Menu
2019-06-19T14:55:41-03:00
Bruna Furlani
Bruna Furlani
Jornalista formada pela Universidade de Brasília (UnB). Fez curso de jornalismo econômico oferecido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Tem passagem pelas editorias de economia, política e negócios de veículos como O Estado de S.Paulo, SBT e Correio Braziliense.
Tchau, China?

A estratégia da Apple para tentar driblar a guerra comercial

Entre os países que estão em análise para uma possível transferência estão nomes como México, Índia, Vietnã, Indonésia e Malásia, sendo que os dois últimos são os preferidos. As informações foram obtidas pelo portal Nikkei Asian Review, com fontes próximas

19 de junho de 2019
14:55
iPhone da Apple
iPhone da Apple - Imagem: Shuttestock

É, parece que a intensificação da guerra comercial entre Estados Unidos e China está assustando a maçã mais famosa do mundo, a Apple (AAPL). A gigante da tecnologia está sondando os seus maiores fornecedores sobre o possível custo de transferir entre 15% e 30% da sua capacidade de produção da China para o Sudeste Asiático. As informações foram divulgadas hoje (19) pelo site Nikkei Asian Review.

De acordo com o portal, depois de anos dependendo tanto da manufatura na China, a companhia norte-americana percebeu que é arriscado demais apostar apenas nos chineses e que precisa diversificar a sua produção. A medida ocorre após o governo de Donald Trump elevar a taxa de 10% para 25% sobre US$ 200 bilhões em produtos chineses como uma pressão para fechar o acordo comercial no mês passado.

Entre os países que estão em análise para uma possível transferência estão nomes como México, Índia, Vietnã, Indonésia e Malásia, sendo que os dois últimos são os preferidos. As informações foram obtidas pelo portal com fontes próximas.

Mas deve demorar

O ponto é que os fornecedores já admitiram que pode ser difícil replicar a logística chinesa e que isso pode fazer com que a mudança leve mais tempo do que o esperado. Com isso, a China pode permanecer como uma importante base para a Apple durante os próximos anos.

E, para completar, a Apple não estabeleceu um prazo final para que os fornecedores apresentem propostas comerciais, o que pode atrasar os trâmites.

iPhone mais caro

Outra razão que pode ter feito a Apple se movimentar foi a possibilidade de que o seu principal produto, o iPhone, ficasse bem mais caro com a guerra comercial.

Segundo relatório do analista Samik Chatterjee do J.P. Morgan divulgado no mês passado, a empresa teria que elevar em 14% o preço do carro-chefe da marca, o iPhone, se quisesse eliminar o impacto do aumento das tarifas americanas contra os chineses.

No documento, o especialista mostrou que o preço do celular passaria de US$ 1.000 para US$ 1.1142. Com isso, os iPhones poderiam ficar 14% mais caros.

Isso porque sem o aumento de tarifas, o custo total de produção para a Apple do iPhone XS era de US$ 567. Agora, com a elevação das tarifas, o custo total de produção passaria a ser de US$ 709. Hoje, a produção do iPhone é feita na China.

Mesmo com a intensificação da guerra comercial, as ações da Apple apresentam valorização de 25,86% no acumulado do ano. Por volta das 14h51 de hoje, os papéis da companhia estavam sendo negociados em US$ 76,70, uma alta de 0,51%.

Comentários
Leia também
UMA OPÇÃO PARA SUA RESERVA DE EMERGÊNCIA

Um ‘Tesouro Direto’ melhor que o Tesouro Direto

Você sabia que existe outro jeito de investir a partir de R$ 30 em títulos públicos e com um retorno maior? Fiz as contas e te mostro o caminho

Títulos públicos

Veja os preços e as taxas do Tesouro Direto nesta segunda-feira

Confira os preços e taxas de todos os títulos públicos disponíveis para compra e resgate

13 notícias para começar o dia bem informado

A semana começa com um feriado lá fora e um “feriadinho” meia boca no estado de São Paulo. Enquanto Wall Street permanece fechado, a bolsa brasileira opera normalmente. O feriado antecipado pelo governo de São Paulo não colou no mercado financeiro. Recebi inúmeros comunicados de empresas e bancos informando que terão expediente normal. Os investidores […]

efeito coronavírus

Confiança do comércio sobe 6,2 pontos em maio, afirma FGV

Nos dois meses anteriores, o índice tinha acumulado uma perda de 38,6 pontos e descido ao menor nível da série histórica

tensão entre potências

China exige que EUA retirem sanções a fornecedores de tecnologia

Ministério de Relações Exteriores chinês acusou o governo americano de interferir em assuntos do país

Aumento nas tarifas

Emendas de deputados elevariam conta de luz

Embora possam parecer bem-intencionadas, emendas que propõem o aumento do grupo de beneficiários do programa ou estendem o tempo de isenção das tarifas aumentam, indiretamente, a conta de luz da maioria da população

focus

Mercado prevê queda de 5,89% do PIB em 2020

Estimativa anterior registrada em edição do Focus era de redução de 5,12% do PIB; dólar deve terminar 2020 a R$ 5,40

efeitos da crise

Ativos de bancos somam R$ 7,4 trilhões

Com o aumento da oferta de crédito, os cinco maiores bancos brasileiros têm em mãos recursos equivalentes à toda a economia brasileira

crise política

Nas redes, avaliação é de que divulgação de vídeo favorece presidente

Relatório da DL Rosenfield indica que o vídeo da reunião ministerial de 22 de abril foi interpretado nas redes sociais como uma “grande vitória” para bolsonaristas

entrevista ao Fantástico

Bolsonaro esvaziou a agenda contra corrupção, diz Moro

Ex-ministro declarou ainda que considera “questionáveis” as recentes alianças feitas por Bolsonaro com os partidos do Centrão

segundo ministério da saúde

Brasil tem 363 mil casos confirmados de covid-19 e 22 mil mortes

Nas últimas 24 horas, o ministério registrou 15.813 novos casos e 653 mortes

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu
Advertisements