contra aplicativos como Telegram e Reddit, o novo alvo foram as criptomoedas. Os ativos digitais chegaram a ser ameaçados de banimento no país, sob o pretexto de representarem esquemas de pirâmides.
Contudo, o efeito dos ataques teve o efeito oposto do esperado, e acabou jogando luz à existência desses ativos. Antes desconhecido de grande parte da população, o Bitcoin viu sua demanda subir fortemente na Índia desde o início do ano, colocando pressão sobre o preço do ativo.
Analistas acreditam que, com a entrada de um gigante como o Facebook no xadrez cripto, deve ficar mais difícil para autoridades tentarem um xeque-mate nas criptomoedas.
Outro fator diretamente ligado à alta do Bitcoin é a proximidade do halving (ou halvening), evento que acontece de quatro em quatro anos. Quando ele ocorre, a taxa de emissão do criptoativo cai pela metade, e a moeda tende a ganhar valor.
O próximo halving do bitcoin acontece em 2020 e será o terceiro da história. Historicamente, os períodos que antecedem o evento foram responsáveis por grandes altas.
O mesmo fenômeno se aplica ao Litecoin, que enfrentou um rali ainda mais acentuado que o bitcoin desde o início do ano, com valorização de 330%.
O Bitcoin já subiu 150% em 2019, muito acima dos principais índices do mercado.
Outro fator ao qual analistas atribuem a inclinação do viés positivo do bitcoin nos últimos dias é o chamado FOMO (do inglês, Fear of Missing Out).
Em poucas palavras, trata-se de um efeito manada despertado pela barreira psicológica dos US$ 10 mil. Com o bitcoin retomando as manchetes de jornais e outros veículos, muitos investidores de varejo devem voltar a se posicionar na criptomoeda, pressionando ainda mais seus preços.
Se você quer aproveitar o bull market dos criptoativos, mas não sabe se ainda vale a pena entrar, vale a pena assistir ao último vídeo de Fausto Botelho sobre o assunto. Nele, o analista gráfico argumenta que quatro criptomoedas devem ter forte alta.
Se você quer se arriscar menos, mas ainda sim aproveitar a alta das criptos, sugiro fortemente que leia a reportagem de Bruna Furlani sobre o primeiro fundo brasileiro de cripto. Em seus primeiros sete meses, ele rendeu nada menos que 720% do CDI. E por que ele é menos arriscado? Porque 80% de seus recursos são investidos em títulos públicos.
No momento de publicação dessa reportagem, o Bitcoin a cotação do bitcoin era cotado a US$ 10.729
A cada queda mais intensa do preço do Bitcoin (BTC), surgem novos “profetas” anunciando o fim da criptomoeda. Desta vez, foi Michael Burry quem falou em uma possível “espiral da morte”.
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