Menu
Dados da Bolsa por TradingView
2019-11-04T09:06:53-03:00
Olivia Bulla
Olivia Bulla
Olívia Bulla é jornalista, formada pela PUC Minas, e especialista em mercado financeiro e Economia, com mais de 10 anos de experiência e longa passagem pela Agência Estado/Broadcast. É mestre em Comunicação pela ECA-USP e tem conhecimento avançado em mandarim (chinês simplificado).
A Bula do Mercado

Semana promete e começa em tom positivo

Expectativa do mercado financeiro recai no pacote de Guedes, a ser enviado ao Congresso amanhã, e no acordo comercial entre EUA e China neste mês

4 de novembro de 2019
5:41 - atualizado às 9:06
MERCADOTESTAOTIMISMO
Petrolíferas também agitam os negócios, com IPO da Saudi Aramco e megaleilão do pré-sal

A primeira semana de novembro começa com expectativa elevada no mercado financeiro, à espera do pacote de medidas que tem a digital do ministro Paulo Guedes (Economia). A agenda de propostas deve ser entregue amanhã por ele e o presidente Jair Bolsonaro e a mensagem que o governo e a equipe econômica querem passar (aos empresários e investidores) é de que o Brasil segue empenhado em colocar as contas públicas em ordem.

Para saber mais sobre “O pacote de Guedes”, leia em A Bula da Semana.

Enquanto aguarda o amplo conjunto de medidas a ser enviado ao Congresso nesta semana, o mercado doméstico monitora o cenário internacional. Lá fora, os ativos de riscos seguem embalados pelos números robustos sobre o emprego nos Estados Unidos apontados pelo payroll e as afirmações otimistas de que há progresso entre as duas maiores economias do mundo para assinar um acordo comercial parcial neste mês.

Em reação a essas notícias, as principais bolsas asiáticas encerraram a sessão em alta, pegando carona no avanço ao redor de 1% em Wall Street na última sexta-feira, quando o S&P 500 renovou a máxima histórica. Xangai subiu 0,6% e Hong Kong avançou 1,4%, beneficiadas ainda por um acordo de livre comércio entre a China e 16 países do sudeste asiático. Tóquio, por sua vez, permaneceu fechado devido a um feriado no Japão.

O sinal positivo também prevalece nos índices futuros das bolsas de Nova York, o que embala a abertura do pregão europeu, apesar do Velho Continente estar se preparando para um Brexit no fim de janeiro, com ou sem acordo. Nos demais mercados, o dólar está mais fraco, perdendo terreno para as moedas de países desenvolvidos, como o euro e a libra, e emergentes, como o rand sul-africano. O petróleo cai.

Além disso, a temporada de balanços continua agitando os negócios no exterior, bem como o anúncio da oferta pública inicial de ações (IPO) da Saudi Aramco. A gigante petrolífera deve levantar até US$ 2 trilhões com a tão esperada operação, prometida pelo príncipe herdeiro da Arábia Saudita Mohammed bin Salman desde 2016. Os papéis da estatal devem estrear na Bolsa de Riad no mês que vem.

Itaú é o destaque do dia

No Brasil, o setor petroleiro também será destaque nesta semana, já que está previsto para quarta-feira o megaleilão da cessão onerosa. Grandes petrolíferas estrangeiras e a Petrobras devem disputar a reserva excedente, estimada em até 15 bilhões de barris em campos do pré-sal, o que pode levantar, pelo menos, US$ 50 bilhões.

Portanto, a licitação deve atrair um ingresso maciço de dólares ao país, diante da expectativa de ágios elevados para algumas áreas ofertadas. Com isso, o dólar tende a seguir em queda neste início de mês, após encerrar a semana passada abaixo de R$ 4,00. Já o Ibovespa pode ser impulsionado pela volta do apetite dos “gringos”.

Porém, caso haja menor interesse por parte das empresas estrangeiras, a entrada de fluxo externo pode ser frustrada, afetando o comportamento da moeda norte-americana e respingando nos demais ativos domésticos. No mês passado, o Ibovespa renovou o recorde de pontuação durante seis pregões, encerrando a sexta-feira com nova máxima intraday.

Hoje, o destaque da agenda doméstica fica com os números trimestrais do Itaú, após o fechamento dos negócios locais. Aliás, o pregão na Bolsa brasileira ganha uma hora a mais a partir de hoje, com o fim do horário de verão nos EUA ontem. Com isso, o horário de divulgação dos indicadores econômicos também passa a ser uma hora mais tarde.

Entre os indicadores econômicos, no exterior, saem as encomendas às fábricas nos EUA em setembro (12h) e dados sobre a atividade (PMI) na indústria da zona do euro em outubro, logo cedo. Por aqui, a semana começa com apenas uma das tradicionais publicações do dia, a Pesquisa Focus (8h25).

Nos próximos dias, o calendário doméstico traz como destaque a ata da reunião da semana passada do Comitê de Política Monetária (Copom) e o resultado de outubro da inflação oficial ao consumidor brasileiro (IPCA). Essas divulgações devem esquentar o debate sobre se a última queda da Selic será em dezembro ou se cabem ajustes adicionais em 2020.

Já no exterior, a agenda estará esvaziada. Com isso, o foco dos ativos domésticos deve ficar concentrado na cena local, com a atenção dos investidores divididas entre a pauta política e os eventos econômicos, capazes de agitar o mercado brasileiro - quiçá, descolando-o do comportamento lá fora e dando ritmo próprio aos negócios por aqui. A conferir.

Comentários
Leia também
ENCRUZILHADA FINANCEIRA

Confissões de um investidor angustiado

Não vou mais me contentar com os ganhos ridículos que estou conseguindo hoje nas minhas aplicações. Bem que eu queria ter alguém extremamente qualificado – e sem conflito de interesses – para me ajudar a investir. Só que eu não tenho o patrimônio do Jorge Paulo Lemann. E agora?

IPO adiado

Bluefit: nem desconto de 20% garante estreia da rede de academias na bolsa

Inicialmente estimado em R$ 600 milhões, IPO da rede de academias de baixo custo agora deverá ter o valor reduzido e envolver apenas investidores institucionais, como fundos e fundações

Tensão EUA-China

Executiva da Huawei detida no Canadá em 2018 volta à China após acordo com os EUA

Confinada à cidade de Vancouver há quase três anos, onde havia sido presa sob acusação de fraude, CFO da Huawei, Meng Wangzhou, protagonizou incidente diplomático entre Canadá, EUA e China

o melhor do seu dinheiro

Mercados na semana: O destino da Evergrande, uma análise da Vale e seis ações indicadas por analistas

A semana que termina nos mercados foi marcada pela incerteza quanto ao futuro da incorporadora chinesa Evergrande e seus desdobramentos sobre a economia global. A crise na empresa, que tem um passivo oscilando à beira da insolvência, é consequência do aperto monetário e regulatório sobre o setor promovido pelo governo chinês desde o final do […]

Estimativas

Carrefour (CRFB3) divulga projeção para Atacadão e estima R$ 100 bi em vendas em 2024

A projeção de vendas brutas da rede no exercício social que se encerrará em 31 de dezembro de 2021 é de R$ 60 bilhões

PODCAST MESA PRA QUATRO

Da Conga até o Tik Tok: Gretchen conta de sua carreira artística e como administra seu dinheiro

Aos 60 anos, Gretchen relata sobre sua independência financeira e histórias de família e de carreira

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies