Menu
2019-10-14T14:39:47-03:00
olho nos números

Endividamento sobe pela 9ª vez seguida e vai a 3º maior nível da série histórica

Famílias de menor renda são as que mais estão sendo mais afetadas por contas ou dívidas em atraso, segundo CNC

3 de outubro de 2019
13:26 - atualizado às 14:39
cartao-de-credito
Cartão de crédito - Imagem: Shutterstock

O nível de endividamento do brasileiro atingiu em setembro o terceiro maior patamar da série histórica da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Esta é a nona alta seguida do índice, que atingiu 65,1% das famílias brasileiras, contra os 64,8% registrados em agosto. Foi também o maior resultado desde julho de 2013, informou a CNC.

Os números da inadimplência na pesquisa da CNC indicaram que as famílias de menor renda são as que mais estão sendo mais afetadas por contas ou dívidas em atraso. O porcentual de inadimplência dessa categoria passou de 27,4% em agosto para 27,6% em setembro.

Já a faixa mais alta, com renda superior a 10 salários mínimos, registrou queda na inadimplência para 10,8%, ante 10,9% no mês anterior. No total, a fatia das famílias brasileiras com contas ou dívidas em atraso subiu para 24,5% em setembro, contra 24,3% em agosto.

O porcentual de famílias que declararam não ter condições de pagar suas contas ou dívidas em atraso aumentou na comparação mensal, de 9,5% para 9,6% em setembro, mas caiu na comparação com um ano na ordem de 9,9%. Os que mais aumentaram o endividamento foram as famílias que estavam menos endividadas, apontou a CNC, passando de 23,5% para 28%, na comparação com o mesmo período de 2018.

De acordo com o presidente da CNC, José Roberto Tadros, apesar dos números, as famílias se mostraram mais otimistas em relação à capacidade de pagamento. "A perspectiva de renda extra com os recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) ajuda a explicar esse resultado", disse.

O cartão de crédito foi apontado como um dos principais motivos para as dívidas dos brasileiros, em comparação com o cheque especial, carnê de loja, empréstimo pessoal e prestações de carro. O cartão de crédito é responsável por 79,5% das dívidas das famílias, seguido pelos carnês, com 15,5%, e financiamento de carro, com 9,7%.

Entre as famílias de baixa renda, o cartão de crédito chega a atingir 80% das dívidas, revelou a economista da CNC Marianne Hanson.

Comentários
Leia também
INVISTA COMO UM MILIONÁRIO

Sirva-se no banquete de investimentos dos ricaços

Você sabe como ter acesso aos craques que montam as carteiras dos ricaços com aplicações mínimas de R$ 30? A Pi nasceu para colocar esses bons investimentos ao seu alcance

dinheiro no caixa

Centauro levanta R$ 900 milhões em oferta de ações

Empresa deve usar os recursos para o financiamento de aquisições de empresas em curso e futuras que possam contribuir para a execução de sua estratégia de crescimento

em meio à crise

Governo transfere R$ 83,9 milhões do Bolsa Família para investir em propaganda

Medida atinge os recursos previstos para a região Nordeste do País; Secom já havia aumentado para R$ 17,8 milhões suas despesas com propaganda

Entrevista

Vitreo não será “mais uma” plataforma de investimentos na concorrência com XP, diz CEO

Patrick O’Grady conta por que a Vitreo, que possui hoje R$ 4,5 bilhões e 60 mil clientes, decidiu entrar na disputa pelo território ocupado hoje por mais de duas dezenas de corretoras, bancos e fintechs

SEXTOU COM RUY

As grandes vencedoras na crise e o “vício” das perdedoras no lucro

O problema dessas empresas “reloginho” – com lucros estáveis e recorrentes – é que elas atraem acionistas que só conseguem pensar nos dividendos

Balanço da covid no país

Brasil supera Itália em número de mortes por coronavírus e chega a 34 mil

O Brasil registrou 34.021 mortes provocadas pelo coronavírus até agora. Há 614.941 casos confirmados da doença em todo o país

coronavírus na energia

Copasa prorroga pagamento de contas devido à pandemia

A Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) informou que prorrogou os prazos das medidas de auxílio aos clientes, a fim de minimizar os impactos à população devido à pandemia do novo coronavírus

seu dinheiro na sua noite

Licença para gastar

Na crise financeira de 2008, as autoridades dos países desenvolvidos se encontraram diante de um dilema: era certo usar dinheiro público para salvar os bancos que estavam à beira da falência? Se por um lado eles foram os grandes culpados pelo próprio destino, por outro os efeitos colaterais de uma quebradeira no sistema financeiro afetariam […]

Recorde histórico

Em meio à pandemia, poupança tem captação líquida recorde de R$ 37,201 bilhões em maio

Este é o maior volume de depósitos líquidos em um único mês em toda a série histórica do BC, iniciada em janeiro de 1995

Bolsa imparável

Ibovespa sobe pelo quinto dia, desafiando até mesmo o tom mais cauteloso no exterior

O Ibovespa contrariou a tendência global e fechou em alta, aproximando-se do patamar dos 94 mil pontos. O tom mais cauteloso visto lá fora só foi sentido no mercado de câmbio, com o dólar à vista subindo e voltando a R$ 5,13

MP 936

Maia avalia que desoneração de folha evita mais desemprego na crise

Para o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), a prorrogação da desoneração da folha de pagamento até o fim de 2021, como proposto no texto da medida provisória 936 aprovada pela Câmara, vai evitar um impacto de R$ 10 bilhões nos custos de mão de obra de 17 setores

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu
Advertisements