Credit Suisse recomenda compra de ação do BMG após queda de 28% desde IPO
Os analistas do banco suíço – que foi um dos bancos coordenadores do IPO – iniciaram a cobertura das ações do BMG com preço-alvo de R$ 12,50, o que representa um potencial de alta de 50%

Quem decidiu investir nas ações do Banco BMG (BMGB4) na oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês), realizada no fim de outubro, amarga uma perda de 28% em pouco mais de um mês. Mas para o Credit Suisse, apesar da queda (ou por causa dela), os papéis do banco estão atrativos.
Os analistas do banco suíço – que foi um dos bancos coordenadores do IPO que até agora só deu dor de cabeça para os investidores –iniciaram a cobertura das ações do BMG com recomendação "outperform" (equivalente a compra). O preço-alvo para os papéis é de R$ 12,50, o que representa um potencial de alta de 50% em relação à cotação de fechamento de sexta-feira (R$ 8,35).
As ações do BMG desabaram na bolsa pouco depois da estreia na B3 em reação aos resultados desapontadores do terceiro trimestre e dificuldades na comunicação com o mercado, segundo o Credit Suisse.
Os investidores foram pegos de surpresa com o aumento nas despesas do banco com provisões legais, que passaram de R$ 44 milhões no primeiro trimestre do ano para R$ 90 milhões no período entre julho e setembro, o equivalente a 4% da carteira de crédito e 36% do lucro.
"Embora as provisões provavelmente levem a estimativas de resultados mais baixas do que o inicialmente previsto, a queda de 28% no preço das ações parece exagerada em nossa visão", escreveram os analistas do Credit Suisse, em relatório a clientes.
O BMG deve registrar um lucro líquido ajustado de R$ 646 milhões no ano que vem, o que representa uma rentabilidade sobre o patrimônio (ROE, na sigla em inglês) de 15,7%, de acordo com o Credit Suisse. A alta "significativa" em relação aos níveis de 2019 deve ser puxada pelo melhor mix de ativos e crédito e melhora no funding apesar do maior nível de provisões legais.
No pregão de hoje, as ações do BMG fecharam em alta de 1,92%, a R$ 8,51. Leia também nossa cobertura completa de mercados.
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