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2019-09-10T11:31:21-03:00
Bruna Furlani
Bruna Furlani
Jornalista formada pela Universidade de Brasília (UnB). Fez curso de jornalismo econômico oferecido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Tem passagem pelas editorias de economia, política e negócios de veículos como O Estado de S.Paulo, SBT e Correio Braziliense.
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Linx fecha parceria com o Mercado Pago

Os especialistas estão otimistas com a companhia. Entre os analistas ouvidos pela Bloomberg, oito recomendam a compra das ações, dois recomendam a manutenção e um recomenda a venda

10 de setembro de 2019
11:23 - atualizado às 11:31
Túlio Oliveira – diretor do Mercado Pago, mostra pagamento por QR Code
Pagamento feito pelo Mercado pago, do Mercado Livre - Imagem: Leo Martins/Seu Dinheiro

A Linx (código LINX3) anunciou hoje (10) uma parceria com o Mercado Pago, que é a plataforma do Mercado Livre voltada para receber e fazer pagamentos. O objetivo do acordo é integrar o QR Linx com a carteira digital do Mercado Pago.

A ideia da companhia é integrar a sua solução a aplicativos de pagamento digital, o que permite aos seus varejistas oferecer novas formas de pagamento de maneira integrada.

Com isso, não é necessário que elas tenham um QR Code em seu balcão para cada parceiro de pagamento.

Em junho passado, a empresa já havia fechado uma parceria com a Elo.

Os acordos têm como foco aumentar o mercado-alvo da Linx Pay Hub e da Linx Pay, especificamente, que é focada em fazer a captação, gerenciamento e liquidação de transações, assim como emissão de cupons fiscais por meio de maquininhas de companhias parceiras como a Rede.

Os papéis ordinários da companhia abriram o dia em alta. Por volta das 11h20 de hoje (10), as ações estavam sendo negociadas a R$ 31,20, uma alta de 2,97%.

"A ponta do iceberg"

E a expectativa dos analistas é que pode vir mais coisa daí. Na visão de Ricardo Peretti, responsável pela estratégia pessoa física do Santander, a adquirência do Linx Pay é a "ponta do iceberg de uma inteligência de classificação de crédito que está subentendida e atualmente pouco precificada pelo mercado".

Para ele, outro fator importante e que mostra o comprometimento da companhia em ir atrás de suas metas é a revisão do acordo feito com a Rede. No caso, ele precisou ser refeito mais de sete vezes para readequar os novos objetivos.

Peretti destaca ainda que atualizou o modelo esperado para a companhia, por conta das boas perspectivas para a Linx Pay e para o varejo brasileiro.

Segundo ele, o volume bruto de mercadorias para a Linx Pay pode chegar a R$ 145 milhões, com penetração de 4% e take rate de 1,3%, o que resultaria em uma receita adicional de R$ 76 milhões.

Ele ainda destaca que espera que a Linx Pay sozinha adicione R$ 16 por ação ao preço-alvo para o fim de 2019, que é de R$ 38,50. Os papéis da companhia permanecem com recomendações de compra para o Santander.

E não é só ele. Entre os analistas ouvidos pela Bloomberg, oito analistas recomendam a compra das ações, dois sugerem a manutenção e um recomenda a venda. O consenso do preço-alvo das ações em 12 meses é de R$ 39,90.

Números da companhia

Segundo os resultados apresentados no segundo trimestre deste ano, a Linx reportou um potencial de geração de caixa (Ebitda) ajustado de R$ 48 milhões, o que representa um aumento de 19% ante o mesmo período do ano passado.

A margem Ebitda ajustada também mostra uma evolução da empresa. A companhia passou de uma margem de 23,5% no segundo trimestre de 2018 para 24,9% no mesmo período deste ano.

Em termos de geração de receita, a Linx Pay e Linx Digital foram responsáveis por 14% da receita recorrente no período.

Outro dado interessante é que a taxa de renovação de clientes no segundo trimestre foi de 99,3%, o que ficou um pouco acima do patamar do trimestre anterior.

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