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No mês passado, BCE adotou um pacote de estímulos que incluía a restauração do QE, com a compra de 20 bilhões de euros em ativos mensalmente

Os dirigentes do Banco Central Europeu (BCE) mostraram divergências quanto à necessidade de a instituição retomar seu programa de relaxamento quantitativo na reunião de política monetária de 12 de setembro.
A ata do encontro, publicada nesta quinta-feira, aponta que "vários dirigentes" do BCE consideraram que as justificativas para retomar o QE não eram "suficientemente fortes", por se tratar de um instrumento "menos eficiente" que deveria ser utilizado apenas em "último caso".
No mês passado, o BCE adotou um amplo pacote de novos estímulos monetários, incluindo a restauração do QE, através do qual a instituição comprará 20 bilhões de euros em ativos mensalmente por tempo indeterminado.
Durante a reunião, foi argumentado que manter o QE pelo tempo que for necessário poderá forçar o BCE a ampliar o montante mensal de compras de ativos devido ao possível aumento da demanda, mostra a ata.
O documento também relata que "poucos dirigentes" do BCE defenderam um corte mais agressivo na taxa de depósitos, de 20 pontos-base, como parte de um pacote que excluiria o QE. Na ocasião, o BCE decidiu reduzir a taxa de depósitos em 10 pontos-base, a -0,50%, implementando seu primeiro corte de juros desde março de 2016.
Além disso, vários dirigentes argumentaram que as últimas projeções macroeconômicas do BCE "ainda eram muito otimistas", apesar de já terem sido revisadas para baixo, "em função das incertezas prevalecentes", diz a ata.
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A próxima reunião do BCE, ainda com Mario Draghi como presidente da instituição, será no dia 24 de outubro. Em 1º de novembro, a ex-diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI) Christine Lagarde irá suceder Draghi no comando do BCE.
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