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Dados da Bolsa por TradingView
2019-10-28T18:01:11-03:00
Victor Aguiar
Victor Aguiar
Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pelo Instituto Educacional BM&FBovespa. Trabalhou nas principais redações de economia do país, como Bloomberg, Agência Estado/Broadcast e Valor Econômico. Em 2020, foi eleito pela Jornalistas & Cia como um dos 10 profissionais de imprensa mais admirados no segmento de economia, negócios e finanças.
Hora de comprar

As ações da Sinqia já subiram mais de 150% no ano. Para o BTG, há espaço para mais

O BTG Pactual iniciou a cobertura para as ações da Sinqia com recomendação de compra e preço-alvo em 12 meses de R$ 22,00, citando o potencial de crescimento da empresa

28 de outubro de 2019
11:30 - atualizado às 18:01
sinqia
Reunião da Sinqia com clientes - Imagem: Divulgação / Instagram da empresa

A Sinqia, companhia provedora de tecnologia para o sistema financeiro, tem tido um ano bastante agitado. Somente em 2019, os papéis ON da empresa (SQIA3) já acumulam ganhos de mais de 150%, aparecendo entre os destaques da bolsa — somente como comparação, o Ibovespa sobe "apenas" 23% de janeiro para cá.

Mas não é só isso. Em setembro, a empresa concluiu uma oferta subsequente de ações, levantando mais de R$ 360 milhões; no início de outubro, os ativos da Sinqia foram desdobrados na proporção de um para quatro, de modo a ampliar a liquidez e facilitar o investimento — o interesse pelos papéis, afinal, cresceu muito de uns meses para cá.

E essa busca cada vez maior pelas ações da companhia devem aumentar ainda mais. Nesta segunda-feira (28), o BTG Pactual iniciou a cobertura para os papéis da Sinqia — e a visão do banco é bastante otimista. Logo na largada, a instituição recomenda a compra dos ativos da empresa, estabelecendo preço-alvo em 12 meses de R$ 22,00.

Considerando a cotação de fechamento das ações ON da Sinqia na última sexta-feira (25), de R$ 16,00, o preço-alvo fixado pelo BTG implica num potencial de valorização de 37,5%. Ou seja: mesmo após os ganhos expressivos vistos em 2019, o banco acredita que ainda há espaço para mais.

O mercado reagiu positivamente à visão do BTG: os papéis da companhia fecharam em alta de 3,12%, a R$ 16,50 — o Ibovespa avançou 0,77%, aos 108.187,06 pontos, chegando a um novo recorde de encerramento. Confira aqui a cobertura completa dos mercados nesta segunda-feira.

"Apesar de ser o maior player em seu segmento no Brasil, a companhia possui uma participação de mercado de apenas 3,6%", destacam os analistas Carlos Sequeira, Bernardo Teixeira, Thiago Kapulskis e Osni Carfi, em relatório. "Acreditamos que seu tamanho, expertise e capitalização a colocam numa posição única para se consolidar num ramo que está claramente muito fragmentado".

O parecer da equipe de análise do BTG fica em linha com o que o próprio presidente da Sinqia,  Bernardo Gomes, disse em entrevista exclusiva ao Seu Dinheiro, em outubro. Na ocasião, logo após concluir a oferta de ações, o executivo afirmou que a empresa estaria mirando 12 novas aquisições com os recursos levantados.

A Sinqia vem crescendo via fusões e aquisições desde 2005 — o banco afirma que, de lá para cá, a empresa já comprou 13 companhias e multiplicou suas vendas em 35 vezes. Assim, com os R$ 360 milhões recém obtidos, a expectativa é a de que entre num ciclo semelhante de expansão, "com potencial para dobrar as receitas em dois a três anos".

A provedora de tecnologia para o sistema financeiro divulgará seu balanço referente ao terceiro trimestre de 2019 em 13 de novembro — a teleconferência com analistas e investidores está marcada para o dia 14.

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