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CEO da empresa, Pedro Parente, justificou o desempenho aquém do esperado pelo fato de a companhia ter encontrado “adversidades” na Argentina e na Europa
A BRF encerrou nesta quinta-feira, 7, seu plano de desinvestimentos sem ter alcançado a meta inicial de captar R$ 5 bilhões - angariou um total de R$ 4,1 bilhões após a venda anunciada pela manhã de unidades da Europa e da Tailândia à Tyson Foods por US$ 340 milhões (R$ 1,3 bilhão).
Em teleconferência, o CEO da empresa, Pedro Parente, justificou o desempenho aquém do esperado pelo fato de a companhia ter encontrado "adversidades" na Argentina e na Europa, regiões nas quais realizou vendas de ativos.
"Na Europa, há uma série de incertezas relacionadas ao Brexit", disse o executivo, citando o processo de desvinculação entre o Reino Unido e a União Europeia. Segundo Parente, 81% da meta projetada foi alcançada, ou seja, R$ 4,1 bilhões.
O CEO conta que os membros do Conselho de Administração chegaram a cogitar a possibilidade de novas vendas para que a meta de R$ 5 bilhões fosse alcançada, mas como todas as vendas previstas foram feitas, ainda que com valores mais baixos que os esperados, e haverá apenas "um atraso temporal" na queda da alavancagem, a conclusão foi de que a venda de novos ativos "não se justifica".
A BRF estima que a alavancagem - razão entre a dívida líquida e o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) Ajustado - ficará em torno de cinco vezes no 4º trimestre de 2018, incluindo os efeitos pro forma de todas as vendas de ativos já anunciadas, e aproximadamente 3,65 vezes no 4º trimestre de 2019, o que representa um adiamento de seis meses para o alcance das metas divulgadas no Fato Relevante de 29 de junho de 2018.
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Entre as propostas apresentadas também estaria a saída de Rubens Ometto, fundador da controladora Cosan (CSAN3), da presidência do conselho da Raízen