Menu
2019-07-18T18:22:44-03:00
Bruna Furlani
Bruna Furlani
Jornalista formada pela Universidade de Brasília (UnB). Fez curso de jornalismo econômico oferecido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Tem passagem pelas editorias de economia, política e negócios de veículos como O Estado de S.Paulo, SBT e Correio Braziliense.
Entenda o caso

Depois de fixar o preço dos papéis em R$ 1,10 no follow-on, ações da Tecnisa despencam mais de 9%

O mais provável é que a queda vertiginosa esteja associada ao fato de que o papel esteja se ajustando ao preço estipulado na oferta de ações

18 de julho de 2019
16:19 - atualizado às 18:22
Prédios em construção
Imagem: Shutterstock

Depois de ver os seus ativos dispararem no começo deste mês, as ações da Tecnisa (TCSA3) sofreram um revés e terminaram o pregão desta quinta-feira (18), com queda de mais de 9%.

A razão é porque ontem (17) foi anunciado que o preço por ação ficou em R$1,10 na oferta subsequente (follow-on) de distribuição primária que a empresa fará.

O ponto é que como os papéis estavam sendo negociados na bolsa por volta de R$ 1,43, o mais provável é que a queda vertiginosa esteja associada ao fato de que o papel esteja se ajustando ao preço estipulado na oferta de ações.

Em outras palavras, pelo fato do preço atual estar acima do valor estabelecido no follow-on isso pode ter gerado um movimento vendedor.

Follow-on

Como explicou o Victor Aguiar, a Tecnisa passa por uma situação incômoda. Ao fim do primeiro trimestre deste ano, por exemplo, a construtora tinha apenas R$ 102 milhões em caixa — cifra inferior ao total de dívidas com vencimento até o fim de 2019, de R$ 113 milhões.

A ideia de fazer uma oferta subsequente de ações de distribuição primária era parte do plano para reforçar o caixa e trazer alívio às suas métricas de endividamento.

De acordo com as informações divulgadas ontem (17), serão emitidas 405 milhões de novas ações ordinárias (ON). Com isso, a empresa arrecadou R$445,5 milhões e o capital social da companhia passará a ser de R$ 1.868.315.630,00, dividido em 736.192.307 ações ordinárias.

Oferta para um "clubinho"

Mas a oferta não será para qualquer tipo de investidor. Segundo a Instrução CVM 476, as empresas podem realizar ofertas com esforços restritos.

Nesse caso, apenas um grupo de, no máximo, 50 investidores profissionais poderá subscrever ou comprar os novos ativos.

Geralmente, a preferência por esse tipo de emissão está relacionada ao custo mais baixo e agilidade, já que não é preciso fazer prospecto (documento que deve conter todas as informações sobre o investimento, como o risco, perspectivas da empresa etc) e não exige registro na CVM.

Comentários
Leia também
OS MELHORES INVESTIMENTOS NA PRATELEIRA

Garimpei a Pi toda e encontrei ouro

Escolhi dois produtos de renda fixa para aplicar em curto prazo e dois para investimentos mais duradouros. Você vai ver na prática – e com a translucidez da matemática – como seu dinheiro pode render mais do que nas aplicações similares dos bancos tradicionais.

seu dinheiro na sua noite

Em fevereiro não tem Carnaval

Moro num país tropical, que eu já não sei se é abençoado por Deus, mas que é bonito por natureza. Mas no próximo mês de fevereiro, ao contrário do que diz a canção do Jorge Ben, não tem Carnaval. A festa foi cancelada pela pandemia. Mas tem outro evento muito aguardado, pelo menos para os […]

JOINT VENTURE

Wiz cria corretora de seguros com a distribuidora de veículos Caoa

Nova companhia terá direito de comercializar com exclusividade, na rede de distribuição controlada pela Caoa, produtos e serviços de seguridade por 20 anos

rodovias estaduais

BNDES aprova R$ 3 bi para lote PiPa, maior concessão rodoviária do País

Banco de fomento informou que o empréstimo cobrirá 58% do total de investimentos previstos nos sete primeiros anos de concessão

Fechamento

De novo ele! Risco fiscal não dá trégua e Ibovespa tem queda firme; dólar sobe a R$ 5,36

Lá fora, o dia foi misto, com os investidores pesando o entusiasmo com Biden e a cautela com a situação econômica na Europa

na justiça

Última audiência de mediação com a Vale no caso Brumadinho termina sem acordo

Segundo o TJMG, mineradora propôs um valor da ordem de R$ 29 bilhões em indenização por danos materiais e morais, abaixo do pedido pelo governo e instituições

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu
Advertisements
Advertisements

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies