Menu
2019-07-23T18:37:00-03:00
Victor Aguiar
Victor Aguiar
Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pelo Instituto Educacional BM&FBovespa e UBS Escola de Negócios. Trabalhou nas principais redações de economia do país, como Bloomberg, Agência CMA, Agência Estado/Broadcast e Valor Econômico.
Sinta o sabor

Com as vendas em alta, a Coca-Cola lucrou 13% a mais no trimestre. E o mercado fez um brinde

A Coca-Cola teve um trimestre forte, registrando crescimento no lucro, na receita e nas vendas. E os mercados ficaram com sede após os resultados

23 de julho de 2019
15:50 - atualizado às 18:37
Coca-cola sendo servida num copo
Após o balanço trimestral, as ações da Coca-Cola renovaram as máximas históricas em termos intradiários - Imagem: Shutterstock

A Coca-Cola passou os últimos anos esquecida na geladeira dos mercados financeiros. Suas ações exibiam variações muito pequenas, sem grandes avanços ou recuos no passado recente. E, em termos de noticiário corporativo, a gigante do setor de bebidas também dava passos curtos e calculados, sem grandes emoções.

Só que, em 2019, a Coca-Cola começou a dar indícios de que não perdeu o gás. Os papéis da companhia vêm ganhando tração num ritmo relativamente constante desde o início do ano — e o balanço trimestral da empresa, divulgado na manhã desta terça-feira (23), aumentou ainda mais a sede dos agentes financeiros.

A fabricante de refrigerantes, sucos e outras bebidas encerrou o segundo trimestre deste ano com lucro líquido de US$ 2,6 bilhões, um crescimento de 13% em relação ao mesmo período do ano passado. A receita líquida da Coca-Cola também avançou, chegando a US$ 10 bilhões entre abril e junho de 2019 — uma alta de 6% na base anual.

Mas não foram somente os dados de lucro e receita da companhia que ajudaram a refrescar os mercados. Os resultados operacionais da empresa no trimestre também melhoraram, em especial no mercado asiático. Além disso, as vendas de Coca-Cola sem açúcar continuaram crescendo num ritmo elevado.

Como resultado, as ações da Coca-Cola despontaram entre os destaques positivos do mercado acionário americano nesta terça, fechando em alta de 6,07%, a US$ 54,33 — um novo recorde histórico de fechamento para os papéis.

Com o desempenho desta terça, os ativos da gigante do setor de bebidas já acumulam valorização de mais de 14% em 2019. Trata-se de uma guinada surpreendente: as ações da Coca-Cola ficaram engarrafadas no patamar de US$ 40 a US$ 50 entre outubro de 2015 e junho deste ano.

Abra a felicidade

Os mercados brindaram especialmente o crescimento no volume de embalagens, uma métrica-chave para a Coca-Cola. O dado — que representa o número de latas, garrafas e outros recipientes vendidos direta ou indiretamente pela companhia aos consumidores — representa um termômetro a respeito das vendas de bebidas da empresa.

E, no segundo trimestre de 2019, a Coca-Cola registrou um aumento de 3% no volume de embalagens. O resultado foi especialmente animador na Ásia, onde a empresa viu a métrica se expandir em 7% em relação ao mesmo período do ano passado, o que neutralizou a queda de 1% vista na América do Norte.

"O crescimento nessa métrica foi impulsionado pela forte expansão nos mercados emergentes e em desenvolvimento", diz a Coca-Cola. E, ao separar esse indicador nos diversos produtos comercializados pela empresa, os dados também mostram números encorajadores.

Segundo a companhia, o volume de embalagens de refrigerantes aumentou em 3%. Dentro desse universo, a Coca-Cola tradicional teve crescimento de 4% em termos globais, enquanto a Coca-Cola sem açúcar teve expansão "de dois dígitos" pelo sétimo trimestre consecutivo — a empresa não abre os números por produto.

Águas e bebidas esportivas tiveram avanço de 2%, enquanto chás e cafés recaram 3%. Sucos, laticínios e bebidas de origem vegetal registraram "forte desempenho" no mercado da Índia.

Outro indicador importante para a Coca-Cola, o de crescimento orgânico das receitas, avançou 6% na mesma base de comparação, com avanço em todas as regiões geográficas. O destaque, nessa linha, foi a América Latina, onde a expansão orgânica das receitas chegou a 9%.

Comentários
Leia também
UMA OPÇÃO PARA SUA RESERVA DE EMERGÊNCIA

Um ‘Tesouro Direto’ melhor que o Tesouro Direto

Você sabia que existe outro jeito de investir a partir de R$ 30 em títulos públicos e com um retorno maior? Fiz as contas e te mostro o caminho

Corrida espacial

Elon Musk quer levar humanos para Marte até 2026

A empresa aeroespacial do bilionário, SpaceX, pretende criar uma cidade no planeta nos próximos 10 anos; ações da Tesla podem se beneficiar

Recuou!

Captação da poupança cai pela 1ª vez desde janeiro

Apesar do recuo, a poupança acumula entrada líquida de R$ 145,71 bilhões de janeiro a novembro – melhor desempenho para o período

Retrospectiva da semana

Coquetel anticrise: vacina e dinheiro na veia

Na onda das boas notícias, Ibovespa fechou a sexta-feira, 4, perto das máximas

Pandemia

Covid-19: Bolsonaro diz que governo não terá como socorrer os necessitados se ‘fechar tudo de novo’

Presidente avalia que o país não tem mais condições de se endividar

de olho na agenda

Congresso sacramenta decisão de levar Orçamento para plenário e abre prazo para emendas

Cúpula do Legislativo tenta afastar o “fantasma” do shutdown; Se a LDO não for aprovada ainda neste ano, o governo fica sem autorização para realizar despesas básicas em janeiro, como salários e aposentadorias

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu
Advertisements

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies