Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Olivia Bulla

Olivia Bulla

Olívia Bulla é jornalista, formada pela PUC Minas, e especialista em mercado financeiro e Economia, com mais de 10 anos de experiência e longa passagem pela Agência Estado/Broadcast. É mestre em Comunicação pela ECA-USP e tem conhecimento avançado em mandarim (chinês simplificado).

A Bula do Mercado

Tensão política pressiona mercados

Ameaça de Trump de elevar tarifas sobre as importações chinesas se não houver acordo comercial parcial e cenário adverso na América Latina preocupa

Olivia Bulla
Olivia Bulla
13 de novembro de 2019
5:44 - atualizado às 9:35
Saída de Bolsonaro do PSL e soltura do ex-presidente Lula também pesam nos negócios

O cenário político conturbado no Brasil e no exterior continua pressionando o mercado financeiro. Lá fora, os ativos de risco amanheceram pressionados pela ameaça do presidente norte-americano, Donald Trump, de elevar tarifas de importação da China, caso os dois países não alcancem a primeira fase de um acordo comercial. Aqui, o cenário vizinho adverso na América do Sul contamina os negócios locais (leia mais abaixo).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

E o dia parece ser de renovada pressão nos mercados. As principais bolsas asiáticas fecharam em queda hoje, com as perdas lideradas por Hong Kong, que caiu pouco mais de 2%. Xangai, Tóquio e as demais praças do Sudeste asiático encerraram todas em baixa. O sinal negativo também prevalece entre os índices futuros das bolsas de Nova York e das praças europeias, com os investidores avaliando a chance de escalada da guerra comercial.

As negociações entre Estados Unidos e China parecem estar emperradas, diante da falta de consenso sobre a reversão de tarifas existentes e suspensão de novas taxações previstas até o fim do ano. A questão tecnológica também parece sem solução. Os comentários de Trump ontem, em evento em Nova York, mostraram o posicionamento de Washington e serviram de lembrete do desafio que os dois lados enfrentam.

Nos demais mercados, o dólar mede forças em relação às moedas rivais, monitorando o comportamento dos bônus norte-americanos, com a taxa do título de 10 anos rondando a faixa de 1,9%. Destaque para o dólar neozelandês, o chamado kiwi, que disparou após a decisão do Banco Central local (RBNZ) de manter a taxa de juros estável. Entre as commodities, o petróleo cai, enquanto o ouro avança.

Com a safra de balanços chegando ao fim e os principais bancos centrais dando sinais de pausa na adoção de estímulos monetários, o foco dos investidores ajustou-se para a questão política, à espera de ações capazes de frear a desaceleração da economia global no cenário à frente. Porém, a ausência de progresso no front comercial serve de pretexto para realizar lucros dos níveis recordes que o mercado acionário atingiu recentemente.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Primavera Latina

Esse mesmo entendimento é válido para o mercado doméstico, diante da turbulência que tem atingido países vizinhos. Os investidores resistem em admitir, mas é crescente a preocupação com a cena política local, desde a soltura do ex-presidente Lula. A situação na América Latina também pesa, afugentando principalmente o investidor estrangeiro, que está reduzindo a exposição ao risco na região.

Leia Também

Com isso, os ativos brasileiros sofrem certa “contaminação”. Há quem diga que o Brasil está pronto para se descolar da turbulência vista nos países vizinhos, com os investidores dissociando o cenário nacional dos ruídos mais recentes vindos de Bolívia, Chile e Argentina. Nessa premissa, os negócios locais devem entrar em outra rota, apresentando um desempenho diferente dos pares latinos.

O problema é que a frustração com o megaleilão do pré-sal, em meio ao desinteresse de empresas estrangeiras pelos campos de petróleo ofertados, e a retirada recorde de capital externo da Bolsa brasileira já davam indícios da falta de apetite dos “gringos” pelos ativos locais. E a situação na América do Sul tende a exacerbar os nervos dos investidores.

Afinal, boa parte da alocação dos estrangeiros na região era por causa do Brasil. E, agora, com a América Latina enfrentando pressão popular em plena primavera - fazendo alusão aos protestos da “Primavera Árabe” ocorridos em países do Oriente Médio e Norte da África no início da década - o investidor estrangeiro também acaba fugindo da terra brasilis.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Isso porque o temor é de que o Brasil sofra o chamado “efeito Orloff” - famosa expressão dos anos 80 que se baseava na premissa do “eu sou você amanhã”. Essa maior aversão aos desequilíbrios políticos na América Latina torna a região mais hostil ao capital externo.

E isso tende a manter o dólar pressionado, aproximando-se da marca de R$ 4,20. Por sua vez, o real mais fraco tende a elevar o prêmio de risco na curva de juros futuros, com os investidores descartando as chances de cortes adicionais na Selic em 2020 e vendo a taxa básica estacionada em 4,5% a partir de dezembro.

Para evitar uma deterioração adicional dos ativos locais e não correr o risco de interromper a recuperação da atividade econômica doméstica ora em curso, o Brasil deveria enviar uma mensagem ao mercado financeiro, isolando-se dos vizinhos e mostrando que, aqui, a história é outra.

