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2019-01-21T16:39:24-02:00
Eduardo Campos
Eduardo Campos
Jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo e Master In Business Economics (Ceabe) pela FGV. Cobre mercado financeiro desde 2003, com passagens pelo InvestNews/Gazeta Mercantil e Valor Econômico cobrindo mercados de juros, câmbio e bolsa de valores. Há 6 anos em Brasília, cobre Banco Central e Ministério da Fazenda.
E-Commerce

Amazon está prestes a ampliar operações no Brasil. Como ficam as concorrentes?

Relatório do BTG avalia impacto desse movimento da gigante do comércio eletrônico sobre as B2W e Magazine Luiza

21 de janeiro de 2019
15:20 - atualizado às 16:39
Placa de loja da Amazon
Imagem: Shutterstock

Relatório do BTG Pactual sobre comércio eletrônico afirma que a Amazon vai ampliar sua atuação no mercado brasileiro já nesta semana, com a implantação de algo conhecido no setor como plataforma 1P, que consiste em centralizar todos os passos da venda online buscando garantir entregas rápidas e melhor atendimento aos clientes.

O projeto vinha sofrendo atrasos em função das naturais dificuldades impostas para se organizar a logística e a tributação no mercado brasileiro. Para o BTG, a implementação do que é conhecido como “Fulfillment by Amazon” ou FBA será feito de forma gradual em função da concorrência de empresas como Magazine Luiza e B2W.

De forma simplificada, dentro do FBA, a Amazon é responsável por receber, processar e enviar os pedidos dos diferentes produtos que estão em seu site e que são ofertados por outras empresas (marketplace). A ideia do modelo é manter a credibilidade da marca.

O assunto está em pauta no mercado despertando discussões sobre o que isso pode significar para as ações das empresas varejistas que já estão bem consolidadas no Brasil.

Para o BTG, esse movimento da Amazon significa que a empresa está pronta para acelerar investimentos, envolvendo a ampliação de parcerias que permitam a adoção do modelo FBA. O banco lembra que a empresa já atua com a Prologis e conta com um galpão de 50 mil metros quadrados em São Paulo.

B2W e MGLU

Especificamente sobre a B2W e Magazine Luiza, o BTG avalia que ainda são as suas escolhas prediletas e vencedoras no segmento de e-commerce. Mas a notícia envolvendo a Amazon deve trazer volatilidade para os ativos do setor. Agora à tarde, na B3, por volta das 15 horas, as ações da B2W (BTOW3) caíam pouco mais de 4%, a R$ 44,09. Os papéis da Magazine Luiza (MGLU3) recuavam 3,4%, a R$ 168,30.

O banco vem alertando, desde 2016, que o e-commerce no país vai apresentar forte crescimento, com o mercado triplicando até 2025, alcançando R$ 200 bilhões em GMV (métrica do setor para medir transações).

Na avaliação do BTG, apesar do sucesso da Amazon em países como Alemanha, Reino Unido e EUA, a expectativa é de que no Brasil a empresa enfrentará acirrada concorrência das empresas já estabelecidas, que investiram nos últimos anos para promover o modelo de “Fullfilment”, construindo um ecossistema que prioriza a experiência do cliente.

“Esse cenário deve impedir um crescimento acelerado da Amazon no Brasil. No nosso cenário base, a empresa estará competindo por uma participação na parte baixa dos dois dígitos de market share”, diz o relatório da instituição.

A Amazon foi procurada pela reportagem, mas não tinha retornado até a publicação desta nota.

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