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2019-06-07T18:43:07-03:00
Fernando Pivetti
Fernando Pivetti
Jornalista formado pela Universidade de São Paulo (USP). Foi repórter setorista de Banco Central no Poder360, em Brasília, redator no site EXAME e colaborou com o blog de investimentos Arena do Pavini.
Não está sendo fácil

Deu ruim pra Cielo! Empresa retira projeção de lucro e corta dividendos dos acionistas

Projeções de lucro entre R$ 2,3 bilhões e R$ 2,6 bilhões foram extintas, enquanto o percentual de distribuição de dividendos caiu para 30%

24 de maio de 2019
19:26 - atualizado às 18:43
Cielo – Luz no fim do Tunel
Cielo trouxe péssimas notícias aos seus investidores - Imagem: Andrei Morais - Montagem/Shutterstock

A vida de fato não está nada fácil para a Cielo (CIEL3). A diretoria da empresa de maquininhas de cartão resolveu retirar a projeção de lucro para 2019 entre R$ 2,3 bilhões e R$ 2,6 bilhões.

O chamado "guidance" havia sido anunciado em janeiro deste ano aos investidores. Em comunicado divulgado ao mercado, a empresa controlada por Bradesco e Banco do Brasil não estabeleceu novas estimativas.

E olha que as projeções que a Cielo já não eram lá grandes coisas. No melhor cenário, o lucro de R$ 2,6 bilhões estimado pela companhia representava uma queda de 20% em relação a 2018.

E não para por aí: a distribuição de dividendos e de juros sobre capital próprio no segundo, terceiro e quarto trimestre foi cortada de 70% para apenas 30% do resultado. A empresa já pagou para seus acionistas os dividendos relativos ao primeiro trimestre.

A enxurrada de más notícias confirma os grandes desafios que a Cielo tem enfrentado, já que a empresa batalha para não perder a liderança de mercado no Brasil. Só de olhar o balanço do 1º trimestre, divulgado em abril, já dava para perceber que a companhia teria dificuldades em entregar o lucro bilionário.

A própria Cielo admitiu em seu comunicado que as decisões anunciadas nesta sexta-feira, 24, "refletem o ambiente competitivo no qual a Cielo está inserida e que tem se tornado mais acirrado ao longo dos últimos meses em face de ações anunciadas e implementadas por outras companhias do setor".

Vale lembrar que o estrago da guerra das maquininhas se reflete nas ações da Cielo, que acumulam uma queda da ordem de 12% no ano e perderam mais da metade do valor no acumulado de 12 meses.

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