Porém, a decisão do presidente Jair Bolsonaro de sair do PSL e criar uma nova legenda, a Aliança pelo Brasil, em nada ajuda. Afinal, o mercado doméstico estará atento ao número de filiados do novo partido do presidente - o novo desde o início da sua carreira política - de modo a mensurar o apoio político e o tamanho da base aliada no Congresso.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Dia de agenda cheia

Dados de atividade e inflação estão em destaque na agenda econômica desta quarta-feira, no Brasil e no exterior. Por aqui, a atenção se volta para o desempenho do varejo em setembro e, de quebra, no acumulado do terceiro trimestre deste ano, lançando luz para o Produto Interno Bruto (PIB) no período.

A expectativa é de que as vendas tenham avançado pelo quarto mês seguido (+1,0%) em base mensal, somando seis resultados positivo no confronto anual (+2,30%). Os dados efetivos serão conhecidos às 9h, juntamente com novas estimativas para a safra agrícola neste e no próximo ano.

À tarde, o Banco Central informa (14h30) os dados parciais deste mês sobre a entrada e saída de dólares do país, que podem reforçar a falta de apetite dos estrangeiros pelos ativos brasileiros citada acima. No acumulado do ano até outubro, a conta financeira está negativa em US$ 35,5 bilhões, contaminando o fluxo cambial no período.

Entre os eventos de relevo, o presidente Jair Bolsonaro reúne-se hoje em Brasília com líderes do Brics, grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Bolsonaro terá reuniões separadas com cada chefe de Estado. Ele se encontra com o líder chinês, Xi Jinping, pela manhã, para a assinatura de atos. A cúpula acontece até quinta-feira.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Já no exterior, o destaque fica com os dados de outubro da indústria e do varejo chinês, que serão conhecidos apenas no fim do dia, juntamente com os investimentos nos ativos fixos. Logo cedo, sai a produção industrial na zona do euro em setembro. Também serão conhecidos indicadores de preços na Alemanha e no Reino Unido.

Depois, nos EUA, é a vez da inflação ao consumidor norte-americano (CPI) no mês passado, às 10h30. Ainda por lá, merece atenção o discurso do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, no Congresso, onde falará sobre perspectivas econômicas, a partir das 13h. À tarde, sai o Orçamento do Tesouro dos EUA em outubro (16h).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
MAÇÃ DE OURO

Ação da Apple (AAPL) sobe depois de alta de quase 20% no lucro com sucesso do iPhone 17; saiba qual é o risco no horizonte

1 de maio de 2026 - 11:48

A falta de chips não é o único obstáculo da inteligência artificial para as empresas de tecnologia, que mostram que a corrida pela IA vai custar caro

SD ENTREVISTA

Bolsa brasileira não está barata, mas vale a pena pagar mais caro por boas empresas, afirma gestor da Itaú Asset

30 de abril de 2026 - 16:05

Ao Seu Dinheiro, Rodrigo Koch, responsável pelas estratégias de ações da família Optimus, explica por que trocou a busca por “barganhas” pela segurança da liquidez

INADIMPLÊNCIA NO ARRANHA-CÉU

FII BMLC11 leva calote e move ação de despejo contra locatária do prédio mais alto do RJ; entenda os impactos nos dividendos

30 de abril de 2026 - 11:40

O espaço ocupado pela empresa representa cerca de 2% da área bruta locável (ABL) do BMLC11, o que limita o impacto operacional

RENDA EXTRA PARA COMPRAS

Iguatemi (IGTI11) prevê investimentos e dividendos milionários para 2026; confira o anúncio da operadora de shopping centers

30 de abril de 2026 - 11:01

A Iguatemi publica seu balanço do primeiro trimestre de 2026 (1T26) em 5 de maio e pode apresentar, de acordo com o Itaú BBA, crescimento de 9,6% na receita líquida

PRESSÃO TOTAL

O dia em que o otimismo evaporou da bolsa, fez o Ibovespa fechar no pior nível em um mês e Nova York sucumbir

29 de abril de 2026 - 17:53

No câmbio, o dólar à vista fechou em alta, voltando a ficar acima dos R$ 5,00; confira o que mexeu com os mercados nesta quarta-feira (29)

JOIA RARA

Bradsaúde (ODPV3) faz olhos do Itaú BBA brilharem, que eleva a recomendação para compra; mas entenda qual é o risco

29 de abril de 2026 - 15:45

O Itaú BBA acredita que é uma uma operadora líder geradora de caixa, investimentos hospitalares de alto retorno e um perfil atrativo de dividendos

TOUROS E URSOS #268

O dólar está ‘no limite’? Por que este gestor especialista em câmbio não vê muito mais espaço para queda

29 de abril de 2026 - 14:30

Alfredo Menezes, CEO e CIO da Armor Capital, participou da edição desta semana do podcast Touros e Ursos. Para ele, a moeda norte-americana já se aproxima de um piso e tende a encontrar resistência para cair muito além dos níveis atuais

AUMENTOU A VACÂNCIA

Fundo imobiliário perde inquilina que responde por 16% da receita; confira os impactos no bolso dos cotistas

29 de abril de 2026 - 10:46

Os espaços que serão devolvidos pela inquilina representam, aproximadamente, 11,7% da área bruta locável (ABL) do portfólio do HOFC11

LOGÍSTICA DAY

Nova casa do Mercado Livre: FII do BTG Pactual entrega maior galpão built-to-suit da América Latina; confira os detalhes do novo espaço

28 de abril de 2026 - 18:02

O imóvel é o primeiro ativo de desenvolvimento (greenfield) realizado pela plataforma logística do BTG Pactual

O DÓLAR VAI DERRETER?

Nem Lula, nem Flávio Bolsonaro: o vencedor nas pesquisas eleitorais é o real — e Citi monta estratégia para lucrar com o câmbio

28 de abril de 2026 - 17:08

Enquanto o mercado teme a urna, o banco norte-americano vê oportunidade; entenda a estratégia para apostar na valorização do real diante do cenário eleitoral acirrado no Brasil

VEJA DETALHES

IPO de até R$ 5 bilhões: Compass confirma oferta de ações que ‘sairão do bolso’ dos acionistas, incluindo a Cosan (CSAN3)

28 de abril de 2026 - 9:02

Operação será 100% secundária, o que significa que o dinheiro não entrará no caixa da empresa e, sim, no bolso dos acionistas vendedores, e pode envolver inicialmente 89,28 milhões de ações, com possibilidade de ampliação conforme a demanda

A GEOPOLÍTICA DO DINHEIRO

O dólar mais baixo veio para ficar? Inter corta projeção para 2026 e recalibra cenário de juros e inflação

27 de abril de 2026 - 20:09

Moeda norte-americana perde força globalmente, enquanto petróleo elevado e tensões no Oriente Médio pressionam inflação e limitam cortes de juros; confira as projeções do banco

CONTRATO DE EVENTO

B3 estreia 6 novos contratos de eventos: saiba como funcionam os “derivativos simplificados” de Ibovespa, dólar e bitcoin

27 de abril de 2026 - 19:15

O Seu Dinheiro explica de forma simples como funciona essa forma de operar derivativos com risco limitado

ALUGUEL DE AÇÕES EM DISPARADA

Às vésperas de eleição decisiva na Hapvida (HAPV3), controladores ‘mostram os dentes’ para defender o poder na empresa

27 de abril de 2026 - 18:45

Com aluguel de ações disparando, o movimento que normalmente indicaria pressão vendedora revela, na verdade, uma disputa silenciosa por poder, em que papéis são utilizados como instrumento para ampliar influência na assembleia que decidirá o futuro do conselho

OFERTA PÚBLICA DE AQUISIÇÃO

Sabesp (SBSP3) quer a Emae só para si: com oferta na mesa, EMAE4 dispara até 20% fora do Ibovespa

27 de abril de 2026 - 12:25

As ações da Emae saltam após a confirmação de que a Sabesp, acionista controladora, quer adquirir a totalidade das ações por R$ 61,83 por papel

RESUMO SEMANAL

Estrangeiros de saída do Ibovespa? Bolsa cai 2,8% na semana, mas Hapvida (HAPV3) brilha e dispara 15%

25 de abril de 2026 - 11:32

Nos últimos sete pregões, o saldo do investidor estrangeiro foi de saída líquida de cerca de R$ 3 bilhões

EXPANSÃO DO PORTFÓLIO

BTG Pactual Logística (BTLG11) quer surfar a onda dos galpões logísticos e anuncia oferta de até R$ 2 bilhões; confira os detalhes da operação

24 de abril de 2026 - 15:28

Embora a captação seja de cerca de R$ 1,6 bilhão, o BTLG11, que é um dos fundos mais populares entre os investidores pessoas físicas, também informou que poderá emitir um lote adicional de até 3.902.439 de cotas

RENDA EXTRA NA CONTA

Copel (CPLE3) define data para pagar dividendos de R$ 1,35 bilhão. Quem tem direito ao pagamento?

24 de abril de 2026 - 14:30

O setor elétrico é conhecido pelo pagamento de proventos atrativos. O BTG Pactual e o Safra, por exemplo, veem a ação com bons olhos para quem busca renda extra com dividendos.

TEMPORADA DE BALANÇOS

Lucro da Usiminas (USIM5) mais que dobra e ação salta 7%; dólar fraco e ‘mix premium’ turbinam os números do 1T26

24 de abril de 2026 - 13:14

Com preços mais altos, custos menores e mix voltado ao setor automotivo, siderurgia puxa Ebitda para R$ 653 milhões, enquanto mineração segue pressionada por volumes menores

CICLOS POSITIVOS

Vacância em lajes corporativas volta ao nível pré-pandemia em São Paulo, diz BTG Pactual — mas outro setor bate recordes e rouba a cena

24 de abril de 2026 - 12:01

Apesar das projeções otimistas, o banco identifica que regiões como a Vila Olímpia devem ser impactadas pela devolução de imóveis em breve

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia