Menu
2019-06-28T12:58:59-03:00
Kaype Abreu
Kaype Abreu
Formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Colaborou com Estadão, Gazeta do Povo, entre outros.
a hora é agora?

Invista na bolsa e fuja de títulos pós-fixados, recomenda UBS

Em documento divulgado pelo banco nesta quinta-feira, 27,  os especialistas da instituição suíça aumentaram a recomendação relativa as ações de neutro para “overweight”, indicando a compra de papéis na bolsa

28 de junho de 2019
12:48 - atualizado às 12:58
cotações em painel de bolsa de valores
Bolsa de valores - Imagem: Shutterstock

A melhor escolha para o investidor neste momento é a bolsa, enquanto os títulos pós-fixados devem ficar em segundo plano. É o que defendem analistas do UBS.

Em documento divulgado pelo banco nesta quinta-feira, 27, os especialistas da instituição suíça aumentaram a recomendação relativa as ações de neutro para “overweight”, indicando a compra de papéis na bolsa.

Mas rebaixaram os títulos pós-fixados de "underweight", que já era uma recomendação para se desfazer desse tipo de investimento, para "strong underweight".

Sobre os títulos prefixados, que já valorizaram por conta da flexibilização monetária adotada por Bancos Centrais de outros países, o UBS acredita que o BC brasileiro aguardará a aprovação da reforma no primeiro turno do plenário da Câmara e depois cortará a Selic, mas de forma moderada.

O documento mantém a recomendação neutra também para os títulos prefixados. Os títulos indexados à inflação são vistos na mesma linha pelo banco, que destaca o impacto que os papeis sofreram com os eventos globais recentes.

Previdência

Para o UBS, o mercado de capitais deve ser afetado pela agenda pós-Previdência. A instituição espera que o governo intensifique a agenda de privatizações.

Além disso, a instituição aguarda por concessões e programas de parceria público-privada, incentivos para aumentar a competição no setor de energia, desenvolvimento de um programa de infraestrutura, entre outras medidas.

“Há uma forte crença no mercado de que, se o Brasil estabilizar sua situação fiscal, a confiança voltará forte e o investimento na economia real se recuperará após anos de letargia”, disse o estrategista do banco, Ronaldo Patah, em documento.

Os analistas lembram que, após cinco meses de intensas discussões em Brasília, o Congresso está prestes a votar a “mais importante reforma da última década”, dizem que o processo é sujeito a altos e baixos porque as partes envolvidas estão aprendendo a negociar.

Eles consideram que houve uma virada com, entre outras coisas, o apoio demonstrado nas ruas pela nova Previdência e ao governo, ao mesmo tempo em que a economia patina - indicando que alguma medida precisa ser tomada.

Um exemplo da situação econômica pode ser tirado de dados divulgados nesta sexta-feira, 28, pelo Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE): o Brasil ficou com uma taxa de desocupação em 12,3% no trimestre encerrado em maio. São 13,2 milhões de desempregados.

Já a reforma da Previdência, tida como essencial para a melhora da economia por parte dos especialistas, avança após muito morde e assopra do Executivo e atritos com lideranças políticas.

Na semana que vem, os trabalhos da Comissão Especial devem ser encerrados para, em seguida, a proposta ser levada para votação no plenário. O que deve acontecer em 8 de julho - a poucos dias do início do recesso parlamentar do dia 18.

Comentários
Leia também
Um self service diferente

Como ganhar uma ‘gorjeta’ da sua corretora

A Pi devolve o valor economizado com comissões de autônomos na forma de Pontos Pi. Você pode trocar pelo que quiser, inclusive, dinheiro

Disparada

No embalo do recorde do bitcoin, ações da Coinbase disparam mais de 70% na estreia na Nasdaq

O CEO da empresa, Brian Armstrong, comentou mais cedo sobre a abertura de capital da Coinbase ao portal CNBC

Fura-teto?

Criticado, governo vai rever PEC que livra obras do teto

O texto não caiu bem entre economistas, parlamentares e membros do próprio governo federal

Relembre a história

Crime e castigo: Bernie Madoff, responsável pela maior pirâmide financeira da história, morre na cadeia

Condenado a 150 anos de prisão, financista que fraudou US$ 20 bilhões e enganou milhares de investidores morreu em desgraça aos 82 anos. Conheça sua história e relembre seus crimes.

Atividade em queda

Indicador da FGV mostra contração da economia em março com agravamento da pandemia

A queda nas expectativas dos consumidores foi um dos destaques negativos entre os componentes do indicador

Benefício com garantia

Paulo Guedes reeditará BEm somente após a aprovação do Orçamento ou da PEC “fura-teto”

“O ministro disse ‘ou um, ou outro, o que sair primeiro a gente faz o BEm'”, afirmou Paulo Solmucci, presidente da Abrasel

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies