Menu
2019-10-14T14:28:44-03:00
Victor Aguiar
Victor Aguiar
Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pelo Instituto Educacional BM&FBovespa e UBS Escola de Negócios. Trabalhou nas principais redações de economia do país, como Bloomberg, Agência CMA, Agência Estado/Broadcast e Valor Econômico.
Just do it

A Nike deu um salto na China — e, agora, suas ações estão nas máximas históricas

As vendas da Nike cresceram no mundo todo, com destaque para o forte desempenho no mercado chinês — resultados que deram força às ações da empresa nesta quarta-feira

25 de setembro de 2019
15:29 - atualizado às 14:28
Tênis Nike
As vendas da Nike aumentaram em todas os mercados do mundo, com destaque para o forte desempenho na ChinaImagem: Joseph Barrientos / Unsplash

O mundo está tenso com a guerra comercial. Com a escalada nas tensões entre EUA e China e as barreiras protecionistas adotadas por ambos os lados, crescem as preocupações em relação à desaceleração da economia global. Mas, ao menos para a Nike, os tão temidos efeitos negativos gerados pela disputa ainda não chegaram.

  • LANÇAMENTO: Pela primeira vez um curso completo de análise gráfica acessível para qualquer pessoa. Apenas 97 vagas no preço promocional. Veja agora

Pelo contrário: a gigante do setor de artigos esportivos vendeu como nunca no território chinês. E, com isso, a empresa americana reportou um crescimento expressivo na receita e no lucro líquido — o que fez suas ações decolarem nesta quarta-feira (25).

Os papéis da Nike (NKE) terminaram a sessão de hoje em alta de 4,16% nos Estados Unidos, a US$ 90,81. Assim, os ativos da companhia atingiram uma nova máxima histórica em termos de fechamento — as ações nunca tinham encerrado um pregão acima dos US$ 90.

A Nike terminou o trimestre encerrado em 31 de agosto com uma receita líquida de US$ 10,660 bilhões, cifra 7% maior que a reportada no mesmo intervalo de 2018. A empresa registrou crescimento nas vendas em todas as regiões geográficas, mas o desempenho na China foi particularmente forte.

Sozinho, o mercado chinês gerou US$ 1,679 bilhão em receita para a Nike, um aumento de 27% na base anual, excluindo-se as variações cambiais. A América do Norte continua como a maior divisão da empresa, respondendo por US$ 4,293 bilhões das vendas — a expansão nessa região, contudo, foi bem mais tímida: apenas 4%.

No mercado da Europa, Oriente Médio e África, a Nike obteve receitas da ordem de US$ 2,773 bilhões (+12%), enquanto na Ásia, Pacífico e América Latina foram gerados US$ 1,345 bilhão em vendas (+13%).

Analisando a receita de acordo com cada linha de produto, o setor de calçados foi responsável por gerar US$ 6,521 bilhões de receita (+11%), seguido pelo segmento de calçados esportivos, com US$ 3,121 bilhões (+9%). Os tênis da linha Converse responderam por US$ 555 milhões (+8%), e a área de equipamentos gerou US$ 448 milhões (+11%).

Eficiência

O bom desempenho no mercado chinês não foi o único fator que agradou os mercados. O custo de vendas dos produtos da Nike cresceu apenas 4%, para US$ 5,789 bilhões — portanto, num ritmo inferior ao avanço da receita líquida.

Assim, o lucro bruto da empresa saltou 11% na base anual, chegando a US$ 4,871 bilhões, com a margem bruta passando de 44,2% para 45,7% no trimestre encerrado no último dia 31 de agosto.

Além disso, as despesas gerais e administrativas da Nike no período também mostraram uma expansão relativamente controlada: a linha totalizou US$ 3,328 bilhões, um aumento de 9% em um ano. Esse fator, em conjunto com a redução de outras despesas, culminou num salto firme do resultado final da Nike.

A empresa encerrou o trimestre com um lucro líquido de US$ 1,367 bilhão, cifra 25% maior que a reportada no mesmo intervalo de 2018. Com isso, o lucro por ação (EPS) da companhia — uma métrica muito usada para analisar balanços no exterior — aumentou 28%, chegando a US$ 0,86.

"Mesmo em meio ao ambiente macroeconômico e geopolítico cada vez mais volátil, esperamos que nosso foco implacável na melhoria de atendimento ao consumidor continue impulsionando um crescimento forte e amplo em nosso portfólio global", disse Andy Campion, vice-presidente executivo da Nike.

Desempenho das ações da Nike em 2019
Desempenho das ações da Nike em 2019
Comentários
Leia também
A REVOLUÇÃO 3.0 DOS INVESTIMENTOS

App da Pi

Aplique de forma simples, transparente e segura

Resolvendo pendências

STF: Petrobras não precisa se sujeitar à Lei das Licitações

Nos últimos anos, a Suprema Corte tem dado decisões relativas a Petrobras que consideram o cenário de livre competição em que opera a estatal.

Pacote fiscal aguardado

EUA: Senado aprova extensão de aumento de auxílio-desemprego

A emenda prevê a extensão da duração dos benefícios federais a desempregados, mas reduz seu valor semanal, em comparação com o projeto de lei aprovado pela Câmara dos Representantes no sábado passado

chama o max

Um meteoro passageiro chamado juros

O que fez a curva de juros norte-americana empinar tanto nos últimos meses e de uma maneira tão vigorosa nos últimos dias?

PODCAST

Zoeira com Nassim Taleb, ‘venda da Empiricus’ e reflexões sobre a taxa de juros: veja o que rolou no episódio #35 do Puro Malte

Podcast com Felipe Miranda, Rodolfo Amstalden, Beatriz Nantes e Ricardo Mioto é “conversa de bar” para quem gosta de finanças

Quase 2 mil mortos

Covid-19: Brasil tem segundo dia com mais mortes confirmadas

O Brasil também registrou hoje o recorde de mortes por semana. O número foi divulgado pelo Ministério da Saúde no mais novo boletim epidemiológico sobre a pandemia do novo coronavírus.

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies