Menu
2019-09-27T06:39:03-03:00
Olivia Bulla
Olivia Bulla
Olívia Bulla é jornalista, formada pela PUC Minas, e especialista em mercado financeiro e Economia, com mais de 10 anos de experiência e longa passagem pela Agência Estado/Broadcast. É mestre em Comunicação pela ECA-USP e tem conhecimento avançado em mandarim (chinês simplificado).
A Bula do Mercado

Outubro vem aí

Mercado dedica sessão de hoje aos ajustes de fim de mês, que acaba na próxima segunda-feira, sem saber o que esperar para outubro

27 de setembro de 2019
5:29 - atualizado às 6:39
money
Incertezas com impeachment de Trump somam-se à guerra comercial e trazem volatilidade

A semana chega ao fim com o mercado financeiro dedicando-se aos ajustes de fim de mês, que só termina na próxima segunda-feira. Ao menos setembro foi mais ameno com os ativos, após a aversão ao risco castigar os negócios em agosto. Mas nem por isso o cenário está mais claro e os investidores ficam sem saber o que esperar para outubro, que dá início ao último trimestre do ano.

Os vetores no curto prazo continuam girando em torno do impeachment de Donald Trump, da guerra comercial entre Estados Unidos e China e da desaceleração econômica global. O processo contra o presidente norte-americano está trazendo mais volatilidade (e incerteza) aos mercados, que já estavam nervosos por causa da tensão entre as duas maiores economias do mundo, o que eleva o risco ao crescimento mundial, mantendo o temor de recessão.

Com isso, nem mesmo o anúncio de que representantes do alto escalão do governo dos dois países irão se encontrar a partir de 10 de outubro, em Washington, dando início à décima terceira rodada de negociação, animou os investidores, que mostram menor apetite por risco. Afinal, era de se esperar que o encontro iria acontecer somente após as comemorações na China dos 70 anos da Revolução Comunista, que pára o país logo no início do mês que vem.

Aliás, Xangai permanecerá fechada ao longo da próxima semana por causa desse feriado nacional, esvaziando o pregão na Ásia. Hoje, o índice Xangai Composto encerrou com leve alta, de +0,1%, digerindo também a queda de 2% no lucro da indústria em agosto, em base anual, em meio à queda nas vendas e nos preços ao produtor. Nos demais mercados da região, Tóquio caiu 0,8% e Hong Kong cedeu 0,3%.

No Ocidente, os índices futuros das bolsas de Nova York amanheceram na linha d’água, porém, com um ligeiro viés positivo. Na Europa, as principais bolsas da região abriram em alta. O destaque fica com a Bolsa de Londres e a libra esterlina, que reagem às declarações suaves (“dovish”) do Banco Central da Inglaterra (BoE), de que será necessários cortes nos juros britânicos mesmo com um acordo para o Brexit.

Insegurança jurídica

No Brasil, o mercado doméstico também reage à maioria formada ontem na Suprema Corte (STF) a favor da tese que pode anular sentenças da Lava Jato e de outros processos penais. Por ora, o placar está em 6 a 3, faltando os votos do presidente do STF, Dias Toffoli, que já antecipou que irá votar com a maioria, e de Marco Aurélio Mello, que estava ausente na sessão.

O julgamento será retomado na próxima quarta-feira, quando se deve debater o alcance da decisão. A tendência é de que haja uma aplicação restrita da tese de que réus delatados devem apresentar alegações finais depois dos réus delatores. Essa questão processual levou à anulação da condenação de Aldemir Bendine e, se for mantida como foi definida pela Segunda Turma, pode beneficiar também o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Porém, eventuais anulações com base neste entendimento não levarão à absolvição do réu. Os processos deverão retornar à fase de alegações finais, a última antes da sentença, sendo então submetidos a novo julgamento. Mas a decisão favorável do STF já suficiente para criar um ambiente de maior insegurança jurídica no país, colocando o Judiciário no centro dos protestos.

Agenda cheia

A agenda econômica desta sexta-feira está repleta de indicadores, o que pode aguçar o vaivém dos mercados. Por aqui, as atenções se dividem entre os resultados de setembro do IGP-M (8h), que deve seguir em deflação, e da taxa de desocupação (Pnad) até agosto (9h), que deve refletir as contratações formais no mês passado.

Ainda no calendário doméstico, sai o índice de confiança do setor de serviços neste mês (8h). Já no exterior, a agenda norte-americana traz, às 9h30, os dados de agosto sobre a renda pessoal e os gastos com consumo, além das encomendas de bens duráveis. Depois, às 11h, é a vez da leitura final da confiança do consumidor neste mês.

Logo cedo, na zona do euro, também será conhecida o dado revisado sobre a confiança do consumidor na região neste mês.

Comentários
Leia também
CUIDADO COM OS ATRAVESSADORES

Onde está o seu iate?

Está na hora de tirar os intermediários do processo de investimento para deixar o dinheiro com os investidores

No azul

Balança comercial tem superávit de US$ 520 milhões na 3ª semana de fevereiro

No mês, saldo é positivo em US$ 1,105 bilhão até o dia 23, 64,5% menor do que o registrado em todo o mês de fevereiro do ano passado

Olho no câmbio

BC: Fluxo cambial total em fevereiro até dia 21 é negativo em US$ 2,321 bi

Brasil encerrou janeiro com saídas líquidas de US$ 384 milhões

Dívida

Tesouro: Dívida Pública Federal fecha janeiro em R$ 4,229 trilhões

Dados foram divulgados nesta quinta-feira; em dezembro, o estoque estava em R$ 4,248 trilhões

Não desceu redondo

‘Sem brilho’: confira como os analistas reagiram ao balanço da Ambev

Apesar de registrar lucro trimestral e anual, resultado demonstra que desafio à frente é grande

mudança no bancão

Brasileiro Sergio Rial é indicado para o conselho da matriz do Santander

Rial faz parte do grupo Santander desde 2015 e deve manter o cargo de presidente do banco no Brasil

após medidas do bc...

Aposta do governo, setor imobiliário tem alta de 16,2% nas concessões em 12 meses

Presidente do BC tem destacado a importância do setor imobiliário para a recuperação da economia brasileira

Efeito coronavírus

Gestores de fundos multimercados reduziram posições mais otimistas, diz pesquisa da XP

Dos gestores consultados pela corretora, 71% tomaram alguma medida de redução de exposição ou aumento de hedge (proteção) após o agravamento do surto do coronavírus

começando os trabalhos

Petrobras inicia teste de longa duração em águas profundas na Bacia SE-AL

Segundo a estatal, o poço está localizado em lâmina d’água de aproximadamente 2,5 mil metros, “sendo o mais profundo que a Petrobras já colocou para produzir no Brasil”

INSTABILIDADE NO SISTEMA

Em mais um dia de instabilidade, investidores voltam a reclamar de problemas no home broker da XP

Em resposta a um usuário que contestava os problemas no site e pelo app, a corretora pediu desculpas e disse que estava trabalhando para normalizar os serviços na plataforma

em ascensão

Partido Novo cresceu 154% desde 2018; PSL encolheu desde saída de Bolsonaro

Sigla criada em 2011 por um grupo de empresários elegeu oito deputados federais e o governador de Minas Gerais, Romeu Zema

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu
Advertisements